Youtuber americano detalha como entrou no ramo de remoção de entulho sem dinheiro, usou divulgação gratuita, evitou dívidas no começo e transformou uma operação enxuta em um negócio que hoje fatura cerca de US$ 150 mil por ano nos Estados Unido
O youtuber americano Sam, do canal Junk Removal Journey, apresentou um guia prático para quem deseja entrar no mercado de remoção de entulho nos Estados Unidos, com foco em estrutura inicial, captação rápida de clientes e controle financeiro.
A proposta central é começar com base simples, evitar erros caros e usar estratégias de divulgação gratuitas antes de ampliar a operação.
Sam afirmou que, quando criou sua empresa de remoção de entulho cerca de dois anos antes da gravação, não sabia qual caminho seguir para conseguir clientes e expandir o negócio.
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Ele relatou que perdeu tempo, energia e dinheiro ao apostar em caminhos errados antes de encontrar uma forma mais eficiente de operar.
No início da explicação, ele deixou de lado os detalhes legais mais amplos e resumiu essa etapa a duas providências básicas. A orientação foi abrir uma LLC e contratar seguro para evitar prejuízos graves em caso de danos durante o serviço, como um acidente em um piso de madeira avaliado em US$ 50 mil.
Google Business Profile e os primeiros passos da remoção de entulho
Depois da formalização básica, Sam apontou o perfil comercial no Google como o primeiro movimento mais importante para quem está começando na remoção de entulho. A justificativa é que os primeiros clientes valem mais do que o pagamento imediato, porque ajudam a construir reputação pública e confiança para as próximas contratações.
Ele contou que, no começo da empresa, muitas vezes quase empatava financeiramente em alguns trabalhos. Mesmo assim, fazia questão de pedir avaliações no Google, porque essas opiniões passaram a ter peso decisivo ao longo da trajetória do negócio e, em muitos casos, influenciavam diretamente a escolha do cliente entre sua empresa e a concorrência.
A lógica apresentada é que a remoção de entulho depende fortemente de confiança, principalmente para quem ainda não construiu nome no mercado. Por isso, cada serviço inicial cumpre dupla função: gera receita imediata e fortalece a presença digital que pode abrir novas portas mais adiante.
Que veículo usar para começar no negócio
Ao tratar da escolha do veículo, Sam disse já ter visto profissionais usando vários tipos de caminhões e utilitários na remoção de entulho. Ainda assim, recomendou começar com um modelo que permita crescimento futuro, em vez de investir em algo limitado logo de saída.
Ele relatou que começou com uma Ram 1500 mais nova, equipada com motor V6, sem entender quase nada sobre caminhonetes. A experiência foi frustrante porque, na prática, o veículo tinha pouca força, e esse erro mostrou a importância de pensar na capacidade de trabalho antes da compra.
A recomendação dele é buscar um veículo que, futuramente, consiga rebocar pelo menos 10 mil libras. Sam explicou que, nesse tipo de atividade, o trailer normalmente não será carregado com mais de 4 mil a 6 mil libras, enquanto o trailer basculante que ele usa pesa cerca de 4.400 libras, o que torna essa capacidade uma margem conservadora.
Entre os modelos citados, ele disse que algumas versões de F-150, Tundra, Silverado e Ram 1500 conseguem atender essa necessidade quando têm o pacote de reboque adequado. Mesmo assim, afirmou que, na maior parte dos casos, o mais indicado é procurar uma F250 ou uma 2500, pensando no momento em que o empreendedor quiser migrar para um dump trailer.
Sam reconheceu que esse tipo de equipamento é caro, mas ressaltou o ganho prático na operação. Ele comparou esse investimento com a alternativa de descarregar manualmente um trailer utilitário de 18 pés, com paredes de compensado, no calor de 95 graus e dentro de um aterro com mau cheiro ao longo do verão.
Para quem ainda não consegue pagar os US$ 20 mil a US$ 30 mil mínimos necessários para adquirir um veículo maior usado, a orientação foi seguir um caminho gradual. Nesse cenário, a recomendação é comprar ao menos uma caminhonete ou SUV com motor V8 e estar preparado para vender ou trocar esse veículo mais à frente.
Ele também aconselhou quem ainda mantém outro emprego a economizar o máximo possível antes de abrir a empresa. Na avaliação dele, sair do trabalho e começar apenas com um veículo muito desgastado e sem trailer é uma possibilidade, mas tende a trazer aperto financeiro por um período.
Como conseguir clientes rápido sem depender de anúncios pagos
Na parte que classificou como a mais importante, Sam explicou como buscar clientes quando a empresa ainda não tem reputação nem histórico no mercado de remoção de entulho. Ele citou os Google Service Ads como uma opção inicial para gerar contatos, mas ponderou que, sem avaliações no Google, nem mesmo o selo de verificação costuma convencer muita gente.
