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Ele dirigiu o metrô como veterano e ninguém percebeu, cobriu turnos, ganhou respeito e cargo sindical, mas a ficha não existia e agora o maquinista mais celebrado da cidade espera 15 anos atrás das grades

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 18/02/2026 às 08:46 Atualizado em 18/02/2026 às 08:49
metrô de Nova York teve Darius McCollum circulando como operador na MTA, mas a prisão expôs a impostura; após décadas e um caso de 2012, ele aguarda julgamento com risco de 15 anos.
metrô de Nova York teve Darius McCollum circulando como operador na MTA, mas a prisão expôs a impostura; após décadas e um caso de 2012, ele aguarda julgamento com risco de 15 anos.
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Em 1980, aos 15, Darius McCollum conduziu trem do metrô de Nova York em Manhattan, da Rua 34 ao World Trade Center, com paradas e anúncios. Impedido de entrar na MTA, ele sequestrou mais de 100 veículos, virou delegado sindical, e hoje está na prisão, sob risco de 15 anos.

Um nome virou mito operativo no metrô de Nova York: Darius McCollum. Ele cobria turnos, era pontual, executava procedimentos com precisão e chegou a ganhar respeito no ambiente da MTA, a ponto de ser indicado como delegado sindical mesmo sem ter vínculo formal e com histórico de detenções.

A contradição explodiu quando a identidade administrativa não existia. O maquinista celebrado virou réu recorrente, migrou entre detenções e prisão, e hoje aguarda um novo julgamento que pode impor até 15 anos, após décadas de invasões e tomada de trens e ônibus em Nova York.

O trem tomado aos 15 anos e a primeira quebra no metrô

metrô de Nova York teve Darius McCollum circulando como operador na MTA, mas a prisão expôs a impostura; após décadas e um caso de 2012, ele aguarda julgamento com risco de 15 anos.

Em 1980, Darius McCollum, então com 15 anos, assumiu o controle de um trem do metrô em Manhattan e o conduziu da Rua 34 até o World Trade Center.

Ele parou em todas as estações, permitiu embarque e desembarque, fez anúncios e respeitou o horário, executando o que um maquinista precisaria fazer no dia a dia do metrô.

A atuação impecável, somada ao fato de parecer jovem demais, levou passageiros a chamar a polícia.

Quando foi parado e questionado sobre quem era o maquinista, ele respondeu com naturalidade: “Sou eu”.

A Autoridade de Trânsito de Nova York ficou perplexa, não apenas pelo risco, mas por como alguém de 15 anos conseguiu dirigir um trem do metrô sem ser notado.

Tentativa de entrar na MTA e a porta fechada pelo histórico criminal

metrô de Nova York teve Darius McCollum circulando como operador na MTA, mas a prisão expôs a impostura; após décadas e um caso de 2012, ele aguarda julgamento com risco de 15 anos.

Após a primeira prisão, Darius McCollum tentou trabalhar legalmente para a MTA aos 17 e 18 anos. A tentativa fracassou porque os antecedentes criminais impediram a contratação.

O bloqueio formal não encerrou o ciclo, ele apenas empurrou o caso para uma sequência prolongada de invasões.

Durante as décadas de 1980 e 1990, Darius McCollum sequestrou mais de 100 trens e ônibus, se fez passar por funcionário, e até participou de uma greve de trabalhadores da MTA sem ser funcionário.

O padrão se repetia no mesmo palco: o sistema de transporte de Nova York, especialmente o metrô, onde ele circulava como se pertencesse à operação.

Como ele cobria turnos e virava referência sem ficha no metrô

metrô de Nova York teve Darius McCollum circulando como operador na MTA, mas a prisão expôs a impostura; após décadas e um caso de 2012, ele aguarda julgamento com risco de 15 anos.

O ponto que mais expõe a falha operacional é a normalidade com que ele entrava e saía de função.

Ele cobria turnos de motoristas que não podiam comparecer, chegava na hora e desempenhava as tarefas “impecavelmente”, sem reclamar.

