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Dinamarca afundou 20 blocos gigantes de concreto de 55 mil toneladas no mar para criar um túnel de 3,5 km sob o Estreito e ligar o país à Suécia por estrada e trilhos

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 08/07/2026 às 22:21 Atualizado em 08/07/2026 às 22:40
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Dinamarca afundou 20 blocos de concreto de 55 mil toneladas no mar para criar o túnel de Øresund e ligar o país à Suécia.
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Ligação Øresund reúne ponte, ilha artificial e túnel imerso sob o mar entre Dinamarca e Suécia, com 20 blocos gigantes de concreto instalados no leito marinho para sustentar uma travessia internacional usada por carros e trens.

Sob o Estreito de Øresund, a Dinamarca instalou 20 estruturas gigantes de concreto no fundo do mar para formar um túnel imerso integrado à ligação que conecta o país à Suécia por rodovia e ferrovia.

Cada elemento usado na passagem submarina mede 176 metros de comprimento, 9 metros de altura e 40 metros de largura, com peso informado de 55 mil toneladas por unidade pela Øresundsbron, administradora oficial da ligação.

Fabricadas em uma instalação própria na Dinamarca, essas peças foram depois submersas no leito marinho, onde passaram a compor uma das partes menos visíveis e mais impressionantes da travessia entre Copenhague e Malmö.

Túnel imerso sob o Estreito de Øresund liga Dinamarca e Suécia

Entre a capital dinamarquesa e a cidade sueca de Malmö, o conjunto combina túnel, ilha artificial e ponte, criando uma travessia internacional capaz de receber carros e trens em uma das rotas mais conhecidas do norte da Europa.

De acordo com os dados técnicos divulgados pela Øresundsbron, o trecho imerso possui 3.510 metros de extensão e é completado por dois edifícios de portal, cada um com 270 metros de comprimento.

Essas estruturas fazem a transição entre a parte terrestre e o segmento instalado sob o canal de navegação Drogden, onde a travessia deixa de aparecer na superfície e passa a seguir abaixo do mar.

Dinamarca afundou 20 blocos de concreto de 55 mil toneladas no mar para criar o túnel de Øresund e ligar o país à Suécia.
Dinamarca afundou 20 blocos de concreto de 55 mil toneladas no mar para criar o túnel de Øresund e ligar o país à Suécia.

Diferentemente de túneis perfurados em rocha, a técnica usada em Øresund não consiste em abrir uma passagem contínua por escavação, mas em posicionar grandes elementos de concreto dentro de uma vala dragada no fundo do mar.

Depois de alinhados em sequência, esses módulos formaram uma linha submersa capaz de receber vias rodoviárias e trilhos ferroviários, mantendo a superfície liberada para o tráfego marítimo na região do Estreito de Øresund.

Blocos de concreto de 55 mil toneladas foram alinhados no fundo do mar

A escala das peças ajuda a explicar o impacto da obra, já que cada bloco tem comprimento superior ao de muitos edifícios urbanos de grande porte e peso equivalente ao de dezenas de milhares de carros.

Quando foram encaixados no leito marinho, esses elementos criaram uma travessia escondida sob a água, permitindo que a ligação internacional funcionasse sem transformar todo o trecho em uma ponte elevada sobre o mar.

Segundo a Øresundsbron, o túnel foi projetado com dois tubos destinados ao tráfego rodoviário, dois tubos ferroviários e um tubo de serviço e escape, distribuindo os fluxos dentro da estrutura submersa.

Essa configuração separa carros e trens em corredores próprios, enquanto o tubo de serviço mantém uma rota interna voltada à segurança operacional e ao acesso técnico em situações previstas pelo projeto.

Sob o canal Drogden, a presença do túnel atende a uma necessidade específica da região, pois a solução evita interferências no tráfego aéreo de chegada e saída do Aeroporto de Copenhague.

Dinamarca afundou 20 blocos de concreto de 55 mil toneladas no mar para criar o túnel de Øresund e ligar o país à Suécia.
Dinamarca afundou 20 blocos de concreto de 55 mil toneladas no mar para criar o túnel de Øresund e ligar o país à Suécia.

Ao mesmo tempo, a passagem submersa permite que grandes embarcações continuem cruzando o Estreito de Øresund, sem que a travessia terrestre e ferroviária bloqueie uma área estratégica para navegação.

Ponte, ilha artificial e túnel criam travessia híbrida no norte da Europa

Essa combinação torna a estrutura diferente de uma ponte marítima convencional, porque parte do trajeto mergulha no mar antes de surgir novamente em terra e seguir pela ligação elevada em direção à Suécia.

Em uma única obra, o projeto conciliou rodovia, ferrovia, navegação marítima e operação aeroportuária, criando uma solução híbrida para um corredor internacional onde diferentes formas de transporte dividem o mesmo espaço geográfico.

No acesso aos tubos rodoviários, a Øresundsbron informa que foram instalados filtros de luz no teto, recurso usado para suavizar a transição entre a claridade externa e a iluminação elétrica da parte subterrânea.

A segurança interna também recebeu soluções próprias, incluindo portas de escape de 1,2 metro de largura a cada 88 metros, conectando os túneis rodoviários ao tubo de serviço e fuga.

Para manter as condições operacionais dentro da estrutura, cada tubo rodoviário conta ainda com 80 ventiladores de jato, cuja função principal é remover fumaça e calor em caso de incêndio.

Além dessa atuação em emergência, o sistema de ventilação ajuda a preservar a qualidade do ar durante o funcionamento normal da travessia, especialmente em uma estrutura fechada que recebe tráfego constante de veículos.

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Engenharia marítima preserva navegação, aeroportos e transporte terrestre

Vista do alto, a ligação Øresund ficou conhecida pelo contraste entre seus segmentos, já que parece desaparecer no mar do lado dinamarquês, avançar por uma ilha artificial e depois seguir como ponte até a costa sueca.

No centro dessa engenharia está o túnel formado pelos 20 elementos de concreto, uma parte decisiva para o funcionamento da travessia, embora permaneça escondida de quem atravessa a região pela superfície.

Sem essa solução submersa, a ligação teria de resolver de outra forma a convivência entre navios, aviões, carros e trens em uma área estratégica localizada entre dois países europeus.

A profundidade de navegação no canal Drogden é informada pela Øresundsbron como 10 metros, dado que ajuda a explicar por que a travessia precisou preservar um corredor marítimo livre.

Manter essa passagem aberta permitiu a operação de embarcações sem transformar toda a ligação em uma sequência de vãos elevados, solução que também precisaria conviver com as restrições do aeroporto próximo.

Além da função de transporte, o túnel de Øresund chama atenção pela lógica de montagem, baseada na produção, transporte, submersão e encaixe de módulos monumentais em ambiente marítimo controlado.

Para o usuário, a mudança entre superfície, túnel e ponte aparece como parte natural do percurso, mas a travessia depende de uma sequência de estruturas gigantes instaladas onde a maior parte das pessoas não consegue ver.

Se blocos de concreto de 55 mil toneladas podem ser afundados no mar para abrir uma passagem entre dois países, quais outras megaestruturas escondidas sob a água ainda passam despercebidas por quem só vê a superfície?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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