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Com só 9 m², casa sobre rodas feita por arquiteto italiano funciona sem rede elétrica, abriga até duas pessoas e acompanha viagens entre grandes cidades europeias

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 09/02/2026 às 12:45 Atualizado em 09/02/2026 às 12:46
Casa móvel, Casa
Imagem: Reprodução
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Projeto compacto acompanha deslocamentos pela Europa, reúne funções essenciais em madeira modular, usa energia solar, água independente e propõe nova leitura sobre morar, consumo consciente e mobilidade contemporânea

Como seria morar dentro de um espaço equivalente a um único cômodo? Essa é a proposta da casa de apenas 9 m² desenvolvida pelo arquiteto italiano Leonardo Di Chiara, que transformou a metragem reduzida em uma residência completa e funcional.

Pensada para não depender de um endereço fixo, a morada acompanha o arquiteto em seus deslocamentos pela Europa e funciona como experimento de arquitetura, mobilidade e autonomia. A experiência nasce do desejo de viver sem amarras geográficas.

Uma casa que se move com o morador

O projeto se consolidou como exemplo de habitação compacta capaz de reunir funções essenciais do dia a dia.

Construída quase integralmente pelo próprio arquiteto, a estrutura utiliza madeira natural e adota um sistema modular, com componentes leves e encaixes que dispensam grandes recursos técnicos.

O resultado é uma residência móvel, pensada para ser desmontada e reinstalada em diferentes contextos.

Nos interiores, a lógica é multifuncional. Painéis contínuos escondem armários, prateleiras, assentos retráteis e áreas técnicas. Cada centímetro é aproveitado de forma integrada, sem comprometer a circulação.

A área de estar se converte em sala de jantar por meio de uma mesa dobrável embutida na parede, com capacidade para até seis pessoas. As cadeiras ficam ocultas.

Autonomia e uso inteligente do espaço

O dormitório, inicialmente individual, pode ser ampliado para acomodar duas pessoas. Atividades como preparar café, guardar livros, organizar ferramentas ou passar roupas contam com compartimentos sob medida, reforçando a versatilidade do espaço compacto.

Outro ponto central é a autonomia. A casa opera com sistema fotovoltaico e baterias, permitindo funcionamento sem ligação à rede elétrica.

O abastecimento de água ocorre por reservatórios independentes para água limpa e águas residuais.

Segundo o arquiteto Leonardo Di Chiara, o custo da construção ficou entre € 70 mil e € 80 mil, aproximadamente R$ 380 mil a R$ 430 mil, na cotação. Ele trata o valor como investimento em um modo de vida.

Após anos de uso e deslocamentos por cidades como Roma, Berlim, Hamburgo e Milão, a casa segue em funcionamento contínuo, evidenciando a durabilidade do projeto. Compacta, móvel, a residência amplia o debate contemporâneo.

Com informações de Casa e Jardim.

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Romário Pereira de Carvalho

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