Esse comportamento reforçou confiança informal dentro do ecossistema da MTA, mesmo sem existir vínculo.

Como ele conseguia assumir o volante de ônibus e trens? De forma direta: os veículos estavam lá, com portas abertas.

Ele entrava, ligava o motor e saía dirigindo. Ninguém suspeitava porque tudo parecia perfeitamente normal no fluxo do metrô e do transporte de Nova York, e a presença dele já era “compatível” com o cenário.

2012: evacuação, prisão e a virada que endureceu o caso

Em 2012, ele viu um trem fazendo uma parada de emergência. Darius McCollum pulou nos trilhos e evacuou passageiros em segurança, seguindo protocolos da MTA.

O gesto terminou em prisão: um funcionário reconheceu sua foto em um cartaz de procurado e o denunciou à polícia.

A condenação foi de cinco anos.

O caso ganhou contornos mais duros porque o episódio de 2012 consolidou a imagem de alguém que conhecia rotinas e fragilidades do sistema do metrô de Nova York, inclusive em situações críticas.

Segurança máxima e a suspeita de risco de cooperação com terroristas

Durante o encarceramento, Darius McCollum ajudou o governo a lidar com deficiências de segurança do sistema de transporte de Nova York.

Ele identificou fragilidades e indicou como a segurança poderia ser aprimorada. Segundo o relato, a MTA implementou e seguiu as recomendações.

Depois disso, ele voltou para uma penitenciária de segurança máxima.

A justificativa mencionada foi que ele poderia ser facilmente manipulado e, portanto, cooperar com terroristas.

Na prática, a resposta institucional foi endurecer o regime de prisão justamente por causa do nível de familiaridade dele com o metrô e com padrões operacionais.

Asperger, trauma aos 12 anos e o transporte como refúgio

Mais tarde, Darius McCollum recebeu diagnóstico de síndrome de Asperger.

O histórico inclui um evento aos 12 anos: um colega o esfaqueou nas costas com uma tesoura para roubar um jogo.

Traumatizado, ele começou a faltar às aulas e encontrou refúgio nas estações do metrô.

O transporte público de Nova York virou rotina, mundo e foco obsessivo.

O caso é descrito como um exemplo de falha de cuidado em saúde mental em um sistema de saúde apontado como inteiramente privado e com pouca resposta para comportamento compulsivo ligado ao metrô.

De “ameaça à sociedade” ao novo julgamento com risco de 15 anos

Em 2018, ele foi declarado uma “ameaça à sociedade” e enviado a um hospital psiquiátrico para criminosos violentos, sem receber terapia para o comportamento compulsivo descrito.

Anos depois, foi libertado, mas sem recursos financeiros voltou às ruas e roubou outro ônibus urbano.

Hoje, Darius McCollum permanece na prisão aguardando novo julgamento, com possibilidade de ser condenado a 15 anos.

O caso mistura execução operacional no metrô de Nova York, falhas de controle no ambiente da MTA e uma trajetória pessoal marcada por trauma, diagnóstico e repetição.

O que pesa mais para você neste caso do metrô: a falha de segurança da MTA, a falta de cuidado terapêutico, ou o fato de ele ter virado delegado sindical sem existir ficha?

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Ardel de Araújo Lago
Ardel de Araújo Lago
19/02/2026 11:27

Esse ser humano merece ser ajudado,seguindo o exemplo dado por Jesus Cristo, ter misericórdia de todos os que precisam!

JORGE DA COSTA LEITE
JORGE DA COSTA LEITE
19/02/2026 11:25

O CARA É UM GENIO DA UMA CHANCE A ELE PROVAR SEU VALOR

Tônicobet
Tônicobet
19/02/2026 09:28

Se fosse no Brasil já era presidente da República…

Jorge
Jorge
Em resposta a  Tônicobet
19/02/2026 11:12

Fato, tivemos um chefe de milícia carioca ,acusado de terrorismo contra o exército como presidente recentemente

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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