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Clientes correm atrás de descontos de até 90% enquanto gigante varejista fecha cerca de 800 lojas em 49 estados, encerra vendas online e afunda após falência bilionária nos EUA

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 28/05/2026 às 08:38 Atualizado em 28/05/2026 às 08:42
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Imagem: Ilustração artística
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Rede americana Joann encerra operação após falência, fecha cerca de 800 lojas em 49 estados, interrompe vendas online e deixa milhares de funcionários afetados pela crise no varejo de tecidos e artesanato.

A Joann, rede varejista de 82 anos ligada ao setor de costura, vai encerrar definitivamente suas atividades após novo pedido de falência, prejuízos operacionais e queda no consumo. A decisão envolve o fechamento de 790 lojas, o fim das operações online, liquidação total de estoques e leilão de contratos. A empresa é sediada nos Estados Unidos. Este artigo conta com dados do portal ND Mais e outras fontes.

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Joann fecha lojas após tentativa frustrada de reestruturação

A empresa de serviços financeiros GA Group assumiu o controle total da Joann depois que a rede entrou com pedido de falência em janeiro. A marca, antes conhecida como Jo-Ann Fabrics, havia mudado o nome para Joann em 2018.

A alteração fazia parte de uma tentativa de ampliar a atuação para além dos tecidos e vender uma variedade maior de produtos. A estratégia, no entanto, não evitou o avanço da crise financeira que atingiu a varejista.

Em março, o GA Group anunciou o início das liquidações de encerramento em todas as 790 lojas da Joann.

Os descontos começaram em até 40%, mas clientes relataram nas redes sociais remarcações de até 90% em alguns estabelecimentos.

Liquidação total foi definida após maior lance no processo judicial

A decisão de encerrar todas as unidades ocorreu depois que o maior lance no processo judicial indicou que a melhor saída seria a liquidação completa da operação.

A medida substituiu a expectativa inicial de manter parte da rede funcionando.

Antes do fechamento final, a Joann desativou 255 lojas. As cerca de 500 filiais restantes foram encerradas depois, completando o fim da presença física da varejista.

O impacto foi além das lojas. A empresa também interrompeu totalmente as vendas pelo site oficial, encerrando a operação digital que ainda poderia atender antigos clientes durante o processo de liquidação.

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Inflação, queda nas vendas e problemas de estoque agravaram crise

O diretor executivo interino da Joann, Michael Prendergast, atribuiu o segundo pedido de falência a um ambiente varejista altamente desafiador. Ele citou a redução forte dos gastos dos consumidores em meio à inflação persistente.

A companhia também enfrentou problemas de estoque classificados como inesperados. No início do processo, os executivos optaram por fechar apenas as filiais de baixo desempenho, mantendo a esperança de encontrar um investidor capaz de preservar o restante da operação.

Em janeiro, Prendergast afirmou que esperava que o processo permitisse encontrar um caminho para a Joann continuar funcionando como empresa em atividade. A evolução do caso, porém, levou à liquidação total.

Contratos de lojas e centros de distribuição entram no encerramento

Como parte das etapas finais, a empresa informou em março que planejava leiloar os 790 contratos de locação das lojas e cinco centros de distribuição em abril.

A Joann também emitiu um alerta para antigos clientes evitarem golpes de páginas falsas na internet que usam o nome da marca. A varejista desativou todos os canais de atendimento e contatos da assessoria de imprensa.

Mais detalhes sobre a empresa

A Joann era uma varejista dos Estados Unidos, com sede em Ohio, e ficou conhecida por vender tecidos, itens de costura, materiais para artesanato, fios, produtos de decoração e artigos usados em projetos manuais.

A empresa foi fundada em 1943, inicialmente como Cleveland Fabric Shop, e ao longo das décadas se consolidou como uma das principais redes americanas voltadas ao público que trabalha com costura, artesanato e atividades criativas.

Antes do encerramento, a companhia operava cerca de 800 lojas espalhadas por 49 estados dos EUA e tinha aproximadamente 19 mil funcionários, incluindo milhares de trabalhadores em regime de meio período.

A marca, antes chamada Jo-Ann Fabrics, passou a usar o nome Joann em 2018, como parte de uma tentativa de ampliar sua imagem para além dos tecidos e reforçar a venda de outros produtos.

No processo de falência mais recente, a empresa informou dívidas de US$ 615,7 milhões, além de mais de US$ 133 milhões devidos a fornecedores, números que ajudam a dimensionar o tamanho da crise que levou ao fechamento total da operação.

Esta matéria foi elaborada com base em informações do material-base fornecido, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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