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Com 26,5 km de extensão e 396 metros de profundidade, estrutura bilionária vai acabar com balsas, transportar 6 mil veículos por dia e acelerar exportações em uma das regiões mais desafiadoras do planeta

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 17/11/2025 às 12:58
Atualizado em 17/11/2025 às 13:18
Assista o vídeoObra monumental na Noruega: túnel submarino de 26,5 km e 396 m de profundidade vai acabar com balsas e liberar exportações com tráfego de 6 mil veículos por dia.
Obra monumental na Noruega: túnel submarino de 26,5 km e 396 m de profundidade vai acabar com balsas e liberar exportações com tráfego de 6 mil veículos por dia.
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Projeto norueguês cria um dos túneis mais extremos do mundo e promete revolucionar mobilidade, logística e vida cotidiana ao conectar áreas antes separadas por fiordes profundos.

O túnel submarino Rogfast, em construção na costa oeste da Noruega, caminha para se tornar o mais longo e profundo túnel rodoviário subaquático do mundo.

Com cerca de 26,7 km de extensão e quase 400 metros abaixo do nível do mar, a ligação sob o fiorde Boknafjorden promete acabar com a dependência de balsas em um dos trechos mais estratégicos da rodovia europeia E39.

A obra deve reduzir horas de deslocamento e dar mais fluidez ao escoamento de cargas que sustentam boa parte das exportações do país.

Ligação estratégica na E39 e impacto regional

O Rogfast conecta os municípios de Randaberg e Bokn, no condado de Rogaland, ao norte de Stavanger, sob o Boknafjorden.

A obra inclui ainda um ramal até a ilha de Kvitsøy, criando um corredor contínuo entre áreas hoje separadas por trechos de mar profundo.

Quando entrar em operação, o túnel integrará definitivamente esse segmento à E39, rota que liga cidades como Kristiansand, Stavanger, Bergen e Trondheim.

A E39 é um dos principais eixos viários da Noruega.

Ao longo de cerca de 1.100 km na costa oeste, o trajeto ainda depende de múltiplas balsas para cruzar grandes fiordes, o que torna a viagem demorada e vulnerável ao clima.

Hoje, o percurso completo entre Kristiansand e Trondheim leva em torno de 21 horas, incluindo travessias marítimas.

O plano do país é transformar essa rota em uma “autopista costeira” com ligações fixas, reduzindo o tempo total de viagem em várias horas.

Como o Rogfast altera viagens e rotina na costa oeste

Na prática, o trecho entre Stavanger, Haugesund e Bergen ainda depende fortemente de balsas, que podem ser suspensas por ventos fortes, neblina ou mar agitado.

Isso afeta moradores, turistas e, sobretudo, o transporte de cargas sensíveis a prazos, como os setores de petróleo, gás e frutos do mar, um dos pilares da economia local.

Com o túnel em operação, veículos poderão trafegar de forma contínua sob o fiorde, sem filas nem janelas de embarque.

Obra monumental na Noruega: túnel submarino de 26,5 km e 396 m de profundidade vai acabar com balsas e liberar exportações com tráfego de 6 mil veículos por dia.
Obra monumental na Noruega: túnel submarino de 26,5 km e 396 m de profundidade vai acabar com balsas e liberar exportações com tráfego de 6 mil veículos por dia.

A previsão é encurtar o tempo de viagem ao longo da costa e dar mais previsibilidade a deslocamentos de longa distância, reduzindo em até 11 horas o percurso Kristiansand–Trondheim.

Estudos de demanda apontam que o Rogfast deverá receber cerca de 6 mil veículos por dia, somando carros de passeio, caminhões e ônibus.

Essa nova capacidade deve aliviar gargalos logísticos, integrar melhor cidades ao redor de Stavanger e fortalecer os fluxos entre polos industriais e portos de exportação.

Engenharia do maior túnel submerso do planeta

O Rogfast terá aproximadamente 26,7 km e atingirá cerca de 392 metros de profundidade, superando o atual recordista Ryfylke.

A infraestrutura será composta por dois tubos paralelos, cada um com duas faixas, conectados por passagens de emergência em distâncias reduzidas.

Além do sistema de ventilação, o túnel contará com milhares de sensores, câmeras, telefones de emergência e painéis eletrônicos para monitoramento contínuo.

A construção começou em 2018, com detonações iniciais.

Em 2019, o governo suspendeu o projeto após estimativas apontarem aumento de custos.

Com revisões técnicas e financeiras, o empreendimento foi retomado com novo modelo de contratação.

Nos últimos anos, a Noruega firmou contratos para escavações nos trechos norte, sul e intermediário, além do ramal de Kvitsøy.

Empresas internacionais participam da obra, que avança por diversas frentes simultâneas. A previsão é abrir o túnel ao tráfego por volta de 2033.

Investimento bilionário e modelo de pedágio

O custo do Rogfast subiu desde as primeiras estimativas. Projeções atuais indicam orçamento entre 22 e 25 bilhões de coroas norueguesas, equivalente a pouco mais de € 2 bilhões.

O financiamento combina recursos diretos do governo e empréstimos pagos com pedágios.

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Estima-se que o Estado cubra cerca de 40% do valor, e o restante será custeado por tarifas dos usuários.

Projeções internacionais indicam pedágio próximo de £ 30 por travessia para carros.

A combinação de tráfego diário estimado e cobrança deve permitir a amortização dos empréstimos e financiar manutenção.

Exportações, logística e transformação regional

A costa oeste concentra setores essenciais como petróleo e gás, estaleiros e a forte cadeia de pescado e frutos do mar.

Estudos apontam que cerca de 60% das exportações norueguesas têm origem nessa região, que depende da E39 para acessar o sul da Europa.

Ao eliminar gargalos de balsas, o Rogfast tende a reduzir atrasos, diminuir custos logísticos e aumentar confiabilidade das entregas.

Para comunidades menores, a ligação sob o fiorde significa acesso mais rápido a serviços essenciais, com impacto direto na qualidade de vida e na atração de mão de obra.

Melhorias no acesso podem também estimular o turismo, já que visitantes terão mais facilidade para percorrer a costa sem depender de balsas.

O projeto também atrai atenção internacional: delegações de países interessados em túneis de grande profundidade, como Espanha e Marrocos, têm visitado o canteiro de obras para estudar soluções aplicáveis em projetos sob o estreito de Gibraltar.

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J Ka
J Ka
19/11/2025 15:31

2 Bi € para 26,7 km, embaixo d’água. Ensina-nos….Ensina-nos como…

Fernando
Fernando
19/11/2025 08:57

Como é possivel o camião na mesma faixa do inverso??????

Reinaldo Vitor dos Santos Oliveira
Reinaldo Vitor dos Santos Oliveira
19/11/2025 08:05

Não acho confiável, o homem quer ser superior a Deus, quem lembra do Titan.

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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