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Ciclone no oceano abre caminho para uma massa de ar polar que pode levar o termômetro a zero grau nas serras de SC e do RS, com geada prevista para o fim de semana e temporais entre o Paraná e Santa Catarina

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 21/05/2026 às 17:43
Atualizado em 21/05/2026 às 17:49
Ciclone no Atlântico abre caminho para massa de ar polar que leva o termômetro a zero grau nas serras de SC e RS, com geada no fim de semana e temporais no Sul.
Ciclone no Atlântico abre caminho para massa de ar polar que leva o termômetro a zero grau nas serras de SC e RS, com geada no fim de semana e temporais no Sul.
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Um ciclone extratropical no oceano Atlântico mantém o Sul do Brasil em alerta e abre caminho para a entrada de uma massa de ar polar capaz de levar o termômetro a zero grau nas serras de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Há previsão de geada no fim de semana e de temporais entre o Paraná e Santa Catarina.

Em 21 de maio de 2026, quinta-feira, a Defesa Civil de Santa Catarina, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Serviço Meteorológico Marinho da Marinha do Brasil emitiram alertas conjuntos para o avanço de uma massa de ar polar sobre o Sul do país, impulsionada por um ciclone extratropical em atuação no oceano Atlântico. Segundo os órgãos, o sistema mantém o litoral entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina sob aviso de mau tempo, com ondas de até 3 metros, e abre caminho para frio intenso, com temperaturas mínimas que podem chegar a zero grau nas serras catarinense e gaúcha entre a sexta-feira (22) e o sábado (23).

O avanço dessa massa de ar polar é o ponto central do alerta. De acordo com o Inmet, além da queda acentuada de temperatura, há previsão de geada na serra catarinense entre sexta e sábado, enquanto áreas de instabilidade devem provocar temporais entre o Paraná e Santa Catarina, com chuva forte no centro-sul de São Paulo no fim de semana. A combinação de mar agitado no litoral, frio congelante no interior e temporais localizados configura um cenário de atenção redobrada para moradores, pescadores, agricultores e motoristas em toda a Região Sul do Brasil.

Como o ciclone abriu caminho para a massa de ar polar

O fenômeno começa no oceano. Um ciclone extratropical é um sistema de baixa pressão que se forma a partir do encontro de massas de ar com temperaturas diferentes, comum no Atlântico Sul nesta época do ano. Ao girar e se deslocar, esse ciclone funciona como uma espécie de bomba que puxa o ar frio das latitudes mais ao sul do continente em direção ao Brasil. É justamente esse movimento que abre o caminho para o avanço da massa de ar polar sobre o território brasileiro.

Na prática, o ciclone e a massa de ar polar atuam de forma complementar. Enquanto o sistema de baixa pressão provoca ventos intensos, mar agitado e ressaca no litoral, o ar polar que avança por trás dele derruba as temperaturas no interior. Esse encadeamento explica por que, em poucos dias, o Sul do Brasil sai de um padrão mais ameno para um cenário de frio congelante, com risco de geada. A entrada da massa de ar polar é o segundo capítulo de um processo que começa com o ciclone em alto-mar.

Frio congelante e geada nas serras de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul

Ciclone no Atlântico abre caminho para massa de ar polar que leva o termômetro a zero grau nas serras de SC e RS, com geada no fim de semana e temporais no Sul.
Segundo o Inmet, as temperaturas mínimas podem chegar a zero grau nas serras de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul durante a passagem do sistema.

A Defesa Civil de Santa Catarina prevê frio intenso especialmente entre a noite de quinta-feira (21) e a manhã de sexta-feira (22), com possibilidade de geada nas regiões serranas ao longo do fim de semana. Em anos recentes, episódios semelhantes registraram mínimas negativas em cidades como São Joaquim e Urupema, na serra catarinense, e em municípios dos Campos de Cima da Serra, no Rio Grande do Sul.

A geada se forma quando a temperatura próxima ao solo cai a níveis muito baixos, com céu aberto e pouca umidade no ar durante a madrugada. Nessas condições, o vapor de água presente na superfície congela, formando a fina camada branca característica sobre plantas, telhados e veículos. Para a agricultura, esse fenômeno exige atenção especial, já que a geada pode danificar lavouras sensíveis, hortaliças e pastagens. A chegada da massa de ar polar torna esse risco concreto para os produtores das regiões mais altas do Sul do país neste fim de semana.

Ondas de até 3 metros e ressaca no litoral de SC e RS

Antes mesmo de o frio chegar com força, o ciclone já provoca efeitos no mar. O Serviço Meteorológico Marinho da Marinha do Brasil emitiu aviso de mau tempo para a faixa litorânea entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com previsão de ondas de direção Sul a Sudeste de até 3 metros de altura entre a noite de quinta-feira (21) e a manhã de sexta-feira (22), no trecho entre Mostardas, no litoral gaúcho, e Florianópolis, capital catarinense.