Diante disso, ele organizou cinco frentes de divulgação gratuita para o começo da operação. A lista inclui amigos e seguidores nas redes sociais, Facebook e Nextdoor, Facebook Marketplace, placas de rua e panfletos de porta em porta, além de brechós.
No primeiro grupo, Sam incentivou o empreendedor a vencer a vergonha e avisar sua própria rede de contatos sobre o novo negócio. A orientação foi publicar em perfil pessoal, mandar mensagens para todos os contatos e tornar a empresa conhecida entre familiares, amigos e conhecidos, porque uma pessoa pode não precisar do serviço, mas pode indicar outra que precise.
Ele comparou esse efeito a uma árvore genealógica, que se expande de poucas pessoas para dezenas e centenas ao longo do tempo. A ideia é que a empresa também pode crescer dessa forma, desde que o dono deixe claro para o próprio círculo social que está disponível para trabalhar.
No Facebook, a estratégia sugerida foi reaproveitar essa mesma apresentação, acrescentando fotos pessoais, imagens da família, logotipo e até do cachorro, e publicar em grupos de networking da região. Sam observou que muitos grupos não permitem promoção comercial, mas disse que alguns aceitam esse tipo de postagem.
Já o Nextdoor apareceu como a opção favorita dele entre as redes sociais. O motivo é que a plataforma permite publicar praticamente qualquer conteúdo relacionado ao negócio, desde que isso não seja feito de forma excessiva, com uma frequência sugerida de cerca de uma vez por semana.
No Facebook Marketplace, Sam disse que não é possível anunciar diretamente os serviços, porque a plataforma derruba esse tipo de publicação. A saída apontada por ele é procurar anúncios de itens gratuitos ou baratos e enviar uma mensagem padrão oferecendo retirada rápida, com preço acessível, caso a pessoa queira se desfazer daquele item ou de outros objetos.
Ele afirmou que essa abordagem não funciona sempre, mas rende mais resultado do que muita gente imagina. Sam disse, inclusive, que já recebeu comentários e e-mails de pessoas relatando a eficácia dessa prática.
As placas em jardins e os folhetos de porta em porta foram tratados como estratégias autoexplicativas. Sam mencionou usar a empresa UZ Marketing, por considerar que ela oferece boas tarifas e qualidade satisfatória, e recomendou instalar placas em locais como Home Depot e Lowe’s, porque esses consumidores costumam estar envolvidos em projetos que geram bagunça e necessidade de limpeza.
Os brechós apareceram como uma via menos óbvia para manter o telefone tocando. A orientação foi doar objetos nesses locais, criar relacionamento com a equipe do balcão e deixar cartões de visita para serem repassados a clientes que precisem se desfazer de móveis antigos, com o cuidado de buscar lojas em áreas ricas para evitar pedidos de retirada gratuita.
Lucro, dívida e o modelo de negócio que ele defende
Além de falar sobre clientes e equipamentos, Sam concentrou boa parte do conteúdo na rentabilidade da remoção de entulho. Ele afirmou que prefere faturar US$ 200 mil e terminar com US$ 90 mil no resultado final a faturar US$ 1 milhão e ficar com o mesmo valor na última linha do negócio.
Para ele, muitos empreendedores se preocupam demais com equipamento, dívida e expansão, enquanto ignoram o lucro real. O risco, nesse caso, é comprar um caminhão que não cabe no orçamento, financiar trailer que não consegue pagar e contratar antes da hora, comprometendo a saúde financeira da operação.
Na visão apresentada, há dois caminhos para tornar a remoção de entulho lucrativa. O primeiro é atuar sozinho, como proprietário-operador, mantendo custos baixos e dispensando anúncios pagos depois que o negócio já conquistou tração com métodos gratuitos e presença digital consolidada.
O segundo caminho, descrito como mais pesado, seria investir tudo em marketing, funcionários e dívida até que a empresa cresça a um ponto em que margens menores ainda gerem uma remuneração elevada para o dono. Sam ponderou, porém, que um negócio maior traz estresse, mais horas de trabalho e um custo de gestão que, na avaliação dele, precisa ser levado em conta.
Ele relatou que já se sente bastante pressionado administrando sozinho uma rotina de um, dois ou três trabalhos por dia. Por isso, disse não ver vantagem automática em crescer apenas para ganhar um valor adicional que não compense a perda de tempo, tranquilidade e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.
Como conclusão prática, Sam defendeu que a remoção de entulho deve ser construída de forma lenta, com divulgação gratuita, domínio de ferramentas de marketing e pouco endividamento no começo. Ao final do vídeo, ele ainda ofereceu sessões gratuitas de coaching de 30 minutos, em número entre cinco e dez, para orientar pessoas interessadas em iniciar ou melhorar esse tipo de negócio, com foco em evitar erros que ele próprio já cometeu.
