Os custos da construção de habitação nova registraram alta de 5,8% em março, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento dos gastos com mão-de-obra, que cresceram 8,2%, além da elevação de 3,7% nos preços dos materiais de construção.
Além disso, o resultado representa aceleração em relação aos meses anteriores e amplia as preocupações sobre o impacto da inflação no setor imobiliário e no mercado habitacional. Especialistas afirmam que o aumento contínuo dos custos pode influenciar diretamente o preço final dos imóveis e reduzir ritmo de novos projetos residenciais.
O que provocou o aumento nos custos da construção
Segundo o INE, o principal fator responsável pela alta foi o crescimento expressivo dos custos com mão-de-obra.
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A falta de profissionais qualificados no setor da construção civil contribuiu para elevar salários e aumentar despesas operacionais das empresas.
Além disso, os preços dos materiais de construção também continuaram avançando, pressionando ainda mais os custos totais das obras.
Especialistas afirmam que a combinação entre demanda elevada e custos maiores vem impactando o mercado habitacional em diferentes regiões.
A mão-de-obra lidera a alta
Os custos relacionados à mão-de-obra subiram 8,2% em março.
Esse crescimento reflete o aumento da procura por trabalhadores especializados em áreas como:
- Pedreiros
- Eletricistas
- Encanadores
- Carpinteiros
- Técnicos de acabamento
Além disso, empresas do setor relatam dificuldades para contratar profissionais qualificados, o que aumenta concorrência por mão-de-obra.
Nesse cenário, salários e encargos trabalhistas continuam pressionando os custos da construção.
Materiais de construção também ficaram mais caros
Além da mão-de-obra, os materiais de construção registraram avanço de 3,7%.
Entre os itens que mais influenciaram o aumento estão:
- Cimento
- Aço
- Alumínio
- Madeira
- Vidro
- Materiais elétricos
Especialistas apontam que oscilações internacionais de commodities e custos logísticos continuam afetando os preços do setor.
Além disso, a inflação global ainda exerce impacto sobre cadeias de suprimento.
O impacto no mercado imobiliário
O aumento dos custos da construção pode gerar reflexos importantes no mercado imobiliário.
Com obras mais caras, construtoras tendem a repassar parte das despesas para o preço final dos imóveis.
Além disso, empreendimentos residenciais podem enfrentar redução nas margens de lucro.
Especialistas afirmam que o cenário pode desacelerar lançamentos imobiliários caso os custos continuem avançando nos próximos meses.

Como o consumidor sente os efeitos
Os consumidores também acabam sendo impactados pela alta nos custos da construção.
Além do aumento no preço dos imóveis novos, reformas e ampliações residenciais se tornam mais caras.
Nesse contexto, muitas famílias passam a adiar projetos imobiliários devido ao encarecimento dos serviços e materiais.
Especialistas afirmam que juros elevados e inflação ampliam ainda mais os desafios para compradores.
O setor da construção enfrenta pressão contínua
Nos últimos anos, o setor da construção civil enfrentou sucessivas oscilações de preços e dificuldades operacionais.
A pandemia, problemas logísticos globais e aumento da inflação contribuíram para elevar custos em diferentes etapas das obras.
Além disso, o setor continua lidando com escassez de profissionais especializados em várias regiões.
Especialistas afirmam que o mercado ainda busca equilíbrio entre demanda, produtividade e custos operacionais.
O que explica a falta de mão-de-obra
A escassez de trabalhadores qualificados se tornou um dos principais desafios da construção civil.
Muitas empresas relatam dificuldade para preencher vagas técnicas devido à redução de profissionais disponíveis no mercado.
Além disso, parte da mão-de-obra migrou para outros setores nos últimos anos.
Especialistas afirmam que envelhecimento da força de trabalho e menor interesse de jovens pela construção civil também contribuem para o problema.
O impacto para novos empreendimentos
Com custos maiores, empresas do setor imobiliário passaram a revisar planejamento financeiro de novos projetos.
Além disso, construtoras buscam alternativas para reduzir despesas sem comprometer qualidade das obras.
Entre as estratégias mais utilizadas estão:
- Automação de processos
- Industrialização da construção
- Revisão de fornecedores
- Otimização logística
- Uso de tecnologias construtivas
Especialistas acreditam que inovação pode ajudar a reduzir parte da pressão sobre os custos.
A inflação continua afetando o setor
O setor da construção civil permanece sensível ao comportamento da inflação.
Quando preços de energia, transporte e matérias-primas sobem, o impacto costuma atingir diretamente obras e empreendimentos imobiliários.
Além disso, oscilações econômicas influenciam financiamentos, investimentos e ritmo do mercado habitacional.
Nesse cenário, empresas acompanham atentamente indicadores econômicos e políticas monetárias.
O mercado habitacional segue pressionado
O avanço dos custos ocorre em um momento de forte atenção sobre acesso à moradia e preços dos imóveis.
Em muitos países, o aumento das despesas de construção contribuiu para encarecimento habitacional nos últimos anos.
Além disso, taxas de juros elevadas dificultam financiamentos imobiliários para parte da população.
Especialistas afirmam que equilíbrio entre oferta e demanda continua sendo desafio importante para o setor.
Como a tecnologia pode ajudar
Empresas da construção civil vêm ampliando investimentos em tecnologia para melhorar produtividade e reduzir desperdícios.
Entre as soluções mais utilizadas estão:
- Construção modular
- Modelagem digital
- Inteligência artificial
- Automação de processos
- Monitoramento inteligente de obras
Além disso, especialistas acreditam que inovação será fundamental para aumentar eficiência e controlar custos nos próximos anos.
O que especialistas esperam para os próximos meses
Analistas afirmam que o comportamento dos custos dependerá da evolução da inflação, da oferta de mão-de-obra e do cenário econômico global.
Além disso, o setor acompanha possíveis mudanças nas taxas de juros e no ritmo da atividade imobiliária.
Entre os principais fatores monitorados estão:
- Preço dos materiais
- Mercado de trabalho
- Inflação
- Juros imobiliários
- Demanda por habitação
Todos esses elementos devem influenciar diretamente o desempenho da construção civil.
O futuro da construção habitacional
O avanço dos custos reforça os desafios enfrentados pelo setor imobiliário em um cenário de inflação e pressão operacional.
Além disso, empresas precisam equilibrar produtividade, inovação e sustentabilidade financeira para manter competitividade.
Enquanto o mercado acompanha os próximos indicadores econômicos, especialistas acreditam que tecnologia e qualificação profissional terão papel cada vez mais importante na evolução da construção civil.
Por fim, os dados divulgados pelo INE mostram que o aumento dos custos da construção continua sendo um dos principais fatores de pressão sobre o mercado habitacional e sobre o preço dos imóveis novos.


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