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Criada em 1918 para integrar uma barreira de oito torres contra submarinos, a Nab Tower nunca entrou em combate, foi afundada de propósito e acabou transformada em farol para dois grandes portos ingleses

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 16/07/2026 às 21:24 Atualizado em 16/07/2026 às 21:26
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Criada em 1918 como parte de uma barreira militar contra submarinos inimigos, a Nab Tower ficou pronta tarde demais para entrar em combate.
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Construída durante a Primeira Guerra Mundial, a Nab Tower foi levada ao mar e afundada em 1920 para substituir um navio farol, orientar embarcações nos canais de Portsmouth e Southampton e manter uma antiga estrutura militar a serviço da navegação comercial.

Criada em 1918 como parte de uma barreira militar contra submarinos inimigos, a Nab Tower ficou pronta tarde demais para entrar em combate. A Primeira Guerra Mundial terminou quando apenas uma das oito torres planejadas havia sido concluída.

As informações foram divulgadas por Trinity House, autoridade britânica responsável pelos auxílios à navegação. A estrutura acabou reaproveitada como farol marítimo, evitando que uma grande obra de concreto e aço fosse simplesmente desmontada.

Em 1920, a torre foi rebocada até a entrada das águas que levam aos portos de Portsmouth e Southampton. Sua base recebeu água de maneira controlada, fazendo a construção descer até o fundo do mar e permanecer fixa no local.

O plano britânico previa oito torres contra submarinos

Ataques de submarinos contra navios mercantes britânicos aumentaram a preocupação do governo no início de 1918. A resposta foi um projeto militar criado para dificultar a passagem de embarcações inimigas pelo Canal da Mancha.

Construída durante a Primeira Guerra Mundial, a Nab Tower foi levada ao mar e afundada em 1920 para substituir um navio farol
Construída durante a Primeira Guerra Mundial, a Nab Tower foi levada ao mar e afundada em 1920 para substituir um navio farol.

O plano previa oito torres semelhantes a fortalezas marítimas. Elas seriam colocadas em linha e conectadas por grandes redes de aço, formando uma barreira física contra os submarinos.

A construção começou ainda durante a guerra, mas o trabalho não avançou como planejado. Apenas uma torre ficou pronta, enquanto outra estrutura parcialmente construída foi desmontada após o fim do conflito.

Sem a linha completa de torres e redes, o sistema perdeu sua utilidade militar. A estrutura concluída nunca enfrentou submarinos nem cumpriu a função defensiva para a qual havia sido projetada.

Uma base oca de concreto permitiu transportar a estrutura pelo mar

A Nab Tower foi construída em terra firme com uma enorme base oca de concreto. Essa parte inferior tinha formato adequado para flutuar durante o deslocamento até o ponto escolhido no mar.

Acima da base havia uma torre cilíndrica cercada por uma armação externa de aço. O conjunto precisava suportar vento, ondas, água salgada e a pressão constante das correntes marítimas.

Uma base oca de concreto permitiu transportar a estrutura pelo mar
Uma base oca de concreto permitiu transportar a estrutura pelo mar

Rebocadores levaram a estrutura até a região onde funcionava um navio farol. Esse tipo de embarcação permanecia parado em um local importante para emitir luz e orientar outros navios.

Quando a Nab Tower chegou ao ponto definido, entradas da base foram abertas para a água do mar. O alagamento controlado aumentou o peso da construção, que desceu lentamente até se apoiar no leito marítimo.

A torre militar virou farol para Portsmouth e Southampton

A posição escolhida permitiu que a Nab Tower substituísse o antigo navio farol. Sua luz passou a indicar a entrada do canal de águas profundas utilizado por embarcações que seguem para Portsmouth e Southampton.

Trinity House, autoridade britânica encarregada da sinalização marítima, registra que o farol orienta navios de diferentes tamanhos e nacionalidades. A estrutura se tornou parte da infraestrutura de navegação comercial ligada aos dois portos ingleses.

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A transformação mudou completamente o papel da torre. Uma construção feita para impedir a circulação de embarcações passou a ajudar navios a encontrar uma rota segura.

O reaproveitamento também manteve em operação uma grande obra marítima já concluída. Em vez de perder todo o trabalho realizado durante a guerra, o Reino Unido deu à estrutura uma função permanente.

Automação e energia solar reduziram a presença humana

A Nab Tower funcionou como farol ocupado entre 1920 e 1983. Durante esse período, três guardiões permaneciam na estrutura e eram substituídos todos os meses.

A rotina exigia transporte regular de trabalhadores e mantimentos até uma instalação isolada em alto mar. Os guardiões cuidavam da luz e acompanhavam o funcionamento dos equipamentos.

Em 1983, o farol foi automatizado. A mudança permitiu que os sistemas continuassem operando sem uma equipe permanente dentro da torre.

A modernização avançou em 1995, quando a Nab Tower passou a usar energia solar. O funcionamento também começou a ser acompanhado à distância por um centro localizado em Harwich, no condado de Essex.

Reforma de 2015 retirou a armação corroída e reduziu a torre

Décadas de contato com água salgada provocaram corrosão nos componentes metálicos. O desgaste aumentou a necessidade de uma intervenção capaz de preservar a segurança e a função marítima da torre.

Em 2015, a Nab Tower passou por uma ampla reforma. A armação externa de aço foi removida, eliminando uma parte que apresentava envelhecimento e corrosão acumulados.

A obra também reduziu consideravelmente a altura da estrutura. Apesar da mudança em sua aparência, a retirada das partes deterioradas facilitou a manutenção do farol.

Um novo sistema de iluminação completou a modernização. A torre continuou sinalizando o canal utilizado pelos navios que entram nas rotas marítimas de Portsmouth e Southampton.

A Nab Tower nasceu como uma das oito fortalezas planejadas contra submarinos, mas o fim da Primeira Guerra Mundial interrompeu o projeto antes que a barreira fosse concluída. O afundamento controlado realizado em 1920 deu uma nova utilidade à única torre terminada.

Mais de 100 anos depois, a construção continua ligada à segurança da navegação, agora com automação, energia solar e controle à distância.

Uma estrutura militar sem uso deve ser preservada com sua forma original ou adaptada para continuar útil? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe a publicação.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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