O dirigível solar SE2 voou por 12 dias acima de 52.000 pés, percorreu 10.300 km até o Brasil e avançou para testes pré-comerciais
O dirigível solar SE2, da Sceye, concluiu missão de 12 dias entre o Novo México e a costa do Brasil, voando acima de 52.000 pés e abrindo caminho para uso em telecomunicações e monitoramento ambiental.
Missão concluída
A Sceye informou que o SE2 completou o voo do Programa de Resistência, iniciado em 25 de março e encerrado em 6 de abril.
Nesse período, o dirigível solar percorreu 6.400 milhas, cerca de 10.300 km, do Novo México até a costa brasileira, em uma operação encerrada com pouso controlado em águas internacionais.
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O veículo passou mais de 88 horas sobrevoando locais selecionados, mantendo altitudes superiores a 52.000 pés durante o teste.
Para a Sceye, o voo representa um passo importante para a implantação comercial da aeronave em telecomunicações e monitoramento ambiental.
Estrutura e energia do dirigível solar
O SE2 tem 82 metros de comprimento e foi projetado para permanecer no ar por meses ou até mesmo anos.
Na parte superior, o dirigível solar leva células solares que geram energia para carregar baterias de lítio-enxofre. As baterias, com 425 Wh/kg, alimentam uma hélice de cauda acionada eletricamente.
Ao longo da jornada, o veículo completou um ciclo de dia e noite sobre o Novo México e três ciclos diurnos consecutivos na costa do Brasil.
Com esse desempenho, a Sceye disse que possui os dados necessários para seguir rumo a voos de meses na estratosfera.
Rede e resposta
A empresa destacou o papel da antena de rede celular aerotransportada SceyeCELL, usada para oferecer conectividade a partir da estratosfera.
Segundo a Sceye, essa estrutura pode ser usada em resposta a emergências e desastres, levando conexão onde redes tradicionais e outras tecnologias não conseguem atender.
Mikkel Vestergaard Frandsen, fundador e CEO da Sceye, afirmou que a resistência torna possível transformar a estratosfera em nova camada de infraestrutura.
Ele declarou que a permanência sobre uma área por períodos prolongados permite conectividade persistente e monitoramento em tempo real onde outras redes falham.
Frandsen disse que a tecnologia poderá ampliar o alcance das redes existentes globalmente e ajudar a conectar bilhões de pessoas com informações práticas durante desastres naturais.
Próximos voos
O Programa de Resistência se baseia no avanço obtido com o Programa de Dinâmica de Controle, iniciado em 2024.
Na etapa anterior, a Sceye afirmou que seu dirigível foi o primeiro HAPS a permanecer energizado durante um ciclo de dia e noite, mantendo potência sobre uma área específica de operações.
Durante o voo mais recente, o SE2 manteve sua posição com raio de manutenção de apenas 0,62 milhas, equivalente a 1 km.
A meta do programa era alinhar a duração do voo com os requisitos commercais. Após atingir esse objetivo, a startup disse que passará aos testes pré-comerciais.
O primeiro voo dessa nova fase ocorrerá no Japão e terá como objetivo fornecer conexão de backhaul à rede principal da SoftBank.
Frandsen afirmou que, com essa missão, a empresa avança para os voos de teste pré-comeciais, tratando o resultado como conquista para a Sceye e para o setor estratosférico.
Com informações de Interesting Engineering.

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