A Defesa Civil de Santa Catarina detalhou que o mar fica especialmente agitado entre a Grande Florianópolis e o Litoral Sul, com ondas entre 2 e 3 metros e picos que podem alcançar 3,5 metros. O órgão classificou o risco como alto para ocorrências relacionadas à agitação marítima, principalmente em atividades de pesca, navegação e esportes náuticos. O fenômeno ocorre por causa do chamado swell, ondulações formadas em alto-mar pelo vento do ciclone, que viajam longas distâncias até atingir a costa, mesmo após o sistema se afastar do litoral. Mesmo distante da costa, o ciclone que precede a massa de ar polar já se faz sentir no mar.

Temporais entre o Paraná e Santa Catarina e chuva forte em São Paulo

Enquanto o frio avança pelo interior, áreas de instabilidade associadas ao mesmo sistema devem provocar temporais entre o Paraná e Santa Catarina, segundo o Inmet. Esses temporais podem vir acompanhados de raios, rajadas de vento e chuva intensa em curto período, o que aumenta o risco de alagamentos pontuais, queda de árvores e transtornos no trânsito das duas regiões. A orientação dos órgãos de defesa civil é evitar áreas alagáveis e abrigos improvisados durante as pancadas mais fortes.

No centro-sul de São Paulo, a previsão é de chuva forte no sábado, à medida que a frente fria associada ao sistema avança em direção ao Sudeste. Esse padrão de chuva concentrada, seguido por queda de temperatura, é típico da passagem de frentes frias impulsionadas por uma massa de ar polar. A recomendação dos meteorologistas é acompanhar de perto os avisos atualizados, já que a intensidade e a localização exata dos temporais podem variar conforme o deslocamento do ciclone e o ritmo de entrada do ar polar sobre o continente.

O contraste com o calor e a chuva na Região Norte do Brasil

Enquanto o Sul enfrenta frio intenso, mar agitado e risco de geada, a Região Norte do Brasil segue em um cenário oposto. A previsão do Inmet aponta pancadas de chuva e trovoadas, especialmente nos estados do Amazonas, Amapá, Roraima e Pará, com acumulados que podem ultrapassar 70 milímetros em algumas áreas. Esse contraste é uma característica marcante do clima brasileiro, em que a mesma configuração atmosférica produz efeitos radicalmente diferentes conforme a latitude.

A explicação está na dinâmica das massas de ar. Enquanto a massa de ar polar empurra o frio do extremo sul do continente em direção ao território brasileiro, o Norte permanece sob influência de sistemas tropicais úmidos, que favorecem a formação de chuvas convectivas intensas. Esse mosaico climático, com frio recorde no Sul e calor úmido no Norte ao mesmo tempo, evidencia como um único país de dimensões continentais pode viver realidades meteorológicas completamente distintas no mesmo dia. A atuação da massa de ar polar é apenas a peça mais visível desse quebra-cabeça atmosférico.

Como se preparar para a chegada da massa de ar polar no Sul

Diante do alerta, órgãos de defesa civil recomendam uma série de cuidados. Para o frio, a orientação é reforçar o agasalho, especialmente de crianças e idosos, manter ambientes aquecidos com ventilação adequada para evitar acúmulo de gases tóxicos de aquecedores, e dar atenção a pessoas em situação de rua, que são as mais vulneráveis às baixas temperaturas. Animais domésticos e de produção também precisam de abrigo nas noites mais frias.

Para o mar agitado, a recomendação é evitar atividades de pesca, navegação e esportes náuticos durante o pico da ressaca, além de redobrar a atenção em regiões sujeitas a alagamentos costeiros. Para a geada, produtores rurais devem proteger lavouras sensíveis sempre que possível. Já para os temporais, vale evitar áreas de risco e acompanhar os avisos atualizados do Inmet e das defesas civis estaduais. A passagem da massa de ar polar tende a ser rápida, mas exige atenção concentrada nas próximas horas e dias em toda a Região Sul.

O episódio reúne, em poucos dias, três fenômenos que costumam aparecer juntos no outono e no inverno do Sul do Brasil: o ciclone extratropical no oceano, o mar agitado no litoral e a entrada da massa de ar polar pelo interior. O resultado é um cenário de frio congelante, geada nas serras e temporais localizados, que exige preparo da população e atenção dos órgãos públicos. Para um país com a diversidade climática do Brasil, acompanhar de perto cada alerta é a melhor forma de reduzir riscos e prejuízos.

Como está o tempo na sua cidade com a chegada dessa massa de ar polar? Você mora em uma região de serra e já se preparou para a possibilidade de geada neste fim de semana? Deixe seu comentário, conte qual foi a temperatura mais baixa que você já enfrentou no Sul e compartilhe a matéria com familiares, vizinhos e amigos que precisam se proteger do frio intenso nos próximos dias.

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Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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