Sistema com levitação magnética promete lançamentos mais rápidos, baratos e sustentáveis e pode mudar a corrida espacial
A China está preparando um salto ousado na corrida espacial: lançar foguetes com levitação magnética para competir diretamente com empresas como a SpaceX. O projeto, liderado por uma companhia privada chinesa, busca transformar o conceito de lançamento ao empregar tecnologia maglev, a mesma usada em trens-bala, para acelerar foguetes antes da ignição. A novidade pode reduzir custos, aumentar a segurança e elevar a frequência de missões espaciais. A informação foi publicada por portais internacionais como Interesting Engineering, SCMP e Caliber.az.
A China quer se consolidar como potência aeroespacial e mira diretamente no modelo da SpaceX, conhecida pela reutilização de foguetes e avanços tecnológicos. Para isso, está investindo em uma plataforma que usa levitação magnética (maglev) para impulsionar foguetes horizontalmente a altíssimas velocidades antes da decolagem vertical. De acordo com o South China Morning Post, a ideia é reduzir o uso de combustível, aliviar o impacto nos motores e baratear o processo de lançamento. Essa tecnologia poderá ser o diferencial chinês frente à estratégia da SpaceX baseada em foguetes convencionais reutilizáveis.
Como funciona o sistema maglev para lançamentos espaciais

O conceito maglev já é conhecido por seu uso em trens de alta velocidade, como os que operam em Xangai. No setor espacial, a tecnologia está sendo adaptada para criar uma pista horizontal onde o foguete será acelerado sem atrito, usando campos magnéticos, até atingir velocidades supersônicas. Segundo o portal Interesting Engineering, essa abordagem promete não apenas eficiência, mas também menor desgaste estrutural das aeronaves e uma operação mais silenciosa e limpa, algo que a SpaceX também busca em seus projetos com naves mais sustentáveis.
-
Três adolescentes surpreendem o mundo ao criarem pó com sementes de tamarindo que remove microplásticos da água, dispensa eletricidade e vence prêmio internacional de US$ 12.500 no The Earth Prize 2026
-
China prepara um “Hubble panorâmico” com 2,5 bilhões de pixels e campo de visão 300 vezes maior: Xuntian terá espelho de 2 metros, resolução próxima à do telescópio americano, poderá atracar na estação espacial Tiangong para manutenção e promete mapear 40% do céu em uma década
-
EMS lança caneta Ozivy por R$ 452 e entra de vez na briga das emagrecedoras que movimentam farmácias e pacientes no Brasil
-
Panamá aposta em ponte ferroviária de US$ 4,5 bilhões sobre o Canal do Panamá e chama a Renfe para validar uma linha de alta velocidade de 450 km que promete 50 mil empregos, mas ainda enfrenta o desafio técnico de cruzar uma das rotas mais estratégicas do mundo
China quer testar plataforma maglev até 2028 para rivalizar com a SpaceX.
A empresa chinesa Galactic Energy lidera o projeto e espera inaugurar a primeira plataforma operacional de lançamento maglev até o ano de 2028. Conforme divulgado pelo site Caliber.az, a construção do complexo já está em estágio avançado e envolve especialistas de diversas áreas, incluindo ex-funcionários de agências espaciais. A iniciativa integra os planos da China de se consolidar como protagonista no novo mercado espacial, onde atualmente a SpaceX reina com folga em número de lançamentos e contratos internacionais.
Vantagens sobre o modelo atual da SpaceX
Embora a SpaceX tenha revolucionado o setor com foguetes reutilizáveis, a proposta chinesa com o maglev mira outras vantagens: menor consumo de combustível, redução do custo por lançamento e uma estrutura fixa com menor manutenção. Segundo análises do SCMP, essa nova abordagem poderá permitir lançamentos mais frequentes e com menor intervalo entre as missões, o que beneficiaria especialmente projetos comerciais e de pequenos satélites. Caso funcione como planejado, a China poderá superar a SpaceX em frequência e acessibilidade a médio prazo.
A disputa entre SpaceX e o programa espacial chinês vai além de tecnologia, envolve geopolítica, economia e o futuro da presença humana no espaço. A entrada do maglev como opção viável de lançamento pode abrir novas rotas comerciais, científicas e até interplanetárias. Para especialistas, se a China conseguir validar o modelo, o mundo verá uma nova revolução no acesso ao espaço. Enquanto isso, a SpaceX se mantém como referência, mas agora com concorrência mais acirrada no horizonte.

-
2 pessoas reagiram a isso.