Rodando cerca de 200 quilômetros por dia entre estradas de terra e asfalto no interior do Mato Grosso do Sul, proprietário comparou a GWM Poer com modelos como RAM 1500, Ranger V6, Ranger 2.0, Hilux, Amarok V6 e Titano, revelando detalhes que chamaram atenção sobre economia, robustez e custo-benefício.
A chegada da GWM Poer ao mercado brasileiro continua despertando curiosidade entre consumidores e profissionais do agronegócio. Afinal, será que uma picape chinesa consegue substituir modelos tradicionais como RAM, Hilux, Ranger e Amarok no trabalho pesado do dia a dia?
A resposta pode estar na experiência de Mateus, produtor rural de Chapadão do Sul, no Mato Grosso do Sul, que decidiu trocar sua RAM 1500 Classic V8 por uma GWM Poer Exclusive. A informação foi divulgada em um vídeo publicado pelo canal BFMS, especializado em avaliações automotivas e experiências reais de proprietários.
Com apenas 20 dias de uso e aproximadamente 4.600 quilômetros rodados, o produtor já acumulou experiências suficientes para compartilhar suas primeiras impressões sobre a picape da GWM. E o detalhe que mais chama atenção é que ele roda, em média, 5.000 quilômetros por mês, enfrentando rotinas intensas entre fazendas, estradas de terra e atividades ligadas ao agronegócio.
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Segundo o proprietário, a decisão de trocar a RAM pela Poer não aconteceu por acaso. Antes da compra, ele já havia testado praticamente todas as principais picapes disponíveis no mercado brasileiro, incluindo Amarok V6, Ranger V6, Ranger 2.0, Hilux e Titano.
Consumo impressiona após troca da RAM V8

Um dos principais fatores que motivaram a mudança foi o custo operacional.
Mateus explica que sua antiga RAM 1500 Classic V8 registrava médias entre 5,5 km/l e 5,8 km/l em uso considerado moderado. Em situações mais exigentes, o consumo podia cair para algo entre 4,2 km/l e 4,5 km/l.
Já a GWM Poer apresentou números significativamente mais favoráveis.
De acordo com o proprietário, a média geral está ficando entre 12 km/l e 12,5 km/l, mesmo enfrentando um cenário severo de utilização, com grande parte do percurso realizado em estradas rurais.
O resultado se torna ainda mais surpreendente quando se observa o desempenho com carga.
Recentemente, a picape transportou aproximadamente 1.300 kg de cimento e argamassa na caçamba. Mesmo nessa condição, o consumo permaneceu próximo dos 11 km/l durante um trecho de cerca de 50 quilômetros.
Segundo ele, houve perda de desempenho, algo esperado diante do peso transportado, mas sem comprometer a estabilidade ou a segurança da condução.
Além disso, o câmbio automático de nove marchas recebeu elogios por sua capacidade de manter o motor sempre em rotações adequadas, contribuindo tanto para a economia quanto para as retomadas.
Comparação direta com Hilux, Ranger, Amarok e Titano
Por já possuir uma frota diversificada na fazenda, o produtor conseguiu fazer comparações diretas entre os principais modelos do segmento.
A Amarok V6, por exemplo, continua sendo sua referência quando o assunto é desempenho. Segundo ele, mesmo após mais de 170 mil quilômetros rodados, o modelo permaneceu extremamente eficiente e sem apresentar falhas relacionadas à conhecida bomba CP4.
Entretanto, quando o assunto é atualização tecnológica, a Amarok acaba ficando atrás dos modelos mais recentes.
A Ranger V6 também recebeu elogios pela robustez, conforto e confiabilidade. O proprietário afirma que a unidade utilizada na fazenda já ultrapassou 88 mil quilômetros sem registrar problemas relevantes.
Já a Ranger 2.0 chamou atenção pelo consumo equilibrado, próximo dos 11 km/l, mas deixou a desejar em potência durante situações mais exigentes.
Nesse cenário, a GWM Poer surpreendeu.
Apesar de entregar 184 cv, número que inicialmente gerou críticas entre consumidores que esperavam mais de 200 cv, o conjunto formado pelo motor turbodiesel e pela transmissão de nove marchas mostrou desempenho superior ao imaginado.
Segundo Mateus, a Poer transmite a sensação de ser mais rápida do que a Ranger 2.0 e apresenta comportamento muito próximo ao da Hilux 2.8 de 204 cv em acelerações e retomadas.
A diferença aparece novamente no consumo, já que a Hilux utilizada na fazenda registra médias próximas de 9,5 km/l na mesma rotina de trabalho.
Tecnologia da bomba CB4 reduz preocupação com problemas de diesel
Outro ponto que costuma gerar dúvidas entre interessados na GWM Poer é o sistema de alimentação do motor.
Durante a avaliação, o proprietário destacou que a picape utiliza uma bomba de alta pressão identificada como CB4, e não a conhecida CP4 presente em diversos veículos a diesel.
Segundo ele, a principal diferença está no sistema de lubrificação.
Enquanto a CP4 depende exclusivamente do diesel para sua lubrificação interna, a CB4 recebe lubrificação forçada por óleo do próprio motor, reduzindo riscos relacionados ao desgaste prematuro dos componentes internos.
A preocupação existe porque o diesel brasileiro possui elevados índices de biodiesel em sua composição, favorecendo a formação de água e resíduos orgânicos ao longo do tempo.
Quando isso ocorre, a lubrificação pode ser comprometida, aumentando o risco de geração de limalhas metálicas e danos ao sistema de injeção.
Além disso, a Poer conta com um sistema de drenagem de água presente no filtro de combustível, permitindo o escoamento preventivo caso haja contaminação.
Segundo o proprietário, o veículo também foi desenvolvido para operar com misturas mais elevadas de biodiesel, acompanhando a evolução dos combustíveis disponíveis no mercado brasileiro.
Pontos positivos e negativos identificados nos primeiros meses

