Descontos aplicados após uma greve de 17 dias considerada legal pela Justiça colocam a Prefeitura de São José no centro de questionamentos, após relatos de cortes salariais que atingiram mais de mil servidores, contracheques com valores extremamente reduzidos e cobranças públicas por ressarcimento feitas por vereadores durante sessões na Câmara Municipal
Uma servidora pública da Prefeitura de São José, na Grande Florianópolis, recebeu apenas R$ 7,94 de salário após participar da greve promovida pelo SINTRAM.
O caso foi divulgado pelo ND Mais, nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, e expôs descontos aplicados contra servidores municipais.
De acordo com denúncia apresentada na Câmara de Vereadores de São José, mais de mil colaboradores tiveram cortes nos salários após o movimento grevista.
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Desconto salarial gera cobrança na Câmara
A denúncia revelou que servidores municipais receberam valores muito reduzidos após os descontos feitos pela Prefeitura.
Durante a sessão, o vereador Caê Martins questionou se seria possível passar o mês com apenas R$ 7.
O vereador André Guesser também afirmou que outros trabalhadores receberam R$ 9, R$ 100 e R$ 200 de salário.

Relatos apontam descontos acima dos dias parados
O caso da servidora que recebeu R$ 7,94 não foi o único relatado ao ND Mais.
Uma professora afirmou que faltou seis dias, porém teve oito dias descontados.
A retenção, nesse caso, chegou a cerca de R$ 1 mil.
Greve de servidores foi considerada legal pela Justiça
A greve dos servidores públicos de São José foi considerada legal pela Justiça, segundo o vereador Caê Martins.
A paralisação durou 17 dias e ocorreu em meio a tensão, ameaças de descontos salariais e determinação de retorno ao trabalho.
Entre as pautas estavam revisão salarial, isonomia na carreira, concursos públicos e reposição inflacionária no vale-alimentação.

Prefeitura confirma determinação do prefeito
À época, a Prefeitura de São José informou ao ND Mais que havia reajustado os salários dos servidores a partir de maio.
Segundo a administração, o desconto dos dias não trabalhados foi uma determinação do prefeito Orvino Coelho de Ávila.
A gestão municipal afirmou que a decisão havia sido comunicada desde o primeiro dia de paralisação.
Caso expõe impasse entre gestão e servidores
O episódio expôs um impasse entre a administração municipal e servidores que participaram de uma greve considerada legal.
A Prefeitura afirma que descontou os dias não trabalhados.
Servidores relatam cortes superiores aos dias parados e cobram revisão dos valores.
Afinal, como um servidor público consegue organizar o mês quando o contracheque chega com menos de R$ 10?

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