Honda CB650R E-Clutch 2026 chega com quatro cilindros de 650 cm³, embreagem eletrônica, ABS, HSTC e painel TFT de 5 polegadas para elevar o padrão das nakeds médias
Na Honda CB650R E-Clutch 2026, a combinação de quatro cilindros em linha, embreagem eletrônica e assistência eletrônica completa com ABS, HSTC e painel TFT de 5 polegadas cria um pacote mais sofisticado e previsível para o uso diário e o track day casual. A entrega de 86,7 cv e 5,8 kgfm, somada ao acerto de ciclística e ergonomia, mantém a proposta clássica da família CB com um toque de automação que facilita a vida do piloto.
Com foco na experiência, a Honda CB650R E-Clutch 2026 preserva o câmbio de 6 marchas, mas permite trocas sem acionar o manete no modo ativo. Em conjunto com ABS, HSTC e o novo painel TFT de 5 polegadas, a moto ganha camadas de segurança operacional, leitura clara de dados e uma curva de aprendizagem mais curta para quem está subindo de cilindrada. O resultado é uma naked mais acessível em manuseio, sem perder a identidade mecânica dos quatro cilindros.
Motor e desempenho

O quatro-em-linha de 649 cm³ da Honda CB650R E-Clutch 2026 entrega 86,7 cv e 5,8 kgfm, com velocidade máxima real próxima de 220 km/h.
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O escalonamento de 6 marchas mantém o giro sempre disponível, e a resposta linear ajuda a explorar o torque médio sem sustos.
Mesmo com a leve redução de potência face à geração anterior, a entrega é elástica e consistente.
No uso rodoviário, o conjunto trabalha frio e com ruído contido, característica típica dos quatro cilindros da marca.
E-Clutch: embreagem eletrônica na prática

O sistema de embreagem eletrônica adiciona dois motores elétricos ao acionamento, permitindo sair e trocar marchas no pedal com o manete em repouso.
Por padrão, a Honda CB650R E-Clutch 2026 liga no modo ativo; ao tocar o manete, ela migra para o modo manual e, após alguns segundos, retorna ao modo ativo.
Há regulagens de sensibilidade do pedal (hard, mid, soft) para subir e reduzir, o que personaliza o tato nas trocas.
Importante: não é quickshifter; aqui a atuação é sobre a embreagem, não via corte de injeção.
Chassi, suspensões e freios
Quadro em aço tipo diamond, balança em alumínio por link e entre-eixos curto preservam a agilidade em mudanças rápidas de direção.
Na frente, garfo invertido SFF Big Piston (41 mm) e, atrás, mono com ajuste de pré-carga (curso agora de 130 mm).
O duplo disco dianteiro com pinças radiais Nissin e o disco traseiro trabalham com o ABS nas duas rodas, elevando a previsibilidade no limite.
Para uso urbano e serras, a calibração favorece estabilidade sem brutalizar o piloto.
ABS e HSTC compõem o pacote de segurança eletrônica.
O HSTC pode ser desligado em movimento ou parado e sempre religa ao dar partida.
Em frenagens fortes acima de 56 km/h, o ESS pisca o alerta para quem vem atrás.
No conjunto, ABS e HSTC entregam margem extra de correção quando o piso ou o ritmo pedem mais.
Eletrônica e cockpit
O novo painel TFT de 5 polegadas é colorido, ajustável e oferece três temas, autonomia configurável e computador de bordo completo.
O joystick iluminado no punho esquerdo facilita a navegação de menus em movimento.
Com o painel TFT de 5 polegadas, a leitura de marcha, consumo, shift-light e manutenção fica intuitiva, e o sensor de luminosidade alterna fundos automaticamente.
Ao lado do painel TFT de 5 polegadas, permanecem itens úteis como HISS, iluminação full-LED e ESS.
Consumo, autonomia e velocidades
No uso real, o quatro-cilindros pode marcar de 14 a 16 km/l com mão pesada e 18 a 22 km/l em ritmo civilizado.
O tanque de 15,4 litros (3,2 l de reserva) garante alcance honesto para viagens curtas com paradas estratégicas.
Top speed registrado no painel chega a 276 km/h (log), mas a velocidade real de 220 km/h é a referência prática.
Ergonomia, peso e equipamento
Com 213 kg em ordem de marcha, banco a 810 mm, guidão quase reto e pedaleiras levemente recuadas, a posição é neutra e confortável. A traseira redesenhada e o subchassi mais leve melhoram o acesso e a estética; as setas dianteiras em LED ficam acesas como DRL. Faltaram USB, conectividade Bluetooth e amortecedor de direção, pontos que o público desta faixa já valoriza.
Mercado e preço
Preço público sugerido divulgado: R$ 58.270 (mais frete).
Em concessionárias, pedidos típicos variam de R$ 63 mil a R$ 65 mil, enquanto tabela Fipe de seminova indicada na base consultada gira em R$ 62.400.
A garantia de 3 anos sem limite de km e assistência 24h permanece um diferencial no pós-venda.
Pontos fortes e pontos a observar
Pontos fortes
Embreagem eletrônica com modo ativo + manual na mesma moto
ABS e HSTC efetivos no uso real
Painel TFT de 5 polegadas muito legível e configurável
Quatro cilindros com entrega linear e consumo coerente
A observar
Ausência de USB e conectividade
Sem quickshifter e sem amortecedor de direção de fábrica
Peso um pouco maior que a geração anterior
Na sua opinião, a Honda CB650R E-Clutch 2026 deveria priorizar um quickshifter de série ou manter foco na embreagem eletrônica com HSTC e ABS como está?

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