O principal polo de desenvolvimento econômico do Ceará, o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), recebeu na segunda-feira (22) a comitiva chinesa do Governo Municipal de Dalian.
Um projeto considerado ambicioso, mas que ainda não saiu do papel, é a unidade de refino de petróleo no Ceará. Considerada uma obra prioritária para o Governo do Estado, as tratativas avançam, mas sem alarde. Tudo para não azedar o negócio, como ocorreu com a também chinesa Qingdao Xinyutian Chemical, responsável pelo projeto anterior.
Ontem, 22, o governador Camilo Santana recebeu os representantes da gestão municipal de Dalian, cidade chinesa que fica a 840 km da capital Pequim. No entanto, não escondeu o desejo de trazer a refinaria para o Ceará, diretamente no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). “Ficamos muito empolgados com as últimas tratativas e estamos otimistas quanto a possibilidade dessa parceria”, declarou o governador.
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A comitiva também conheceu as obras que estão em andamento, como a ampliação da área de contêineres para carga perigosa; a nova ponte de acesso ao terminal de múltiplo uso; o novo portão de acesso; e o novo berço de atracação. Todas essas obras fazem parte do pacote de expansão do Complexo Industrial e Portuário do Pecém.
“Eles conheceram o Porto; a Zona de Processamento de Exportação; a Siderúrgica (CSP). Ficaram bem impressionados com toda essa logística que foi criada aqui no Complexo do Pecém. E a nossa ideia é que a gente possa avançar em parcerias e atração de investimentos”, afirmou Danilo Serpa.
“A visita mostra que eles têm interesse em desenvolver alguma relação comercial conosco. Mantém vivas as expectativas para que a gente possa não só realizar uma parceria, mas também discutir projetos importantes no Ceará através de empresas chinesas”, disse o secretário Maia Júnior.
Em abril, Camilo visitou Dailan e firmou parcerias na área da educação e desenvolvimento econômico. Foi assinado um acordo de intercâmbio que prevê que alunos de escolas públicas do Estado viajem para o país asiático. O objetivo é promover a troca de experiências culturais, esportivas, além do aprendizado do idioma local.
Na parte econômica, o “filé” pode ser a refinaria, mas também um estaleiro ou unidade voltada à indústria naval. Isso porque Dailan é forte não só na área petroquímica.
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