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China cria antena 5G de papel que custa 95% menos e pode equipar navios de guerra em massa com conexão mais ampla

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 21/04/2026 às 09:04 Atualizado em 21/04/2026 às 09:06
Antena de papel, China, Antena
Imagem: Ilustração artística
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A antena 5G de papel desenvolvida por pesquisadores chineses usa papel fotográfico e tinta de cobre, corta custos em mais de 95% e pode ampliar a comunicação naval militar embarcada

Pesquisadores chineses desenvolveram uma antena 5G de papel para navios, feita com papel fotográfico e tinta condutora de cobre. O projeto corta custos estruturais em mais de 95% e pode ampliar redes militares no mar.

Antena 5G de papel muda o projeto

O avanço foi apresentado em estudo técnico da Universidade de Tecnologia de Liaoning. A equipe projetou uma antena MIMO de ondas milimétricas voltada ao uso em navios.

O principal diferencial está no material. Em vez de substratos eletrônicos caros e rígidos, os cientistas usaram papel fotográfico com menos de 0,3 mm de espessura.

O papel foi combinado com tinta condutora de cobre. A escolha muda o custo estrutural da antena 5G de papel e remove uma barreira para adoção em larga escala.

Segundo o estudo, a troca reduz o custo dos componentes em mais de 95%. Isso abre espaço para aplicar a tecnolgoia em cenários que exigem instalação ampla.

Cobertura naval

Antenas 5G precisam de alta densidade de instalação, sobretudo em ambientes complexos como navios.

Nesses locais, há interferência, obstáculos e pouco espaço disponível para acomodar sistemas de comunicação.

Com baixo custo e estrutura flexível, a antena permite cobretura mais ampla. Os pesquisadores classificam o sistema como solução de última milha para comunicação naval.

Na prática, a proposta busca garantir conexão estável entre equipamentos e sistemas embarcados. Isso atende à demanda por redes capazes de operar no mar.

Disputa tecnológica

O contexto está ligado à corrida tecnológica entre marinhas. Em várias partes do mundo, forças navais tentam integrar o 5G para melhorar comando, controle e transmissão de dados em tempo real.

Os Estados Unidos seguem uma linha diferente. Projetos da Marinha americana envolvem soluções mais caras, incluindo contratos de até US$ 99 milhões para redes em cerca de 140 navios.

A diferença de abordagem é direta. Enquanto os EUA apostam em sistemas de alto custo e complexidade, a China testa alternativas mais simples, escaláveis e baratas para equipar grandes frotas.

Escala e sustentabilidade

Com redes 5G, forças navais ganham comunicação em tempo real, integração com drones e sistemas autônomos e aumento da consciência situacional em combate.

O resultado prático é aceleração das decisões militares e maior capacidade de operação em ambientes dinâmicos.

O ganho, porém, não é apenas técnico. O uso de papel torna o componente biodegradável, reduzindo impacto ambiental e o custo de descarte.

Para o cenário global, o avanço sinaliza mudança global. Tecnologias militares deixam de depender apenas de soluções caras e complexas e passam a incorporar modelos de baixo custo com alta eficiência.

Para o Brasil, a implicação aparece de forma indireta. O país possui costa extensa e depende de vigilância marítima para proteger rotas comerciais e recursos energéticos.

Nesse quadro, soluções mais baratas podem viabilizar modernização mais ampla. O dado central, porém, não é só a antena, mas o modelo de inovação baseado na redução de custos para implementar tecnologia de defesa em escala.

Com informações de O Cafézinho.

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Romário Pereira de Carvalho

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