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Trabalhar menos e ganhar o mesmo? PEC discutida por Lula e Hugo Motta mexe com a escala 6×1 e reacende o debate sobre jornada, folgas e salário no Brasil

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 26/05/2026 às 00:42
Atualizado em 26/05/2026 às 00:44
Trabalhador registra ponto em fábrica industrial ao lado de painel que mostra redução da jornada de 44 para 40 horas semanais e fim da escala 6x1.
Imagem ilustrativa mostra trabalhador em ambiente industrial ao lado de painel comparando a antiga jornada de 44 horas com a proposta de 40 horas semanais sem redução salarial.
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Mudança discutida por Lula e Hugo Motta coloca o fim da escala 6×1 no centro do debate trabalhista, prevê redução gradual da jornada para 40 horas semanais, mantém salários sem corte, amplia folgas e pode ter votação decisiva na Câmara ainda nesta semana

A PEC do fim da escala 6×1 avançou nesta segunda-feira (25), após reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. A proposta reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais e mantém os salários.

Segundo Motta, o texto também acaba com a escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa apenas um. Com isso, a proposta garante dois dias de folga por semana aos trabalhadores brasileiros.

Hugo Motta fala à imprensa em coletiva na Câmara dos Deputados sobre a PEC do fim da escala 6x1 e a proposta de redução da jornada para 40 horas semanais.
Pronunciamento do presidente da Câmara dos Deputados. Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta — Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

Redução da jornada terá transição de 14 meses

A Câmara deve aplicar a mudança de forma gradual. Inicialmente, a jornada cairá duas horas semanais após 60 dias da promulgação da PEC.

Depois, ao fim de mais 12 meses, o texto reduzirá mais duas horas por semana. Dessa forma, a carga horária chegará a 40 horas semanais ao fim da transição.

Fim da escala 6×1 é tratado como ponto inegociável

Durante entrevista no Salão Verde da Câmara, Hugo Motta citou três pontos inegociáveis: redução da jornada, fim da escala 6×1 e manutenção dos salários.

O presidente da Câmara também reforçou que a mudança na escala não reduzirá a remuneração. Portanto, os trabalhadores terão menos horas semanais com salário preservado.

Votação pode ocorrer ainda nesta semana

A comissão especial deve votar o texto nesta terça-feira (26). Em seguida, o plenário da Câmara pode analisar a proposta ainda nesta semana.

Caso os deputados aprovem a PEC, o texto seguirá para o Senado Federal. Paralelamente, o governo apresentou um projeto de lei sobre jornada e escala de trabalho, sem alterar a Constituição.

Setor produtivo vê risco de aumento de custos

Apesar do avanço político, representantes do setor produtivo resistem à proposta. Para eles, a redução da jornada pode elevar custos para empregadores e afetar a competitividade das empresas.

Além disso, economistas defendem ganhos de produtividade para acompanhar a mudança. Agora, o debate sobre fim da escala 6×1, jornada de 40 horas e salário preservado entra em fase decisiva no Congresso.

Agora é com você leitor: é possível que a redução da jornada sem corte salarial pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores sem prejudicar a geração de empregos no Brasil?

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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