Arquitetando no topo de um arranha-céu em Nova York, um americano investiu US$ 200.000 para construir sua própria casa no telhado, desafiando as regras da cidade e criando uma obra única e inspiradora.
Um americano construiu sua própria casa de US$ 200.000 no topo de um arranha-céu em Nova York após comprar, por mais de 150 mil dólares, um antigo apartamento de zelador de 1926 com direitos de construção que permitiam ampliar legalmente a estrutura para cima.
Americano construiu sua própria casa de US$ 200.000 no topo de arranha-céu em Nova York
No final da década de 1980, o arquiteto Andrew Tesoro teve a ideia de transportar um trailer por helicóptero até o telhado de um prédio em Manhattan. Ele havia visitado uma casa móvel de US$ 19.999 e considerou comprá-la para executar o plano.
Segundo ele, o que o atraiu não foi o trailer, mas a luz, o espaço exterior e a possibilidade de criar algo arejado em uma cidade que considera permanentemente amontoada sobre si mesma.
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Anos depois, encontrou um telhado viável. O prédio, construído em 1926, possuía um pequeno apartamento de zelador no último andar. Tesoro adquiriu o estúdio por mais de 150 mil dólares, enquanto unidades semelhantes eram vendidas por 50 mil ou 60 mil dólares.
A compra comprometeu o orçamento, mas ele confirmou um detalhe decisivo: o imóvel mantinha direitos de construção. Isso permitia ampliar legalmente a estrutura para cima, tornando viável o projeto da própria casa.
Transformação do telhado em chalé de madeira de vários níveis
A claraboia original foi convertida na abertura de uma escada. Muros foram removidos. Uma grande janela com vista para o parque foi instalada. Com o tempo, o espaço evoluiu para um chalé de madeira de vários níveis.
A construção passou a incluir quartos, sala de estar integrada e um último andar com janelas voltadas para as quatro direções. O telhado recebeu cobertura de cobre, escolhida por ser projetada para durar um século.
Ele afirmou que o material combinava com Nova York. A estrutura não foi polida. A escada principal permanece tecnicamente como escada de construção temporária, pois o orçamento terminou antes da conclusão definitiva.
Durante anos, ele preparou churrasco ao ar livre em vez de instalar uma cozinha completa. Uma das torneiras foi improvisada com peças adquiridas em loja de materiais de construção e fita adesiva.
Zoneamento e possibilidade de construir acima do décimo andar
Construir em um arranha-céu em Nova York é complexo, mas possível. Segundo Tesoro, ainda seria viável hoje, desde que os direitos de desenvolvimento sejam mantidos e os parâmetros legais respeitados.
Ele descreve a resolução de zoneamento da cidade como uma espécie de bíblia. Em suas palavras, trata-se de um documento denso, técnico e muitas vezes confuso, que exige atenção rigorosa.
Mesmo assim, afirma que há espaço para criatividade quando os limites são observados. O projeto foi erguido acima do 10º andar, onde ele vive há 28 anos.
Nesse período, criou um filho e consolidou sua vida acima da cidade. A iniciativa de construir sua própria casa não teve como foco principal o valor do imóvel.
Inspiração no Panteão de Roma e integração da torre de água
O pensamento de design do arquiteto se inspira no Panteão de Roma, especialmente na forma como a luz atravessa o óculo. Ele enfatiza a importância da abertura e da circulação de luz ao longo do dia.
Fala menos sobre precisão técnica e mais sobre como os cômodos se conectam. Para ele, em espaços menores, a abertura pode ser mais relevante do que a privacidade estrita.
A torre de água do prédio, responsável por abastecer todo o quarteirão, foi mantida exposta. Ele a considera uma peça escultural e parte da identidade da cidade.
O chalé no topo do arranha-céu reflete a maneira como ele queria viver em Nova York. A construção ocorreu sem o uso de helicóptero, diferentemente da fantasia inicial que teve no final da década de 1980.
Ao longo do tempo, o projeto consolidou-se como sua própria casa no alto da cidade. Ele afirma que casas não precisam ser perfeitas demais, assim como as pesssoas não são.
