Início Companhia brasileira CDGN assina contrato com a boliviana YPFB para importação de gás natural com foco na comercialização no mercado livre

Companhia brasileira CDGN assina contrato com a boliviana YPFB para importação de gás natural com foco na comercialização no mercado livre

21 de julho de 2022 às 07:51
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A companhia de gás natural comprimido CDGN assinou um contrato com a boliviana YPFB para realizar a importação de gás natural no Brasil e comercializar o combustível no modelo de mercado livre nas regiões atendidas pelo Gasbol.
Fonte: Contacto Economico

A companhia de gás natural comprimido CDGN assinou um contrato com a boliviana YPFB para realizar a importação de gás natural no Brasil e comercializar o combustível no modelo de mercado livre nas regiões atendidas pelo Gasbol.

As relações comerciais entre Brasil e Bolívia estão cada vez mais estreitas nesta quarta-feira, (20/07), uma vez que a companhia de gás natural comprimido CDGN assinou um contrato com a YPFB para o fornecimento e importação do combustível no território nacional. Dessa forma, a empresa brasileira busca expandir sua presença no mercado livre de combustíveis e pretende assinar contratos para a distribuição do gás natural nas regiões atendidas pelo gasoduto Gasbol, um dos principais do país.

CDGN avança na busca pela presença no mercado livre de combustíveis e assina contrato com a YPFB para a importação de gás natural no Brasil 

A companhia brasileira CDGN, subsidiária do grupo MDC que atua na comercialização de gás natural comprimido, acaba de anunciar mais um grande passo para sua expansão no mercado nacional de combustíveis e firmou um contrato com a YPFB para a importação de gás natural.

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O contrato prevê o recebimento de até 4 milhões de m³/dia do país vizinho e tem como objetivo principal estabelecer uma comercialização interna no modelo de mercado livre no Brasil. 

Além disso, o acordo assinado entre as empresas de combustíveis acontecerá no modelo interruptível, ou seja, que possa ser interrompido temporariamente em razão de problemas no abastecedor do gás natural.

Essa é uma jogada muito comum entre empresas que possuem grande flexibilidade quanto a esses combustíveis e contribui para um estreitamento das relações comerciais. Isso acontece porque a empresa de fornecimento não precisará passar por pressão no abastecimento em caso de falta de gás natural, por exemplo. 

Com finalização prevista para o fim do ano de 2023, o contrato de importação de gás natural da CDGN e da YPFB prevê atender às regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, atendidos pelo Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol) — que tem capacidade de 30 milhões de m³/dia e opera com ociosidade.

Assim, a CDGN e a MDC expandem os modais de comercialização do gás natural comprimido no Brasil e abrem portas para um crescimento no mercado livre de combustíveis durante os próximos meses, até a finalização do contrato. 

Empresas de combustíveis se reaproximam da Bolívia buscando estreitamento nos contratos de importação do recurso ao Brasil 

A YPFB continua avançando no mercado brasileiro de combustíveis nestas últimas semanas, uma vez que o contrato com a CDGN não é o primeiro a ser firmado com a companhia boliviana. Isso, pois, durante o mês de março deste ano, a empresa estrangeira fechou um acordo de dois anos para venda de até 2,2 milhões de m³/dia na modalidade interruptível para a Tradener. 

Além disso, a comercializadora de gás natural brasileiro finalizou durante o mês de junho o projeto-piloto do negócio de fornecimento de gás natural boliviano à Compagas, distribuidora de gás canalizado do Paraná e entregou um volume total diário de 10 mil m³/dia à distribuidora de gás natural.

Dessa forma, o mercado livre de combustíveis no Brasil se torna cada vez mais amplo e flexível, com oportunidades mais viáveis para as empresas que buscam atuar nesse segmento. 

Ademais, o estreitamento das relações entre companhias de combustíveis nacionais que atuam no mercado livre e a YPFB acontece após uma instabilidade na relação da boliviana com a estatal Petrobras, uma vez que a Bolívia reduziu em 30% o envio de gás à companhia, a partir de maio, após se comprometer a aumentar as exportações para a Argentina até setembro.

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