Um projeto cercado por sigilo, dimensões fora do padrão e soluções de engenharia que mantêm o Azzam no centro das comparações do mercado náutico internacional, mesmo mais de uma década após o lançamento.
Azzam: tamanho, projeto e posição no mercado de superiates
O Azzam segue citado pela indústria náutica como uma referência entre os superiates de grande porte.
Construído pelo estaleiro alemão Lürssen e lançado em 5 de abril de 2013, o modelo reúne dimensões fora do padrão, alta velocidade e projeto voltado à navegação em águas rasas.
Mais de uma década depois, ele continua tratado por publicações especializadas como o maior iate privado do mundo em sua categoria, embora existam embarcações mais longas em outras classificações.
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Com 180,65 metros de comprimento, boca de 20,8 metros e calado em torno de 4,3 metros, o Azzam foi desenhado para operar com mais flexibilidade em áreas como o Golfo Pérsico.
O projeto técnico ficou a cargo da Lürssen, com design exterior da Nauta e participação do engenheiro Mubarak Saad al Ahbabi no desenvolvimento da embarcação.
Segundo dados divulgados pelo setor, o iate tem 13.136 toneladas brutas e sete conveses.
Na época do lançamento, o Azzam superou o Eclipse, de Roman Abramovich, então apontado como principal referência entre os superiates motorizados.
Desde então, comparações com a REV Ocean aparecem com frequência em reportagens e bases do setor.
Nesse caso, porém, as classificações diferem, já que a embarcação norueguesa é descrita como navio de pesquisa e expedição, e não como iate privado convencional.
Velocidade do Azzam e sistema de propulsão
Um dos aspectos mais citados por especialistas é a velocidade alcançada por uma embarcação desse porte.
A Lürssen informa desempenho superior a 30 nós, enquanto publicações do mercado registram marcas entre 31,5 e 34 nós em testes de mar.
O sistema de propulsão reúne duas turbinas a gás de 26 MW, dois motores diesel de 9 MW e quatro pump-jets, tecnologia que substitui hélices tradicionais.

De acordo com dados técnicos divulgados sobre o projeto, o conjunto soma cerca de 94 mil cavalos de potência.
Em textos do setor, a configuração é associada à redução de vibração e ruído a bordo, além de contribuir para o desempenho em águas menos profundas.
Esse arranjo ajuda a explicar por que o Azzam continua mencionado como um caso particular dentro da engenharia naval civil.
Interior de luxo e equipamentos a bordo
O interior do iate é atribuído ao designer francês Christophe Leoni, enquanto o exterior leva a assinatura da Nauta.
Entre as informações mais reproduzidas pela imprensa especializada está a existência de um salão principal com cerca de 29 metros de comprimento, construído sem pilares aparentes.
Segundo essas descrições, a solução foi possível por meio da redistribuição estrutural dos pontos de sustentação ao longo do casco.
As publicações que tratam do interior também mencionam acabamento com materiais nobres, como mármore, madeira e detalhes decorativos de alto padrão.
A descrição recorrente no setor é a de uma embarcação voltada a longas permanências no mar, com áreas amplas de convivência e lazer.
Ainda assim, o nível de detalhamento público é limitado, já que o estaleiro e os representantes do projeto não divulgam integralmente os ambientes internos.
Entre os equipamentos associados ao Azzam, reportagens e bases do mercado náutico citam heliponto na proa, área para operação de helicóptero, plataforma de natação, sala de cinema, espaço para prática de golfe em ambiente interno e minissubmarino.
Parte dessas informações aparece de forma consistente em fontes especializadas.
Nem todos os itens, porém, contam com confirmação pública detalhada por parte do estaleiro.
Segurança no Azzam e informações sob reserva
Na área de segurança, o grau de reserva é ainda maior.
O Azzam aparece em reportagens como uma das embarcações civis mais protegidas já construídas, mas os dados disponíveis em fontes abertas são parciais.
Sistemas de vigilância eletrônica, monitoramento perimetral e proteção reforçada em áreas sensíveis são mencionados por veículos do setor, sempre com pouca abertura para especificações técnicas.
O ponto que exige mais cautela envolve o suposto sistema de defesa antimísseis.
Essa informação circula há anos em textos de imprensa e em publicações do mercado náutico, mas não aparece confirmada oficialmente pela Lürssen em material técnico público.
Por esse motivo, o recurso não pode ser tratado como item comprovado no mesmo nível das dimensões, da propulsão ou da velocidade informadas pelo estaleiro.
Esse tipo de sigilo não é incomum no universo dos superiates de altíssimo padrão.
Embarcações desse segmento costumam preservar sob reserva detalhes de layout, rotas, operação e proteção eletrônica.
No caso do Azzam, a falta de transparência sobre os sistemas embarcados contribuiu para a multiplicação de relatos nem sempre confirmados por documentação pública.
Custo do iate e titularidade da embarcação
O custo de construção do Azzam é geralmente estimado em cerca de US$ 600 milhões, valor repetido há anos por veículos especializados e pela imprensa internacional.
Em reais, essa cifra varia de acordo com o câmbio do momento, razão pela qual comparações em moeda brasileira mudam ao longo do tempo.
Por isso, a referência em dólar tende a ser a forma mais estável de apresentar a estimativa.
A propriedade da embarcação também exige atualização cuidadosa.
O Azzam foi amplamente associado a Khalifa bin Zayed Al Nahyan, ex-presidente dos Emirados Árabes Unidos, morto em 13 de maio de 2022.
Desde então, fontes públicas não detalham com clareza a titularidade atual do iate, embora registros e coberturas do setor continuem vinculando a embarcação ao círculo da família Al Nahyan.
Mesmo com a reserva em torno de parte dos equipamentos e da operação, os dados técnicos disponíveis mantêm o Azzam em posição central nas comparações do mercado náutico.
Dimensões, velocidade, potência e porte interno continuam fazendo do projeto uma referência para reportagens e levantamentos sobre superiates.
No setor, a embarcação permanece usada como parâmetro quando o tema envolve escala, engenharia e luxo privado em alto-mar.


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