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Com o foco no pré-sal, Petrobras acelera o descomissionamento na Bacia de Campos

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 23/09/2019 às 11:46 Atualizado em 23/09/2019 às 14:41

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Bacia de campos pré-sal, Petrobras
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Petrobras põe à venda refinarias, dutos e distribuição, e deixa a exploração do pós-sal com o objetivo de levantar quase R$ 100 bilhões

5O mil empregos serão gerados com o descomissionamento de 21 plataformas da Petrobras na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. Foi na região que a Petrobras tornou-se a maior especialista em exploração de petróleo em alto mar. A companhia possui hoje 34 plataformas em atividade na região.

No entanto, com o objetivo de focar no pré-sal, que tem surpreendido pela produtividade e qualidade do óleo, a Petrobras começa a se desfazer de 250 concessões, uma grande parte deles na bacia de Campos.

A estatal mira arrecadar cerca de 100 bilhões de reais, para isso a companhia também pôs a venda oito refinarias, dutos e distribuição. Segundo a Petrobras o dinheiro será usado para investimentos e abatimento da sua dívida de quase 400 bilhões de reais.

A determinação veio da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que mira no exemplo do Mar do Norte para traçar essa nova indústria no Brasil.

De imediato, 180 estão sendo repassadas para a iniciativa privada. A finalidade da Agência é que outras empresas façam prospecção em áreas não exploradas e reativem poços que ainda tenham petróleo para ser retirado.

Neste ano oito plataformas estão em processo de descomissionadas — o termo técnico para a desativação. Empresas estão sendo contratadas para o desmonte e venda da sucata.

Na camada chamada de pós-sal no Brasil, temo 66 plataformas que entrarão em fase de descomissionamento. Estima-se que nos próximos 10 anos, serão desativadas só na bacia de Campos 34 plataformas. As informações foram feitas pela ANP.

Pelo ineditismo e também pelos riscos ambientais, é mais complexo desmontar uma estrutura de produção de petróleo e gás instalada em alto mar – com plataformas e extensas redes de linhas submarinas – do que instalá-la.

Há dois anos, a ANP avalia uma nova regulamentação, de olho no ciclo de retirada dessas unidades que se inicia em 2020. Mas, frente aos riscos e à necessidade de debater com empresas, com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e a Marinha, apenas no fim de outubro deve sair a nova resolução sobre o tema.

No Rio, o Estaleiro Mauá recebe mais uma plataforma para obra em reparo e modernização


Reportagem da InterTV

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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