O projeto em Hamburgo, na Alemanha, usa fachada viva com algas para produzir energia e calor em edifício urbano experimental chamado BIQ House
A BIQ House em Hamburgo, na Alemanha, apresenta uma proposta que mistura arquitetura e biotecnologia em um único sistema. O prédio utiliza uma fachada viva com algas, capaz de gerar energia e calor diretamente na estrutura.
O projeto foi desenvolvido por Splitterwerk and Arup, empresas internacionais de arquitetura e engenharia, e funciona como um experimento urbano voltado à autossuficiência energética. A construção ganhou destaque ao ser apresentada durante um evento internacional de arquitetura na cidade alemã.
Fachada viva com algas ocupa 200 metros quadrados do edifício
A estrutura da BIQ House chama atenção pelo tamanho e pela forma como a tecnologia foi aplicada. A fachada conta com 129 painéis biorreatores, cobrindo uma área total de 200 metros quadrados.
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Cada painel possui cerca de 2,5 metros de altura por 0,7 metro de largura, formando uma superfície voltada para o sol. Essa configuração permite, portanto, máxima exposição à luz, essencial para o crescimento das microalgas.
Esse conjunto transforma a fachada em um sistema ativo de produção energética, e não apenas um elemento estético.
Como funciona o sistema de biorreatores na prática
O funcionamento da fachada viva com algas se baseia em um sistema de biorreatores, onde organismos vivos participam de um processo controlado.
As microalgas recebem, então, continuamente nutrientes e dióxido de carbono por meio de um circuito de água que percorre toda a estrutura. Com a incidência solar, ocorre um efeito semelhante ao de estufa.
Esse ambiente favorece o crescimento acelerado das algas, que passam a gerar calor e biomassa ao longo do processo.
Produção de biogás transforma biomassa em eletricidade
A biomassa gerada pelas algas se coleta em forma de uma pasta densa. Esse material tem envio para uma unidade externa, onde passa por fermentação.
O processo resulta na produção de biogás, utilizado para gerar eletricidade. Essa etapa amplia, portanto, o papel da fachada viva, que deixa de ser apenas um sistema térmico e passa a contribuir com a matriz energética.
Splitterwerk and Arup, empresas internacionais de arquitetura e engenharia, destacaram o projeto como um teste real de integração entre construção e geração de energia.
Calor gerado na fachada é reaproveitado dentro do prédio
Além da biomassa, o sistema também produz calor. Esse calor tem direcionamento para um centro automatizado de gestão energética.
A estrutura permite o uso desse recurso para aquecer água e alimentar o sistema de aquecimento interno do edifício.
Esse reaproveitamento reduz a necessidade de fontes externas e reforça o conceito de eficiência energética aplicado ao projeto.
Fachada inteligente regula luz e sombra conforme o sol
Outro ponto relevante é o comportamento adaptativo da fachada. Em períodos de maior incidência solar, as microalgas se multiplicam com mais intensidade.
Esse crescimento torna os painéis mais escuros, aumentando o sombreamento interno. O efeito contribui para o controle térmico dos ambientes.
A própria fachada reage às condições externas, ajustando luz e calor de forma natural.
Projeto ainda não é viável comercialmente, mas aponta caminhos
A BIQ House não teve projeção para aplicação imediata em larga escala. O projeto tem caráter experimental e busca testar soluções inovadoras.
Ainda não há viabilidade econômica ou técnica para replicação comercial, mas a proposta serve como base para novas ideias em arquitetura sustentável.
A experiência mostra, então, que é possível integrar processos biológicos à vida urbana de forma prática.
A BIQ House reforça o potencial da fachada viva com algas como alternativa para cidades que buscam reduzir impacto ambiental e explorar novas fontes de energia.
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