Com prejuízo histórico no campo e preços entre R$ 46 e R$ 55 por saca no RS, o arroz entra em 2026 com sinais de recuperação por demanda no Norte, leilões da Conab e reação do mercado externo
O mercado do arroz encerra 2025 como um dos piores anos já registrados, com prejuízo histórico para produtores em praticamente todo o país. No Rio Grande do Sul, as cotações ficaram entre R$ 46 e R$ 55 por saca de 50 kg, o nível mais baixo em mais de cinco anos e bem abaixo do custo de produção, segundo a base.
Apesar de uma melhora recente em estados do Centro Norte, o ritmo segue lento no geral. Ainda assim, a leitura do consultor é que o início de 2026 pode marcar uma virada, com pressão de demanda no Norte, expectativa de leilões da Conab e fatores externos que podem reabrir espaço para exportação e recuperação dos preços.
Por que 2025 virou um dos piores anos do arroz
O ponto central de 2025 foi a combinação de preço baixo e custo alto. No mercado gaúcho, o arroz rodou entre R$ 46 e R$ 55 por saca, um patamar que não cobre a conta e deixa o produtor amargando perdas.
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Esse quadro não ficou restrito a uma região. A base descreve produtores com prejuízo em todo o país, reforçando que o ano “não vai deixar lembranças”. É um prejuízo histórico que se forma quando a renda cai e o custo segue acima do preço.
Arroz barato no varejo e a sensação de “alívio” que pode acabar
A queda na cadeia chegou às gôndulas. A base indica pacote de 5 kg abaixo de R$ 9 no varejo do Sul, mostrando o quanto o produto ficou barato ao consumidor.
Só que esse alívio tende a ser temporário. A projeção apresentada é clara: o ano que vem deve mudar a figura, com tendência de valorização e desaparecimento dessas cotações muito baixas, conforme o mercado ajusta oferta e demanda.
Centro Norte melhora um pouco, mas o mercado ainda anda devagar
Nas últimas semanas, houve leve melhora de preço em estados do Centro Norte, com movimento citado de R$ 60 para R$ 70 por saca em regiões como Tocantins, Bahia e pontos de Goiás. Ainda assim, o mercado segue calmo no conjunto.
Essa melhora local não anula o cenário do Sul, que continua sendo referência e onde o impacto do preço baixo foi mais pesado em 2025.
Demanda forte no Norte deve puxar o início de 2026
Um dos motores da virada apontada é a demanda no Norte, especialmente por causa do Tocantins. A base descreve que não houve plantio da primeira safra em parte relevante, o que empurra a colheita para mais tarde e reduz a oferta no começo do ano.
Com isso, a indústria da região tende a buscar arroz de outras origens, puxando produto do Sul. Essa pressão de demanda no Norte pode mexer no equilíbrio e dar sustentação às cotações no começo de 2026, segundo a avaliação apresentada.
Conab entra no radar com leilões para dar liquidez
Outro fator citado é a expectativa de ações da Conab para aumentar liquidez. A base menciona dois pregões no dia 24 de dezembro, um de Pepro e outro de PEP, somando 444,9 mil toneladas como instrumento para movimentar o mercado.
A leitura é que, com liquidez e demanda mais ativa, o mercado pode ganhar ritmo e abrir espaço para ajuste positivo de preço.
Mercado externo e câmbio: o empurrão que pode acelerar a recuperação
Do lado internacional, a base aponta que o mercado asiático do arroz teve alta forte, acima de 10% em dezembro, o que tende a estimular interesse por exportação. Além disso, o câmbio é citado como fator que pode trazer apoio.
Com o arroz interno muito barato e o ambiente externo mais firme, a projeção é de maior interesse pela exportação em 2026, ajudando a melhorar o quadro de preço.
Mercosul com oferta menor e o risco de apertar o abastecimento
O cenário de oferta também entra no jogo. A base menciona queda de safra no Paraguai, Argentina e Uruguai, além de redução no Brasil. Esse conjunto diminui a folga regional e aumenta a chance de um mercado mais disputado.
Com menos oferta no Mercosul e demanda reagindo, a expectativa descrita é de fôlego positivo para o arroz em 2026, reforçando o contexto de prejuízo histórico em 2025 e virada no ciclo seguinte.
No seu ponto de vista, essa recuperação do arroz em 2026 vai acontecer mais por demanda no Norte, por exportação ou por oferta menor no Mercosul?


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