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Depois de cruzar as Américas de Kombi, casal do Vibe de Dois mostra nova etapa da casa container em Santa Catarina, com janelas, metalon, solda, pintura da cerca e estudo do terreno para criar uma base fixa no meio do mato

Escrito por Carla Teles
Publicado em 21/05/2026 às 20:38
Atualizado em 21/05/2026 às 20:42
Assista o vídeoDepois de cruzar as Américas de Kombi, casal do Vibe de Dois mostra nova etapa da casa container em Santa Catarina, com janelas, metalon, solda, pintura
Casal transforma terreno em Santa Catarina após viagem de Kombi e inicia casa container como base fixa no meio do mato.
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Em Santa Catarina, o casal do Vibe de Dois mostra o terreno onde a Kombi ainda serve de casa, enquanto a casa container começa com janelas, metalon, solda, pintura da cerca e estudo do terreno para virar base fixa no meio do mato depois de quatro anos viajando pelas Américas.

O casal do Vibe de Dois entrou em nova fase no terreno em Santa Catarina, depois de cruzar as Américas de Kombi. Agora, a construção da casa container marca o início de uma base fixa no meio do mato, com janelas, metalon, solda e pintura da cerca.

A etapa registrada envolve tarefas simples, mas decisivas: cuidar da grama no talude, pintar a cerca, comprar janelas, cortar metalon, preparar molduras, discutir solda e participar da primeira reunião de planejamento do terreno. A ideia é transformar um container de 12 metros em uma estrutura funcional para morar, cozinhar, guardar ferramentas e começar uma nova rotina.

Depois da estrada, a busca por um lugar para voltar

O projeto nasce depois de uma viagem longa. O casal relata que passou quatro anos desbravando o continente americano com a Kombi Manezinha, saindo de Ushuaia, seguindo até o Alasca e chegando ao Ártico. Depois dessa experiência, a construção em Santa Catarina aparece como uma mudança de ciclo.

A proposta não é abandonar a estrada, mas criar um ponto de retorno. O refúgio é descrito como um lugar de paz, uma base para que eles possam “voar cada vez mais longe” e, ao mesmo tempo, ter um espaço próprio para voltar.

Enquanto a casa container não fica pronta, a Kombi continua servindo como moradia. Eles ainda dormem na Manezinha, enquanto uma estrutura provisória no terreno funciona como apoio para iniciar os trabalhos da construção.

Essa transição dá força à história. O mesmo veículo que levou o casal por diferentes países agora serve como base improvisada para erguer uma nova fase de vida em um terreno rural.

Cerca branca, grama nova e os primeiros cuidados com o terreno

Casal transforma terreno em Santa Catarina após viagem de Kombi e inicia casa container como base fixa no meio do mato.
Imagem: Canal Vibe de Dois/Youtube

Antes de avançar diretamente no container, o casal mostrou o cuidado com a área externa. A grama aplicada no talude passou por avaliação e recebeu uma fertirrigação, mistura de água com fertilizante, para fortalecer o crescimento em uma época mais fria.

Eles explicam que vêm aprendendo no processo. A hidrossemeadura da grama e a fertirrigação eram novidades para eles, mas passaram a fazer parte da rotina de quem está transformando um terreno bruto em refúgio.

A cerca também entrou na lista de prioridades. O casal comprou tinta branca fosca própria para cerca rural, com proteção anticupim e antimancha, seguindo o padrão visual de outros terrenos da rua. A escolha da cor branca também busca criar unidade estética no loteamento.

Antes da pintura, eles instalaram peças antirrachadura sobre os palanques de eucalipto, para aumentar a vida útil da madeira. Depois, lixaram as tábuas manualmente e começaram a pintura com rolo e pincel, em um trabalho que envolveu família e reforços no terreno.

Trabalho manual mostra o lado real da construção

Casal transforma terreno em Santa Catarina após viagem de Kombi e inicia casa container como base fixa no meio do mato.
Imagem: Canal Vibe de Dois/Youtube

A rotina no terreno aparece como uma sequência de tentativas, erros e ajustes. A tinta comprada, por exemplo, não foi suficiente para cobrir toda a cerca. O casal calculou que um galão de 16 litros deu para aproximadamente dois terços da estrutura.

Em vez de esconder o erro, eles mostraram a conta falhando e a necessidade de comprar mais material. Também planejaram buscar mais palanques e tábuas para fazer uma cerca lateral de 34 metros, calculando 12 palanques de eucalipto e 34 tábuas.

Esse tipo de bastidor aproxima a construção da vida real. Não há obra perfeita, orçamento fechado ou conhecimento prévio para tudo. A cada etapa, eles aprendem, corrigem e seguem avançando.

A frase que resume o momento é a lógica de fazer devagar. O casal reforça que, no terreno, assim como na vida, muita coisa é feita pela primeira vez, com margem para erro e aprendizado.

