Imagens inéditas de um caça furtivo embarcado em estágio industrial revelam sinais de expansão fabril, testes em ritmo contínuo e uma estratégia de comunicação voltada a destacar capacidade produtiva, sem expor dados sensíveis de desempenho ou armamentos.
Imagens oficiais divulgadas no início de 2026 mostraram o J-35, caça furtivo chinês voltado a operações em porta-aviões, decolando com uma cobertura verde uniforme que não costuma aparecer em aeronaves já prontas para serviço.
O material, publicado por canais estatais e reproduzido por veículos locais, aponta que o jato estava em etapa de testes de fábrica e ainda passaria por pintura final, ao mesmo tempo em que reforçou uma mensagem de capacidade industrial da fabricante em Shenyang, no nordeste da China.
A própria CGTN descreveu a decolagem como o “primeiro voo” do ano para o modelo e afirmou que a aeronave estava “revestida com um primer verde”, numa indicação explícita de que se tratava de um exemplar em rotina de ensaios industriais.
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A emissora acrescentou que o jato está na fase de testes de voo conduzidos a partir da fábrica e que receberá pintura definitiva mais adiante.
O significado da “pele verde” no programa J-35
O tom verde, chamado informalmente de “pele verde” nas redes sociais, aparece associado ao primer usado em etapas de montagem e verificação.
Em vez do cinza habitual ligado a aeronaves com acabamento tático, o material visto nas imagens sugere um estágio anterior, em que a prioridade é validar ajustes e desempenho sob padrões de fábrica antes do revestimento final.
A leitura foi reforçada por reportagens que trataram o episódio como uma vitrine do processo produtivo.

Ao exibir um caça ainda sem o acabamento típico de frota, a comunicação desloca o foco do produto pronto para a linha de montagem, dando visibilidade a ciclos de checagem e a uma cadência de testes associada a entregas futuras.
Origem das imagens e o papel de Shenyang
A imprensa estatal chinesa situou o registro do voo em instalações ligadas à Shenyang Aircraft Corporation, subsidiária do conglomerado AVIC.
Segundo o Global Times, as imagens e o vídeo foram publicados em conta oficial da empresa nas redes sociais chinesas e mostraram a decolagem ocorrendo em Shenyang, na província de Liaoning.
Na mesma linha, a reportagem descreveu o J-35 como a variante naval de uma família que inclui o J-35A, associado à Força Aérea.
O texto ainda inseriu o programa em uma sequência de aparições públicas recentes, ao mencionar que o caça teria chamado atenção desde apresentações oficiais anteriores.
Esse enquadramento é relevante porque conecta a divulgação do “verde” a um contexto mais amplo de exposição seletiva do processo industrial.
Não se trata apenas de mostrar um voo, mas de registrar o ambiente de produção e sugerir avanço material do programa, com aeronaves já circulando em rotinas de fábrica.
Meta de dobrar produção e expansão industrial
O movimento ganhou outra camada quando o South China Morning Post relacionou a divulgação do vídeo a uma meta anunciada pela fabricante.
Segundo o jornal, o plano é dobrar a produção de aviões de guerra no horizonte de três a cinco anos.
O material exibiu um J-35 em primer verde acelerando na pista e decolando em Liaoning.
Além disso, imagens mostraram dois exemplares na mesma tonalidade estacionados no aeródromo, descritos como recém-saídos da fabricação por ainda não apresentarem o acabamento cinza típico de aeronaves em serviço.
Em paralelo, a reportagem citou informações atribuídas ao Liaoning Daily, indicando que a planta principal de montagem de um novo complexo fabril teria sido concluída até o fim de junho do ano anterior.
O texto afirmou que a montagem de produtos já havia começado e que a expectativa era de entrada em produção em massa em etapa seguinte.
Os dados também incluíram referências a investimentos anteriores para a construção de um novo local de produção.
O projeto foi associado a uma “cidade aeroespacial” planejada para a região de Shenyang.
Nesse contexto, o conjunto de obras e metas é usado como sinal público de expansão, enquanto a exposição do caça em primer funciona como evidência visual de atividade industrial.
Testes de fábrica e comunicação estratégica

Ao definir o J-35 como um caça furtivo de nova geração e de emprego multirole, a CGTN enfatizou um perfil amplo de missões, sem entrar em detalhes operacionais sensíveis.
A abordagem reforça um argumento central da divulgação.
Um programa desse porte exige repetição de voos, validações e certificações antes de atingir uma cadência maior de entregas.
O material divulgado foi apresentado como parte desse ciclo.
Já o Global Times acrescentou que o J-35 ganhou atenção desde sua aparição em eventos oficiais em 2025.
O jornal situou o modelo dentro de uma estratégia de comunicação em que a indústria e a mídia estatal mostram mais recortes do processo produtivo quando os projetos já foram apresentados ao público.
Esse tipo de exposição, embora controlada, amplia a percepção de avanço ao deslocar a narrativa do protótipo para o fluxo de fábrica.
Impacto internacional da transparência seletiva
A exposição de um caça furtivo naval em etapa de fábrica costuma chamar atenção por dois motivos ao mesmo tempo.
A aparência incomum do primer verde funciona como evidência de cronograma industrial, ainda que não revele desempenho.
Além disso, a decisão de divulgar imagens de alta visibilidade em ambiente de testes sugere uma intenção de comunicar confiança em processos e capacidade de fabricação.
Nesse quadro, a “pele verde” deixa de ser apenas um detalhe de acabamento.
Ela passa a operar como um marcador de fase, indicando que o exemplar filmado não era, naquele momento, o padrão visual de uma aeronave pronta para serviço.
Ainda assim, o gesto de tornar essa etapa pública pode ser lido como parte de uma estratégia mais ampla de demonstrar escala e regularidade de produção.
Se imagens de testes e de aeronaves em primer sugerem cadência industrial e expansão de capacidade, que efeito esse tipo de exposição de bastidores pode produzir na forma como outros países avaliam o ritmo real de fabricação de caças furtivos na China?


Eu tive a leve impressão quê a China copiou o caça americano,nossa eles são especialistas em falsificação.!