Entre os aspectos mais elogiados estão o consumo, a dirigibilidade, o funcionamento do câmbio automático, a estabilidade e o custo-benefício.
Mateus também destacou a facilidade para encontrar acessórios e peças de personalização em plataformas internacionais, algo que lembra o mercado de preparações disponível para modelos norte-americanos.
Por outro lado, existe um ponto que ainda incomoda.
Segundo ele, a altura livre do solo poderia ser maior para aplicações severas em fazendas.
O produtor relata que já teve contato com o protetor inferior da transmissão em alguns trechos de carreadores rurais, situação que pretende corrigir futuramente com a instalação de suspensão elevada e pneus de perfil mais alto.
Mesmo assim, a avaliação geral permanece extremamente positiva.
Vale a pena trocar uma RAM por uma GWM Poer?
Para quem observa apenas a ficha técnica, a troca pode parecer improvável.
No entanto, quando entram em cena fatores como custo operacional, consumo de combustível, manutenção, autonomia e utilização diária, a decisão passa a fazer sentido.
Rodando cerca de 5 mil quilômetros por mês, Mateus afirma que pretende manter a GWM Poer por pelo menos 200 mil quilômetros para avaliar sua durabilidade no longo prazo.
Até o momento, a picape chinesa vem cumprindo exatamente aquilo que prometeu: oferecer uma combinação equilibrada entre economia, desempenho, tecnologia e robustez para quem depende do veículo no trabalho diário.
Conforme relatado pelo proprietário e divulgado pelo canal BFMS, a GWM Poer conseguiu surpreender até mesmo alguém que já passou por praticamente todas as principais picapes do mercado brasileiro, incluindo modelos considerados referência no segmento.
A experiência ainda está no começo, mas os primeiros resultados mostram que a concorrência entre as picapes médias e grandes ganhou um novo capítulo no Brasil.


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