Container de 12 metros será a primeira casa no terreno

Casal transforma terreno em Santa Catarina após viagem de Kombi e inicia casa container como base fixa no meio do mato.
Imagem: Canal Vibe de Dois/Youtube

A parte mais aguardada é a transformação do container. Segundo o casal, a estrutura de 12 metros será a primeira casa do terreno e também deve funcionar como cozinha, base, oficina e galpão.

Por enquanto, o container ainda está no início do processo. Ele já guarda ferramentas, armário, facão, equipamento de solda, motobomba e roçadeira. Mas as primeiras peças específicas da futura casa começaram a chegar.

Entre elas estão duas janelas de 80 por 80 centímetros, pensadas para o quarto, que terá cerca de 2,5 metros de comprimento por 2,44 metros de largura, medida correspondente à largura do container. Também foi comprada uma janela basculante menor para o banheiro.

As janelas pretas marcam a primeira etapa visível da casa container. Ainda são peças pequenas dentro de uma obra grande, mas representam o começo da transformação da “lata velha” em um espaço habitável.

Metalon e solda entram na etapa das janelas

Casal transforma terreno em Santa Catarina após viagem de Kombi e inicia casa container como base fixa no meio do mato.
Imagem: Canal Vibe de Dois/Youtube

Para instalar janelas e portas no container, o casal precisou preparar estruturas metálicas de reforço. A explicação técnica aparece de forma simples: ao cortar as paredes do container, a chapa pode perder rigidez, então é necessário criar molduras resistentes.

A solução foi comprar barras de metalon para montar as estruturas em volta das aberturas. Eles adquiriram três barras de 6 metros e duas barras de 4 metros, que foram cortadas para facilitar o transporte e o preparo das molduras.

Com ajuda de Tainã, que tem mais experiência nesse tipo de trabalho, o casal levou o material para uma bancada em Florianópolis. Lá, os metalons foram cortados em ângulo para formar molduras adequadas às duas janelas do quarto e à janela basculante do banheiro.

A solda entrou como etapa de alinhamento e fixação. Primeiro, foram feitos pontos de solda para garantir que a moldura ficasse no esquadro; depois, a estrutura poderia ser soldada de forma definitiva antes de ser instalada no container.

Planejamento do terreno vira parte central do projeto

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Além do trabalho físico, o casal também começou a estudar a organização geral do terreno. Eles participaram de uma reunião com o escritório Raiz da Terra, responsável por apresentar a primeira proposta de planta baixa, setorização e master plan do refúgio.

A proposta envolve decidir onde cada elemento ficará no sítio, considerando clima, topografia, vento, sol, umidade, verão, inverno e relação entre as áreas. A ideia é pensar antes de construir para evitar arrependimentos depois.

Esse planejamento é importante porque o terreno é grande e oferece muitas possibilidades. Sem estudo prévio, uma construção feita hoje poderia atrapalhar outra decisão no futuro, especialmente em um projeto que pretende seguir princípios de permacultura.

O casal destacou que o planejamento ajuda a aproveitar melhor o que o terreno tem a oferecer. A casa container, a área externa, a base de trabalho e futuras estruturas precisam conversar entre si para que o refúgio funcione de forma coerente.

Banho improvisado mostra que a vida no terreno ainda é rústica

Enquanto a construção avança, a rotina continua improvisada. Em uma tarde fria, com o sol baixando cedo e temperatura marcando cerca de 6°C, o casal mostrou a dificuldade de tomar banho sem chuveiro quente instalado.

Eles compraram um aquecedor portátil a gás, acionado por pilhas, como alternativa para esquentar água. Porém, perceberam que ainda faltavam conexões específicas para ligar o equipamento corretamente.

Sem conseguir instalar o sistema no mesmo dia, a solução foi esquentar água no fogo e usar uma barraca autoarmável como cabine de banho. A estrutura, já usada durante os anos de estrada, serviu novamente como recurso temporário.

Esse detalhe reforça que a casa container ainda está longe de pronta. O refúgio começa com soluções provisórias, frio, ferramentas espalhadas e muita adaptação, antes de ganhar conforto definitivo.

Da Kombi ao container, o projeto mistura viagem e raiz

A história do casal chama atenção porque une dois movimentos opostos: a vida nômade da Kombi e a criação de uma base fixa em Santa Catarina. Depois de anos em deslocamento, eles agora lidam com cerca, grama, janelas, metalon, solda e planejamento territorial.

Mesmo assim, o espírito da viagem continua presente. O refúgio não aparece como encerramento da aventura, mas como ponto de apoio para novas fases. A ideia é ter um lugar de retorno, descanso, trabalho e preparação para próximos passos.

A casa container será parte desse novo formato de vida. Primeiro, ela deve funcionar como cozinha, oficina, galpão e base. Depois, com portas, janelas, tratamento da lataria e parte interna, poderá ganhar características mais próximas de uma moradia.

No fim, a obra mostra que construir uma casa também pode ser uma viagem. E você, acha mais inspirador viver anos na estrada ou criar uma base fixa no meio do mato para continuar explorando o mundo com mais estrutura? Comente sua opinião.

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Alfredo
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28/05/2026 20:05

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Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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