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Ele passou pela Terra há 170 mil anos quando nossos ancestrais viviam em cavernas e agora voltou — cometa raro está visível a olho nu no céu de abril e pode não retornar nunca mais…

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Escrito por Douglas Avila Publicado em 18/04/2026 às 07:00 Atualizado em 22/04/2026 às 23:51
Cometa C/2025 R3 PanSTARRS com cauda brilhante cruzando céu noturno estrelado em abril de 2026
O cometa C/2025 R3 PanSTARRS não passava pela Terra há 170 mil anos e agora está visível a olho nu em abril de 2026
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Descoberto por um telescópio no Havaí, o cometa C/2025 R3 PanSTARRS não passava pela Terra há 170 mil anos — quando nossos ancestrais ainda viviam em cavernas — e agora está visível no céu de abril de 2026

A última vez que este cometa cruzou o céu da Terra, o Homo sapiens ainda não havia saído da África. O cometa C/2025 R3 PanSTARRS tem um período orbital estimado em 170 mil anos, e agora está de volta — visível no céu de abril de 2026.

Segundo dados do Observatório Nacional (gov.br), o cometa será visível no Brasil a partir de 18 de abril. O brilho estimado pode atingir magnitude 2,5 — comparável à estrela mais fraca das Três Marias.

O telescópio PanSTARRS, no Havaí, detectou o cometa em 8 de setembro de 2025. Desde 20 de março de 2026, ele já pode ser observado com binóculos comuns.

Porém, o que torna esse evento especial é a possibilidade de que seja irrepetível. Com órbita hiperbólica, o cometa pode nunca mais retornar à vizinhança da Terra.

Pessoa observando cometa no céu noturno com binóculos em campo aberto sob Via Láctea

O periélio em 19 de abril: quando o cometa passa mais perto do Sol e pode brilhar como um planeta

O ponto mais próximo do Sol — chamado periélio — acontece em 19 de abril de 2026, quando o cometa estará a 0,499 UA (unidade astronômica) da estrela, cerca de 75 milhões de quilômetros.

É nesse momento que o brilho atinge o pico. As estimativas variam de magnitude 3 a 4 (visível a olho nu sob céus escuros) até magnitude -1 (mais brilhante que qualquer estrela) se houver dispersão frontal favorável.

A lua nova de 17 de abril favorece as observações, eliminando a poluição luminosa natural do luar.

  • Descoberta: 8 de setembro de 2025 (PanSTARRS, Havaí)
  • Visível com binóculos: desde 20 de março de 2026
  • Periélio: 19 de abril de 2026 (0,499 UA do Sol)
  • Lua nova: 17 de abril (céus escuros)
  • Visível no Brasil: a partir de 18 de abril
  • Magnitude estimada: 2,5 a 4 (olho nu) — potencial -1 com dispersão
  • Período orbital: ~170.000 anos
Telescópio PanSTARRS em observatório no Havaí que descobriu o cometa C/2025 R3

Como observar o cometa no Brasil: horários, direção e o que esperar

No Hemisfério Norte, o cometa é mais visível até 25 de abril, no céu matinal oriental. Depois, fica próximo demais do Sol no horizonte.

Para o Brasil e o Hemisfério Sul, a melhor janela começa após 25 de abril e se estende até maio, no céu vespertino. O Observatório Nacional descreveu como “belo programa de fim de semana” para brasileiros.

Em 15 e 16 de abril, o cometa apareceu em conjunção com a Lua, Mercúrio, Marte e Saturno — evento fotográfico raro que reuniu cinco objetos celestes no mesmo campo visual.

O cometa está atualmente na constelação de Pégaso, abaixo do Grande Quadrado. Após o periélio, migra para Peixes.

Em 2026, outros eventos astronômicos também chamam atenção. A NASA revelou 10 fenômenos imperdíveis do ano, incluindo eclipse total e superluas.

Da Nuvem de Oort para a história: por que este cometa pode não voltar nunca mais

O C/2025 R3 PanSTARRS é um cometa hiperbólico originário da Nuvem de Oort — região gelada nos confins do Sistema Solar, muito além de Netuno.

Sua órbita sugere que ele não é um visitante regular. Com período estimado de 170 mil anos, é possível que a humanidade nunca mais o veja.

Cometas da Nuvem de Oort são imprevisíveis por natureza. Alguns se desintegram ao passar perto do Sol. Outros são ejetados para o espaço interestelar pela gravidade dos planetas gigantes.

Outros cometas como o Cometa Diabo, que passou pelo Sol em 2024 com chifres de gás, mostram que cada passagem é única e pode revelar surpresas.

Cometa se aproximando do Sol durante o periélio com corona solar visível

Incertezas: o cometa pode não sobreviver ao periélio e céus urbanos dificultam a visão

Por outro lado, cometas são notoriamente imprevisíveis. Não há garantia de que o C/2025 R3 sobreviverá ao periélio de 19 de abril. Cometas da Nuvem de Oort podem se fragmentar próximos ao Sol.

Além disso, o cometa é descrito como “pobre em poeira”, o que pode limitar a dispersão frontal — justamente o fenômeno que poderia elevá-lo a magnitude -1.

Em cidades com poluição luminosa, a visibilidade a olho nu não é garantida. Binóculos 10×50 são recomendados mesmo nos melhores cenários.

As previsões de brilho variam significativamente entre especialistas — de magnitude 2,5 a 4 na base, com potencial de -1 no melhor caso. Só o periélio dirá.

Ainda assim, a oportunidade é real e única. Se o cometa brilhar conforme as previsões mais otimistas, abril de 2026 será lembrado como o mês em que um visitante de 170 mil anos iluminou o céu da Terra — possivelmente pela última vez.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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