Projeto pioneiro da Hyundai transforma resíduo industrial em fertilizante agrícola, reduzindo impacto ambiental e custos de produção
Um tipo de resíduo que até pouco tempo era tratado como passivo ambiental sem solução vai ganhar novo destino. A Hyundai Brasil, em parceria com a empresa Antares, iniciou um projeto inédito no país para reaproveitar a borra de fosfato gerada no processo de pintura automotiva.
A borra de fosfato é resultado da fosfatização de superfícies metálicas, etapa usada para melhorar a aderência da tinta e proteger o veículo contra a corrosão.
Esse material, que antes não tinha reaproveitamento viável, agora poderá ser transformado em insumo agrícola. Segundo a montadora, o novo processo permitirá a produção de ao menos 270 toneladas de fertilizantes por ano.
-
O Brasil avança com megaprojeto da JetBio para instalar a maior fábrica de SAF de etanol do mundo e se tornar exportador global de combustível de aviação sustentável
-
Brasil caminha para um recorde de 40,7 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27, puxado pelo etanol de milho
-
Petrobras aprova refinaria de US$ 1,2 bilhão em Cubatão para produzir querosene de avião e diesel a partir de plantas
-
US$ 7 bilhões, hidrogênio verde e aço com até 95% menos CO₂: a primeira siderúrgica verde do planeta surge na Suécia e mira o Brasil como próximo capítulo
O projeto foi desenvolvido junto à Antares, especializada em reciclagem de insumos. “Criamos um processo seguro, eficiente e escalável que permite reciclar os principais elementos presentes na borra, como fósforo e zinco, para reaproveitá-los como insumo agrícola”, explicou Ricardo Martins, vice-presidente da Hyundai Motor Brasil.
O executivo destaca que a solução reduz a dependência de fontes não-renováveis, diminui riscos de contaminação do solo e da água, e ainda corta significativamente as emissões de gases de efeito estufa associadas à produção convencional de fertilizantes.
Além do impacto ambiental positivo, a Hyundai também aponta ganhos financeiros. A transformação do resíduo em fertilizante trará economia nos custos com gerenciamento de resíduos industriais. Todo o processo será feito com o material coletado na unidade da empresa em Piracicaba, interior de São Paulo.
“Trata-se de um exemplo concreto de como a colaboração entre empresas gera impacto positivo em larga escala”, finalizou Martins.
Essa será a primeira vez que o Brasil utilizará a borra de fosfato como matéria-prima industrial.
Com informações de Money Report.
