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Criminosos escavam túnel secreto para perfurar oleoduto da Petrobras, furtam 100 mil litros de combustível e colocam milhares de pessoas sob risco de explosão no Distrito Federal

Escrito por Jefferson Augusto
Publicado em 07/06/2026 às 19:40
Atualizado em 07/06/2026 às 19:44
Polícia Civil investiga túnel clandestino utilizado para furtar combustível de oleoduto da Petrobras no Distrito Federal.
Operação policial revelou túnel subterrâneo utilizado para acessar e furtar combustível de oleoduto da Petrobras em Ceilândia.
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Operação policial revela esquema clandestino que ameaçou o abastecimento de combustíveis e colocou moradores sob risco de uma tragédia de grandes proporções

Um esquema criminoso descoberto no Distrito Federal revelou os perigos do furto de combustível em estruturas estratégicas do país. Criminosos escavaram um túnel subterrâneo para alcançar um oleoduto da Petrobras e retirar combustível de forma ilegal. Além do prejuízo financeiro, a ação colocou em risco a vida de milhares de pessoas e criou uma ameaça ambiental significativa.

A informação foi divulgada pelo Metrópoles com base em dados da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), da Defesa Civil e da Transpetro. O caso veio à tona após a descoberta de uma estrutura clandestina construída sob uma residência alugada em Ceilândia.

No domingo, 8 de junho de 2026, a Transpetro informou que concluiu o reparo do trecho afetado do Oleoduto São Paulo-Brasília (Osbra). Com isso, a companhia retomou a operação normal do sistema responsável pelo abastecimento de diversas regiões do país.

Como funcionava o esquema para furtar combustível

Segundo as investigações, os suspeitos alugaram uma casa no condomínio Vista Bela, em Ceilândia, aproximadamente três meses antes da operação policial.

A partir do imóvel, eles iniciaram a escavação de um túnel subterrâneo. O objetivo era alcançar o Oleoduto São Paulo-Brasília, conhecido como Osbra.

Após acessar a tubulação, o grupo começou a retirar combustível de forma clandestina. De acordo com a Polícia Civil, somente durante a semana da operação os criminosos furtaram cerca de 100 mil litros de combustível.

Além disso, cada litro retirado aumentava os riscos de um acidente grave. Qualquer falha durante a perfuração poderia provocar vazamentos, incêndios ou até explosões.

Por esse motivo, a Transpetro reforçou que crimes contra dutos representam ameaça direta à população e ao meio ambiente. A empresa destacou ainda que trabalha em conjunto com órgãos de segurança para combater esse tipo de prática.

Enquanto isso, a companhia mantém disponível o telefone 168. O canal funciona gratuitamente durante 24 horas por dia para denúncias anônimas sobre movimentações suspeitas próximas aos dutos.

Reparo do oleoduto permitiu retomada do abastecimento

Após a descoberta do furto, equipes técnicas iniciaram imediatamente os trabalhos de recuperação da estrutura.

Segundo a Transpetro, a conclusão do reparo permitiu restabelecer a operação normal do Osbra. Dessa forma, a transferência de combustíveis para os mercados atendidos voltou a ocorrer sem restrições.

A empresa informou ainda que é vítima recorrente desse tipo de ação criminosa. Por isso, investe constantemente em monitoramento e em ações preventivas.

Além do prejuízo econômico, o furto de combustível pode gerar danos ambientais severos. Consequentemente, qualquer vazamento tem potencial para contaminar o solo e atingir áreas próximas.

Defesa Civil alerta para risco estrutural

Logo após a descoberta do túnel, a Defesa Civil determinou o isolamento preventivo da área.

Segundo os técnicos do órgão, a remoção inadequada de terra comprometeu a estabilidade do terreno. Como resultado, imóveis vizinhos passaram a apresentar risco estrutural.

De acordo com os especialistas, esse tipo de escavação pode provocar recalques, fissuras, trincas e afundamentos localizados.

Em situações mais graves, pode ocorrer o colapso parcial ou até total das construções afetadas.

Além disso, a presença de um oleoduto transportando combustíveis inflamáveis elevava ainda mais o perigo.

Perigo de explosão preocupou autoridades

Outro ponto que chamou atenção das autoridades foi o risco de explosão.

Segundo a Defesa Civil, um eventual vazamento poderia gerar acúmulo de vapores inflamáveis em áreas subterrâneas. Consequentemente, o ambiente se tornaria propício para incêndios e explosões de grandes proporções.

O delegado Fernando Fernandes, da 19ª Delegacia de Polícia (P Norte), afirmou que especialistas da Transpetro avaliaram o cenário.

De acordo com os estudos apresentados, uma explosão poderia atingir uma área de aproximadamente 3 quilômetros de diâmetro.

Portanto, milhares de pessoas poderiam sofrer impactos diretos caso o pior cenário se concretizasse.

Prisões e penas podem chegar a 20 anos

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Estige na sexta-feira, 5 de junho de 2026.

Inicialmente, os agentes prenderam quatro suspeitos. No entanto, durante o avanço das investigações, os policiais concluíram que apenas três deles participavam efetivamente do esquema.

Além disso, um dos envolvidos já possuía histórico criminal semelhante. Segundo os investigadores, ele havia sido preso dois anos antes por tentar furtar combustível de outro oleoduto no Distrito Federal.

Os suspeitos responderão por diversos crimes.

Entre eles estão:

  • Furto qualificado com destruição ou rompimento de obstáculo mediante concurso de pessoas — pena de 2 a 8 anos;
  • Associação criminosa — pena de 1 a 3 anos;
  • Crime ambiental — pena de 1 a 5 anos;
  • Crime contra a incolumidade pública — pena de 1 a 4 anos.

Somadas, as penas podem variar entre 5 e 20 anos de reclusão devido ao concurso material dos crimes.

Investigação aponta risco de desabastecimento

Segundo o delegado Fernando Fernandes, o impacto do esquema poderia ultrapassar os limites do Distrito Federal.

Na avaliação da polícia, havia risco real de comprometimento do abastecimento de combustíveis em estados como São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

Por isso, as autoridades classificaram o caso como uma ameaça à infraestrutura estratégica nacional.

A operação recebeu o nome de Estige. A referência vem do rio mitológico do submundo grego.

Segundo o delegado, o nome simboliza o fluxo subterrâneo e o caráter oculto da atividade criminosa.

Agora, com o oleoduto reparado e os suspeitos presos, as autoridades concentram esforços na responsabilização dos envolvidos. Ao mesmo tempo, os órgãos de segurança buscam impedir novas ações contra a rede de transporte de combustíveis do país.

Você acredita que crimes contra oleodutos e outras infraestruturas estratégicas deveriam receber punições ainda mais severas devido aos riscos que representam para a população?

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