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Com 200 metros quadrados e 129 painéis, prédio da Alemanha tem fachada viva com algas que geram energia através da produção de biogás capaz de aquecer água e alimentar todo o sistema de aquecimento interno do edifício

Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 19/03/2026 às 20:38
Assista o vídeoprédio da Alemanha tem fachada viva com algas que produzem energia e calor
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O projeto em Hamburgo, na Alemanha, usa fachada viva com algas para produzir energia e calor em edifício urbano experimental chamado BIQ House

A BIQ House em Hamburgo, na Alemanha, apresenta uma proposta que mistura arquitetura e biotecnologia em um único sistema. O prédio utiliza uma fachada viva com algas, capaz de gerar energia e calor diretamente na estrutura.

O projeto foi desenvolvido por Splitterwerk and Arup, empresas internacionais de arquitetura e engenharia, e funciona como um experimento urbano voltado à autossuficiência energética. A construção ganhou destaque ao ser apresentada durante um evento internacional de arquitetura na cidade alemã.

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Fachada viva com algas ocupa 200 metros quadrados do edifício

A estrutura da BIQ House chama atenção pelo tamanho e pela forma como a tecnologia foi aplicada. A fachada conta com 129 painéis biorreatores, cobrindo uma área total de 200 metros quadrados.

Cada painel possui cerca de 2,5 metros de altura por 0,7 metro de largura, formando uma superfície voltada para o sol. Essa configuração permite, portanto, máxima exposição à luz, essencial para o crescimento das microalgas.

Esse conjunto transforma a fachada em um sistema ativo de produção energética, e não apenas um elemento estético.

Como funciona o sistema de biorreatores na prática

O funcionamento da fachada viva com algas se baseia em um sistema de biorreatores, onde organismos vivos participam de um processo controlado.

As microalgas recebem, então, continuamente nutrientes e dióxido de carbono por meio de um circuito de água que percorre toda a estrutura. Com a incidência solar, ocorre um efeito semelhante ao de estufa.

Esse ambiente favorece o crescimento acelerado das algas, que passam a gerar calor e biomassa ao longo do processo.

Produção de biogás transforma biomassa em eletricidade

A biomassa gerada pelas algas se coleta em forma de uma pasta densa. Esse material tem envio para uma unidade externa, onde passa por fermentação.

O processo resulta na produção de biogás, utilizado para gerar eletricidade. Essa etapa amplia, portanto, o papel da fachada viva, que deixa de ser apenas um sistema térmico e passa a contribuir com a matriz energética.

Splitterwerk and Arup, empresas internacionais de arquitetura e engenharia, destacaram o projeto como um teste real de integração entre construção e geração de energia.

Calor gerado na fachada é reaproveitado dentro do prédio

Além da biomassa, o sistema também produz calor. Esse calor tem direcionamento para um centro automatizado de gestão energética.

A estrutura permite o uso desse recurso para aquecer água e alimentar o sistema de aquecimento interno do edifício.

Esse reaproveitamento reduz a necessidade de fontes externas e reforça o conceito de eficiência energética aplicado ao projeto.

Fachada inteligente regula luz e sombra conforme o sol

Outro ponto relevante é o comportamento adaptativo da fachada. Em períodos de maior incidência solar, as microalgas se multiplicam com mais intensidade.

Esse crescimento torna os painéis mais escuros, aumentando o sombreamento interno. O efeito contribui para o controle térmico dos ambientes.

A própria fachada reage às condições externas, ajustando luz e calor de forma natural.

Projeto ainda não é viável comercialmente, mas aponta caminhos

A BIQ House não teve projeção para aplicação imediata em larga escala. O projeto tem caráter experimental e busca testar soluções inovadoras.

Ainda não há viabilidade econômica ou técnica para replicação comercial, mas a proposta serve como base para novas ideias em arquitetura sustentável.

A experiência mostra, então, que é possível integrar processos biológicos à vida urbana de forma prática.

A BIQ House reforça o potencial da fachada viva com algas como alternativa para cidades que buscam reduzir impacto ambiental e explorar novas fontes de energia.

Se você acredita que esse tipo de tecnologia pode transformar as cidades, compartilhe essa informação ou deixe sua opinião nos comentários.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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