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Bloco de concreto celular pode cortar até 30% do custo da sua obra e ainda derruba 5 mitos que confundem até profissionais da construção: entenda por que ele assusta, mas entrega mais que o esperado

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 05/01/2026 às 11:22
Assista o vídeoBloco de concreto celular desafia mitos, pode reduzir o custo da obra em até 30% e melhora desempenho térmico e acústico quando aplicado com critério técnico.
Bloco de concreto celular desafia mitos, pode reduzir o custo da obra em até 30% e melhora desempenho térmico e acústico quando aplicado com critério técnico.
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Material ainda cercado de desconfiança no canteiro pode reduzir custos, acelerar a execução e melhorar o desempenho térmico e acústico quando aplicado com critério técnico, contrariando percepções comuns sobre fragilidade, umidade, dificuldade de uso e limitações em reformas.

O bloco de concreto celular, também chamado em parte do mercado de concreto celular espumoso ou concreto celular autoclavado, ainda encontra resistência em obras e reformas por causa de dúvidas recorrentes sobre resistência, umidade, custo e execução.

Na prática, quando o material é comprado de fabricantes com controle de qualidade e aplicado na função correta, ele se consolida como uma alternativa leve para alvenaria de vedação, com ganhos de produtividade e potencial de reduzir o custo global da obra, mesmo que o preço unitário pareça mais alto em comparação com tijolos e blocos tradicionais.

Por que o concreto celular ainda gera desconfiança na construção civil

Uma parte do receio vem do contraste entre aparência e desempenho.

Por ser um material mais leve e com estrutura porosa, o bloco de concreto celular costuma ser associado, de forma apressada, a fragilidade ou baixa durabilidade.

Outra razão é cultural.

Estudos sobre o tema apontam que a construção civil tende a repetir técnicas já conhecidas e amplamente dominadas, o que dificulta a adoção de soluções novas quando falta padronização de compra, treinamento e detalhamento de obra.

Resistência do bloco de concreto celular e limites de aplicação

O bloco de concreto celular não é “fraco” por definição.

A resistência depende diretamente do processo produtivo e da composição, assim como acontece no concreto convencional.

No caso do concreto celular, a literatura técnica destaca que variáveis como massa específica e consumo de cimento influenciam o resultado final, o que reforça a importância de dosagem e controle de produção.

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Nesse ponto, o risco costuma aparecer quando o produto é feito de forma artesanal, sem controle do fator água-cimento e sem cura adequada.

Já em linhas industriais, os blocos são fabricados com foco na aplicação prevista, especialmente em paredes e divisórias, com desempenho compatível com o uso em vedação.

Também é importante separar funções.

Em geral, o bloco de concreto celular entra como vedação não estrutural, ou seja, não substitui pilares, vigas e fundações.

A leitura correta do projeto e das especificações do fabricante evita que o material seja exigido além do que foi pensado para entregar.

Custo da obra com concreto celular vai além do preço da peça

O preço unitário pode confundir, porque a comparação direta entre “uma peça e outra” costuma ignorar o que pesa de verdade no orçamento: consumo de argamassa, desperdício, tempo de execução, logística interna e produtividade.

Em publicações setoriais e em materiais de fabricantes, o argumento central é que o sistema tende a reduzir perdas e acelerar a alvenaria por exigir menos peças por metro quadrado e por facilitar cortes e ajustes.

Nessa lógica, o custo final pode cair de forma relevante, e há quem atribua ao conjunto uma redução que chega a 30% em determinados cenários de obra, especialmente quando a análise inclui estrutura mais leve e menos retrabalho.

Mesmo quando essa economia máxima não se confirma em todos os projetos, o ponto técnico permanece.

Comparar apenas o valor do bloco costuma ser um atalho ruim.

O custo global depende do método de execução, do tipo de revestimento, das instalações embutidas e do nível de racionalização do canteiro.

Execução e produtividade no canteiro de obras

No canteiro, a leveza é um divisor de águas.

O bloco de concreto celular tende a reduzir esforço no transporte e no assentamento, além de simplificar ajustes durante a execução.

Outro fator é a trabalhabilidade.

Fabricantes e documentos técnicos descrevem o material como fácil de cortar e adaptar, o que ajuda na abertura de vãos e no encaixe de instalações, com menor geração de entulho quando a modulação é bem planejada.

Quando a obra adota uma paginação coerente e prevê pontos de amarração e encontros de paredes, a execução tende a ficar mais previsível.

Por outro lado, o ganho diminui se o canteiro tenta improvisar soluções sem respeitar as orientações de aplicação e acabamento.

Infiltração, umidade e comportamento do concreto celular

A discussão sobre água quase sempre nasce da palavra “poroso”.

O concreto celular, por sua natureza, tem uma estrutura com vazios de ar, o que muda o comportamento em alguns ensaios.

Ainda assim, teste de imersão total é um cenário extremo e pouco parecido com o que acontece numa parede pronta, protegida por revestimentos e detalhes de obra.

Na prática, o desempenho contra umidade depende de dois pontos: especificação do bloco e proteção superficial.

Em estudos com bloco de concreto celular autoclavado, a indicação é que ele pode ser usado de forma eficiente tanto em ambientes internos quanto em aplicações externas, desde que receba tratamentos adequados para evitar problemas associados à umidade.

Além disso, vale lembrar o básico que costuma valer para qualquer vedação.

Sem impermeabilização na base, sem pingadeiras, sem arremates corretos e sem revestimento compatível, o risco de patologia sobe independentemente do material escolhido.

Reforma e flexibilidade em edificações com concreto celular

Como o bloco de concreto celular é aplicado, em regra, como vedação, reformas seguem a mesma lógica de outras alvenarias não estruturais.

Isso significa que é possível abrir e fechar vãos, redistribuir paredes internas e adaptar instalações, desde que a estrutura principal da edificação seja respeitada.

O ponto crítico, mais uma vez, é projeto e execução.

Mudanças de layout exigem verificação de cargas, pilares e vigas, e isso não muda porque a vedação é de concreto celular.

Em outras palavras, a reforma não é “proibida” pelo material, mas precisa obedecer aos limites estruturais do imóvel.

Onde o concreto celular costuma entregar mais resultados

O bloco de concreto celular costuma ser lembrado por leveza, isolamento térmico e acústico e facilidade de execução.

Em pesquisa de caracterização de blocos autoclavados, esses atributos aparecem como parte do motivo de valorização do material, inclusive pela facilidade de corte e fixação e pelo potencial de contribuir para edificações mais eficientes do ponto de vista energético.

Ainda assim, a entrega real depende de compatibilização de detalhes: tipo de argamassa, revestimento, fixação de cargas em parede, juntas e tratamento de áreas molhadas.

Sem esses cuidados, o material vira bode expiatório de falhas que, na origem, são de especificação e execução.

No fim, o concreto celular não é “milagre” nem “vilão”.

Ele é uma alternativa com regras próprias, que pode ser competitiva quando aplicada com critério técnico e comparada pelo conjunto da obra, não só pelo preço da peça.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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