Governo do Rio Grande do Norte aposta no Programa de Eficiência Energética para modernizar prédios públicos, reduzir consumo e economizar mais de R$ 26 milhões por ano, com apoio de tecnologias e de uma nova Central de Gestão Energética.
O Governo do Rio Grande do Norte apresentou um novo Programa de Eficiência Energética que promete transformar a gestão do uso de energia em prédios públicos. Com previsão de reduzir os gastos em até 40%, a iniciativa deve garantir economia anual superior a R$ 26 milhões, segundo estimativas oficiais.
A proposta integra um modelo de parceria público-privada e busca corrigir ineficiências históricas, especialmente em estruturas antigas que ainda consomem acima do necessário.
Estruturas antigas são prioridade em novo ciclo de modernização energética
A estratégia do Estado foca principalmente em repartições da administração direta. Assim, secretarias, escolas, hospitais, delegacias e prédios administrativos estão incluídos no pacote de modernização.
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Muitos desses espaços, construídos entre as décadas de 1970 e 1980, operam com instalações defasadas. Por isso, o plano prevê a adoção de tecnologias mais econômicas, padronização de processos, revisão de contratos e incentivo ao uso inteligente e racional da energia.
Antes da criação do Programa de Eficiência Energética, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) realizou um levantamento inédito das unidades consumidoras do Estado. O mapeamento analisou o consumo dos anos de 2023 e 2024, além de verificar tarifas vigentes, identificar inconformidades e avaliar a situação das 54 usinas fotovoltaicas já instaladas.
O diagnóstico expôs o cenário atual: o RN consome cerca de 8,22 GWh por mês, com custo médio de R$ 5,5 milhões — valor que pode atingir até R$ 70 milhões anuais dependendo das bandeiras tarifárias.
Quatro caminhos possíveis definem o novo modelo energético do RN
Com base no estudo, a Sedec estruturou quatro cenários possíveis para a consolidação do novo modelo energético. Entre eles estão a implantação de uma usina fotovoltaica centralizada, instalação de uma usina eólica, combinação de geração solar com compra no mercado livre e, por fim, aquisição de energia no mercado livre associada ao suporte de uma usina eólica.
Segundo o governo, cada cenário oferece vantagens diferentes para redução de custos e estabilidade no fornecimento.
Outro destaque da iniciativa é a criação da Central de Gestão Energética do Estado. O órgão terá papel fundamental na execução do Programa de Eficiência Energética, atuando no monitoramento em tempo real do consumo das repartições públicas.
Além disso, caberá à Central acompanhar o desempenho das usinas, fiscalizar contratos, gerar indicadores e propor melhorias contínuas. A estrutura também será responsável por garantir que as metas definidas na PPP sejam cumpridas dentro do cronograma.
