Travessia do JS Ikazuchi pelo Estreito de Taiwan durou cerca de 14 horas, foi monitorada pela China e reacendeu atritos diplomáticos com o Japão em meio à tensão regional crescente
Um destróier japonês cruzou o Estreito de Taiwan nesta sexta-feira (17), entre 4h02 e 17h50 no horário local, em uma passagem de cerca de 14 horas que foi monitorada pela China e elevou a tensão entre os dois países.
Passagem monitorada
As forças navais e aéreas do Exército de Libertação do Povo acompanharam o trajeto do JS Ikazuchi durante todo o percurso, conforme nota do porta-voz militar chinês. As Forças de Autodefesa do Japão não comentaram a travessia.
Protesto de Pequim
O Ministério das Relações Exteriores da China reageu com protesto formal ao Japão. Em coletiva regular, o porta-voz Guo Jiakun classificou a ação como ameaça à soberania e à segurança chinesas, e disse que Pequim se opõe firmemente ao movimento.
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Crítica ao governo japonês
O porta-voz afirmou ainda que o Japão estaria duplicando seus erros. A fala foi uma referência a declarações anteriores da primeira-ministra Sanae Takaichi sobre Taiwan, que teriam causado sérios danos às relações bilaterais.
Para Guo, isso expõe a tentativa perigosa de certos indivíduos no Japão de interferir militarmente no Estreito de Taiwan e minar a paz e a estabilidade na regiao.
Tensão acumulada
A passagem do navio militar japonês ocorreu meses depois de provocações atribuídas à primeira-ministra japonesa, que elevaram a tensão em Taiwan e no entorno do estreito.
Na semana passada, a líder do Kuomingtang, Cheng Li-wun, reforçou a importância da paz no Estreito de Taiwan e da unidade do povo chinês.
O trajeto no Estreito de Taiwan
A travessia começou às 4h02 e terminou às 17h50 no horário local, totalizando cerca de 14 horas. O percurso colocou novamente Taiwan no centro das declarações e das reações oficiais na região.
Sem comentar publicamente, o Japão manteve silêncio sobre o JS Ikazuchi, enquanto a China reforçou a crítica diplomática e o monitoramento militar durante toda a passagem pelo estreito.
Com informações de Revista Fórum.
