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Pressão sobre os custos da construção dispara em 2026 e metro quadrado tem tudo para ficar ainda mais caro com juros altos, crédito restrito e insumos em alta

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 13/05/2026 às 12:17
Atualizado em 13/05/2026 às 12:19
Canteiro de obras urbano com guindaste, trabalhadores, vergalhões e prédios ao fundo, representando a alta dos custos da construção.
Canteiro de obras em área urbana ilustra o avanço dos custos da construção, com insumos, crédito e juros pressionando o metro quadrado.
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Alta dos custos, crédito mais difícil e inflação pressionada reorganizam o cenário da construção civil e ampliam preocupações sobre o preço dos imóveis

Uma nova pressão de custos passou a atingir a construção civil brasileira nos primeiros meses de 2026, ampliando preocupações no setor imobiliário. A Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostrou que o preço médio de insumos e matérias-primas voltou a subir com força no primeiro trimestre do ano. O avanço ocorre em meio a inflação persistente, juros elevados e maior dificuldade de acesso ao crédito, fatores que apertam as margens das construtoras. Esse cenário reforça o risco de novos impactos no preço do metro quadrado, que já vinha em forte alta desde a pandemia.

Custos da construção avançam e pressionam empresas

O índice que mede a evolução do preço médio de insumos e matérias-primas subiu 6,8 pontos em relação ao quarto trimestre de 2025. Com isso, o indicador chegou a 68,4 pontos no primeiro trimestre de 2026, bem acima da linha de equilíbrio de 50 pontos. O resultado mostra que os custos seguem pressionados e continuam afetando diretamente o planejamento financeiro das empresas. Materiais mais caros, margens apertadas e despesas operacionais maiores tornam novos projetos mais difíceis de equilibrar.

Juros altos viram o maior problema do setor

Os juros elevados assumiram a primeira posição no ranking dos principais problemas enfrentados pela indústria da construção. O custo do crédito passou a preocupar mais o empresariado do que a falta de mão de obra, que também pressiona as despesas. O indicador que mede a facilidade de acesso ao crédito caiu de 39 pontos para 37,7 pontos entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026. Como a linha de equilíbrio é de 50 pontos, o resultado indica um ambiente financeiro mais restrito para construtoras e novos empreendimentos.

Inflação e combustíveis ampliam a pressão

O cenário já vinha inflacionário, mas piorou com os efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio. O aumento dos combustíveis passou a impactar praticamente toda a economia e elevou ainda mais os custos da cadeia produtiva. As expectativas de inflação também continuaram subindo, conforme apontado no Boletim Focus, do Banco Central. Por consequência, a possibilidade de juros mais baixos perdeu força e permaneceu em compasso de espera.

Metro quadrado pode ficar ainda mais caro

Com custos mais altos, crédito mais difícil e margens reduzidas, o preço do metro quadrado tende a sofrer novos impactos em 2026. A construção civil já acumulava pressão desde a pandemia, quando o valor dos imóveis passou a subir por diferentes motivos, incluindo o encarecimento dos insumos. Esse conjunto de fatores cria um ambiente mais desafiador para empresas e consumidores.

Mediante este cenário, até que ponto o custo da construção ainda pode pesar no preço final dos imóveis?

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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