Em ilha isolada, agricultor de 62 anos transforma refúgio em vida simples e autossuficiente com porcos, melancias e ervas medicinais.
A partir de uma pequena ilha isolada em um lago nas montanhas, um agricultor de 62 anos transformou um lugar abandonado em um refúgio autossuficiente, cercado por porcos, melancias, ervas medicinais e silêncio que lembra mais um documentário do que a vida real.
Entre milharais, porcos pretos, melancias escondidas na plantação e um barco simples amarrado à margem, ele vive em uma ilha isolada onde cozinha com lenha, colhe o que planta e atravessa o reservatório de barco, enquanto muita gente só conhece esse estilo de vida pela internet. Nessa ilha isolada, o tempo parece andar devagar e a rotina é guiada pela terra, pela água e pelos animais.
Vida em uma ilha isolada onde o tempo corre mais devagar

Três ilhas se erguem em silêncio no meio de um lago entre as montanhas de Guizhou. De longe, parecem apenas manchas verdes cercadas de água.
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De perto, porém, um detalhe quebra a ideia de abandono. Uma casa simples de dois andares, plantações organizadas e um pequeno barco mostram que ali existe rotina, trabalho e escolha.

É nessa ilha isolada que um agricultor de 62 anos, de sobrenome Wu, montou seu refúgio. Ele chega de barco, carrega tudo o que precisa nas costas e passa dias seguidos morando sozinho, cercado de água por todos os lados.
A ilha isolada virou a sua casa, a sua roça e o seu mundo particular, enquanto a outra margem do lago funciona quase como outra realidade, distante alguns minutos de remadas.
Como a ilha isolada foi transformada em refúgio autossuficiente

A casa da ilha foi construída em 2006, pensada originalmente como parte de uma vila que nunca saiu do papel.
O projeto desandou, o investidor desistiu e a construção ficou deserta por anos, coberta por árvores e mato alto. O agricultor chegou bem depois, quando o lugar já estava tomado pela vegetação e parecia esquecido.

Ele conta que está morando ali há pouco tempo. Quando decidiu assumir a ilha, começou cortando árvores, limpando o terreno e recuperando o solo para plantar.
O que era terreno baldio virou horta, roçado e campo de ervas medicinais, tudo mantido praticamente por ele sozinho.
A ilha isolada, antes apenas um ponto esquecido no reservatório, se tornou um espaço produtivo, com plantios espalhados entre a casa, os galpões e o milharal.
Animais, melancias e ervas medicinais que sustentam a ilha isolada

A base da vida nessa ilha isolada é simples e direta. O agricultor cria três porcos, da raça de porco preto, alimentados com milho plantado ali mesmo e capim cozido.
Ao redor da casa, ele também mantém patos, gansos e galinhas, alguns criados por ele e outros por parentes que dividem a ilha em áreas diferentes.
Nos canteiros, ele planta milho, batata-doce, feijões de diferentes cores, pimentas e capim-de-porco. Em um dos campos, surgem melancias que ele mesmo colhe para comer e oferecer às raras visitas.
Entre os sulcos da terra também crescem ervas medicinais, como o Polygonum multiflorum, aspargos e árvores Huangbai que ele pretende expandir pela ilha.
A ideia é clara: transformar a ilha isolada em um espaço cada vez mais autossuficiente, em que a terra forneça alimento, renda extra com ervas medicinais e ocupação para a velhice.
As folhas de batata-doce alimentam tanto o porco quanto a cozinha.
O milho serve para os animais e para as aves. O capim é guardado e pendurado perto do fogão à lenha, pronto para ser usado.
Rotina simples entre lenha, barco e sinal de celular fraco
O acesso à ilha isolada é feito por um barco sem motor, conduzido apenas no remo. O agricultor cruza o lago quando precisa voltar para casa fora da ilha, visitar a família ou resolver alguma necessidade.
Às vezes passa dois ou três dias sem sair. Em outras fases, fica quase uma semana inteira se dedicando à plantação, aos porcos e às ervas medicinais.
A estrutura é básica. Para cozinhar, ele usa fogão a lenha, abastecido com madeira que nunca falta na ilha. A energia do dia a dia vem principalmente da luz e de uma pequena lâmpada solar que também consegue carregar o celular.
À noite, quando o movimento na água cessa e o silêncio toma conta, ele pode até assistir a vídeos no celular e ver, pela tela, uma vida que se parece com a que já está vivendo ali.
Na ilha isolada, o clima é mais fresco do que na outra margem, o que torna o lugar agradável no verão. No inverno, o abrigo simples e protegido, junto com o fogo do fogão, segura o frio.
Os sons são quase sempre os mesmos: água, insetos, pássaros, o grasnar de gansos, o canto das galinhas e, às vezes, o barulho de alguém nadando ou chamando da outra margem.
Uma ilha isolada, três ilhas e uma escolha de vida

