Método alternativo de construção ganha força ao combinar ciência doméstica, engenharia improvisada e resultados extremamente surpreendentes, atraindo curiosos e profissionais que buscam soluções mais leves, econômicas e eficientes
Você já imaginou que uma simples mistura envolvendo cimento, água, gesso, sabão em pó e uma espuma densa criada em casa poderia gerar um concreto tão leve ao ponto de flutuar na água e, ainda assim, apresentar resistência estrutural? Pois é exatamente isso que está acontecendo com uma técnica que viralizou nas redes e está chamando a atenção de profissionais da construção, curiosos e amantes de experimentos caseiros.
Conforme um artigo divulgado pelo canal original que apresentou esse método, o processo combina princípios de química, engenharia e construção civil com truques comuns do dia a dia. A receita envolve etapas milimetricamente calculadas, como separar 50 g de sabão em pó, 5 litros de água limpa, 7 kg de cimento, 1 kg de gesso e 50 g de fibra de vidro picada. E, surpreendentemente, tudo isso resulta em uma mistura aerada, leve, firme e de comportamento muito diferente do concreto tradicional.
A seguir, você verá o passo a passo completo reescrito em formato jornalístico e com SEO, respeitando cada número, cada informação técnica e cada etapa original.
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Preparação dos materiais e criação da espuma densa
O processo começa com a separação de aproximadamente 50 g de sabão em pó. Esse ingrediente, apesar de simples, é capaz de transformar a mistura graças às propriedades surfactantes que reduzem a tensão superficial da água. Além disso, a receita utiliza:
- 5 litros de água limpa
- 7 kg de cimento comum
- 1 kg de gesso para construção
- 50 g de fibra de vidro picada
- 50 ml de aditivo plastificante
- Formas de madeira de 50 cm x 20 cm x 10 cm
Para ampliar a eficiência da mistura, o criador utiliza um misturador de tinta modificado. Ele envolve palha de aço na espiral e prende com abraçadeiras de nylon, aumentando o atrito e a turbulência — o segredo para a formação de espuma abundante.
Lista — equipamentos do experimento:
- Furadeira com mandril
- Misturador adaptado com palha de aço
- Bacia de 40 litros
- Balde de 30 litros
- Betoneira
- Formas variadas
- Óleo de motor usado para desmoldagem
Quando o misturador adaptado começa a girar dentro de um balde com 2 litros de água e o sabão previamente separado, forma-se uma espuma densa e estável. Essa espuma pode chegar a 30 litros, sendo o componente essencial para transformar o cimento comum em concreto celular caseiro.
Mistura principal, incorporação da espuma e adição de reforços estruturais
Após preparar a espuma, inicia-se a montagem da mistura principal. Primeiro, 5 litros de água são colocados em uma bacia de 40 litros, seguidos pelos 50 ml de plastificante, que facilitam a trabalhabilidade da massa sem a necessidade de excesso de água.
Em seguida:
- O cimento é adicionado gradualmente.
- A betoneira entra em ação para garantir homogeneidade.
- A fibra de vidro picada é incorporada como reforço estrutural, reduzindo fissuras e melhorando a integridade mecânica.
- A espuma densa é adicionada rapidamente, capturando bolhas de ar e criando o microconcreto celular.
- O gesso é acrescentado por último para acelerar a cura e gerar rigidez inicial.
Função de cada componente:
- Cimento: matriz estrutural e resistência
- Gesso: acelera a cura e melhora rigidez
- Fibra de vidro: controla microfissuras
- Plastificante: aumenta trabalhabilidade e desempenho
- Sabão: cria espuma estável → responsável pelo ponto-chave do concreto celular
A mistura final fica leve, volumosa, aerada, mas surpreendentemente firme.
Moldagem, cura, testes de resistência e comportamento surpreendente
Com tudo pronto, a massa é despejada em formas previamente untadas com óleo de motor usado — um desmoldante simples e funcional. Embora o ideal seja aguardar 28 dias de cura para resistência total, os primeiros testes são realizados após 48 horas.
E é aqui que começam as maiores surpresas.
1. Teste de peso do tijolo
Um tijolo oco comum pesa entre 8 e 9 kg.
O tijolo feito com a mistura alternativa apresentou redução de cerca de 60%, um resultado impressionante para uma técnica caseira.
2. Teste de flutuação
Uma forma de vaso é colocada em uma bacia com água.
Ao contrário do concreto tradicional, ela flutua, evidenciando a extrema leveza proporcionada pela espuma densa.
3. Teste de serragem
Ao cortar o bloco com uma serra manual, o corte ocorre facilmente, sem danificar os dentes.
Isso prova a trabalhabilidade elevada e a combinação de material firme por fora e úmido por dentro.
4. Teste de compressão improvisado
O bloco é comprimido pelo peso de um carro dentro da garagem, utilizando tábuas de madeira como uma pequena rampa.
Mesmo com apenas 48 horas de cura, o material demonstra desempenho acima do esperado para um concreto celular artesanal. Claro, o teste ideal deve ocorrer após 28 dias, quando a resistência chega ao máximo — mas o comportamento inicial já indica um potencial enorme.
Essa técnica de concreto celular com sabão em pó, espuma densa, cimento, gesso e fibra de vidro está chamando atenção por oferecer:
- Redução extrema de peso
- Flutuabilidade
- Facilidade de corte
- Boa resistência inicial
- Isolamento térmico natural
- Versatilidade para artesanato, painéis, blocos e jardinagem
E o melhor: tudo feito com materiais acessíveis e princípios científicos simples aplicados de forma inteligente.


Isso é pra indústria,quem tem betoneira pra isso
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Isso já existe a mais de 30 anos e se chama bloco celular