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China surpreende o mundo com descoberta de jazida “supergigante” avaliada em US$ 85,9 bilhões, contendo mais de 1.000 toneladas de ouro a 2.000 metros de profundidade e concentração impressionante de 138 gramas por tonelada de rocha

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 12/05/2026 às 14:44 Atualizado em 12/05/2026 às 15:11
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China anuncia jazida supergigante de ouro em Hunan com mais de 1.000 toneladas e valor estimado em US$ 85,9 bilhões.
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Descoberta em Hunan coloca China no centro do mercado global de ouro após identificação de uma jazida com potencial superior a 1.000 toneladas, encontrada em grandes profundidades e com concentração mineral considerada elevada para padrões internacionais da mineração.

Autoridades chinesas anunciaram a identificação de uma jazida de ouro de grande escala no campo aurífero de Wangu, localizado no condado de Pingjiang, na província de Hunan, com reservas estimadas em mais de 1.000 toneladas, segundo dados divulgados pela agência estatal Xinhua e repercutidos internacionalmente.

Apresentado oficialmente pelo Escritório Geológico da Província de Hunan em novembro de 2024, o depósito passou a atrair atenção global pelo volume projetado, pela profundidade das estruturas minerais e pelo teor elevado de ouro encontrado em parte das amostras analisadas pelos pesquisadores.

Jazida de ouro em Hunan chama atenção internacional

Segundo o órgão geológico local, os pesquisadores identificaram mais de 40 veios de ouro distribuídos em uma faixa de até 2.000 metros de profundidade, região onde os levantamentos iniciais já apontaram aproximadamente 300 toneladas de reservas reconhecidas pelas equipes técnicas.

Além desse volume inicial, a projeção superior a 1.000 toneladas considera estruturas minerais que podem avançar para profundidades maiores, acima de 3.000 metros, cenário mencionado pela agência estatal Xinhua ao detalhar os primeiros resultados da descoberta.

Embora a área já fosse conhecida pela atividade mineradora, a nova avaliação ampliou significativamente o potencial econômico do campo de Wangu e levou autoridades chinesas a classificar o achado como um depósito de porte considerado “supergrande”.

China anuncia jazida supergigante de ouro em Hunan com mais de 1.000 toneladas e valor estimado em US$ 85,9 bilhões.
China anuncia jazida supergigante de ouro em Hunan com mais de 1.000 toneladas e valor estimado em US$ 85,9 bilhões.

Valor bilionário reforça importância estratégica do depósito

Na avaliação divulgada pela imprensa estatal chinesa, o depósito foi estimado em aproximadamente 600 bilhões de yuans, valor equivalente a cerca de US$ 82,9 bilhões na conversão utilizada pela Reuters durante a divulgação das informações em novembro de 2024.

Enquanto parte da imprensa internacional mencionou cifras próximas de US$ 85,9 bilhões, analistas apontaram que a diferença está ligada às oscilações cambiais e à cotação internacional do ouro, que sofre alterações constantes no mercado global de commodities.

Outro ponto que chamou atenção foi o teor registrado em determinadas amostras, que alcançou até 138 gramas de ouro por tonelada de minério, nível considerado elevado quando comparado aos padrões normalmente observados em operações comerciais de mineração.

China amplia liderança mundial na produção de ouro

A nova descoberta ocorre em um momento em que a China já ocupa a liderança global na produção de ouro, posição consolidada ao longo dos últimos anos com investimentos em mineração, exploração geológica e fortalecimento das cadeias ligadas aos metais preciosos.

Dados do World Gold Council apontam que o país asiático liderou a produção mundial em 2024, respondendo por cerca de 10% de todo o ouro extraído globalmente, à frente de tradicionais potências do setor mineral.

Nesse contexto, o campo de Wangu ganha importância estratégica para Pequim, que busca ampliar a segurança de suprimentos considerados essenciais para a indústria, para o setor tecnológico e também para o fortalecimento de suas reservas financeiras.

Mesmo diante do potencial bilionário da descoberta, a existência de uma grande jazida não representa início imediato das operações, já que a transformação de uma reserva geológica em produção comercial exige estudos técnicos, licenças ambientais e avaliações econômicas detalhadas.

Mineração profunda exige tecnologia avançada

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Entre os principais desafios para uma eventual exploração em larga escala está justamente a profundidade do depósito, já que operações localizadas entre 2.000 e 3.000 metros exigem tecnologia avançada, infraestrutura robusta e planejamento operacional de longo prazo.

Nesse tipo de mineração profunda, as empresas precisam investir em sistemas complexos de ventilação, controle térmico, transporte subterrâneo e segurança estrutural, fatores que elevam significativamente os custos e aumentam a complexidade das futuras operações comerciais.

Ao mesmo tempo, especialistas alertam que qualquer avanço dependerá de avaliações ambientais rigorosas, porque projetos desse porte podem afetar recursos hídricos, alterar áreas de solo e exigir controle permanente sobre resíduos e substâncias utilizadas no processamento mineral.

Por essa razão, o anúncio segue sendo tratado como uma descoberta de enorme potencial econômico, embora ainda dependa de novas sondagens, estudos de viabilidade e validações independentes capazes de confirmar o tamanho efetivo das reservas estimadas.

Campo de Wangu pode entrar entre os maiores do planeta

Se as projeções superiores a 1.000 toneladas forem confirmadas nos próximos estudos, o campo de Wangu poderá entrar na lista dos maiores depósitos auríferos já identificados no planeta, embora comparações diretas com minas em atividade ainda exijam cautela por parte do setor.

Isso acontece porque reservas geológicas, recursos inferidos e produção economicamente viável representam categorias técnicas diferentes, utilizadas para medir não apenas o volume existente no subsolo, mas também a possibilidade real de exploração comercial do minério.

Na prática, um depósito pode conter enormes quantidades de ouro sem que todo esse material seja extraído economicamente, já que fatores ambientais, custos operacionais e limitações tecnológicas costumam reduzir parte do potencial inicialmente estimado pelos levantamentos geológicos.

Com isso, a descoberta passou a ser vista como um avanço relevante para a geologia chinesa e para o mercado internacional de metais preciosos, ainda que o impacto definitivo dependa da capacidade de transformar projeções promissoras em mineração segura, viável e fiscalizada.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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