O reservatório em que a ilha foi formada tem décadas de história. Antes, a região era terra firme, com ponte de pedra e caminho seco até o mercado.
Depois que a água subiu, o que antes era parte do terreno virou ilha. Hoje, três ilhas dividem o lago. Em uma delas, há relatos de cobras e muitos pássaros fazendo ninho. Em outra, sobram sinais de antigas casas que já não são usadas.
Na maior, a escolhida pelo agricultor, há mais de oito mu de terra cultivada, milharal, batata-doce, bambuzal, ervas medicinais e pasto para animais.
Ele não está ali por acidente, mas por escolha, buscando um lugar onde pudesse trabalhar a terra no próprio ritmo, longe da correria e perto do que planta e colhe.
Para muitos, a imagem de uma ilha isolada remete a fuga, abandono ou solidão. No caso dele, é quase o contrário.
A ilha é o lugar em que ele encontra o que muita gente procura em vídeos e fotos: silêncio, trabalho simples, contato direto com a natureza e a sensação de que quase tudo o que se consome foi produzido ali mesmo.
A vida em ilha isolada que muita gente só conhece pela internet
Os filhos do agricultor vivem em cidades maiores, como Chongqing e Guiyang, enquanto ele escolhe passar boa parte dos dias nessa ilha isolada, plantando, colhendo, cuidando dos porcos e observando o movimento da água no reservatório.
Ele fala em seguir plantando ervas medicinais, em organizar ainda mais o terreno e em aproveitar a velhice com algo que lhe dê renda e, ao mesmo tempo, propósito.
A rotina em uma ilha isolada é feita de pequenos gestos que se repetem: cozinhar no fogão a lenha, cortar capim, cuidar dos animais, colher melancias, testar novos plantios, caminhar entre o milho e o bambu, ouvir as galinhas ao longe.
De vez em quando, um visitante chega de barco ou atravessa nadando, curioso para ver como é essa vida que parece cenário de filme.
No fim, a ilha isolada virou um laboratório de vida simples. Um lugar em que a autossuficiência é construída no dia a dia e em que o “longe de tudo” se transforma em perto daquilo que realmente importa para quem escolheu esse estilo de vida.
E você, conseguiria trocar a rotina da cidade por uma vida em uma ilha isolada como a dele ou essa simplicidade fica só na imaginação quando você vê histórias assim na internet?

Eu amo lugares assim mas em terras firme lago só ao lado .tenho um sitio que transformei em terra fértil onde antes só era matos nativos e área hoje tem árvores frutíferas amo está lá .mas ainda mora ba cidade agitada .
SE fosse no Brasil, teria que vender a “produção” de melancia 🍉🍉🍉 toda para pagar “impostos”, principalmente iptu. Ainda iam querer despejar com apoio da “marinha”……
Bem isso, Brasil explora de mais as pessoas…. não tem leveza em situações alguma
Sábado, quase meia noite e meia, deitada em minha cama, tentando dormir ao som alto do vizinho, gritos estericos de bocas não cansadas.
COM CERTEZA ABSOLUTA, largaria essa vida na cidade pra viver nessa ilha!!!