A chegada da Transnordestina a Quixeramobim, no Sertão Central do Ceará, está transformando o perfil econômico de um município de 82 mil habitantes que até então dependia do polo calçadista e do setor leiteiro. Segundo informações do portal Movimento Economico, na quinta-feira (14), a Magnésio do Nordeste LTDA assinou termo de compromisso com a prefeitura para a instalação de uma fábrica de peças automotivas de magnésio polímero com investimento de R$ 370 milhões, ocupação de 18 hectares e meta de 450 empregos diretos em três fases de expansão, com obras previstas para começar em julho.
A fábrica será a primeira e única unidade do mundo dedicada à produção de peças automotivas em magnésio polímero dentro desse modelo tecnológico, segundo o empresário português Antônio Pinheiro Teixeira, representante da companhia no Brasil, cujo capital reúne investidores norte-americanos e europeus. Mas a fábrica não chega sozinha: à margem da ferrovia, a Value Global Group constrói o Porto Seco José Dias de Macêdo, terminal multimodal com investimento total de R$ 1 bilhão e operação prevista para agosto deste ano. O prefeito Cirilo Pimenta (PSB) anunciou ainda a implantação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e adiantou negociações avançadas para instalar uma montadora de motos no município. “A Transnordestina vai trazer tantos outros investimentos diferentes do que convivemos até agora. Esse é um perfil totalmente modificador da economia”, afirmou Pimenta, que projeta dobrar o PIB municipal de R$ 1,4 bilhão até 2035.
A fábrica que será única no mundo

A unidade que a Magnésio do Nordeste vai instalar em Quixeramobim produzirá chassi e rodas de magnésio polímero para todas as montadoras de automóveis e motocicletas instaladas no Brasil. Esses produtos são hoje integralmente importados, o que significa que a fábrica cearense substituirá importações e posicionará o Sertão Central no cenário global da inovação industrial automotiva. O magnésio polímero combina o metal com polímeros de alta performance para produzir peças estruturais leves e resistentes, reduzindo em até 30% o peso em comparação com alternativas em alumínio, segundo a Rima Industrial, única produtora de magnésio primário do Hemisfério Sul.
O projeto não envolve exploração mineral, mas a transformação industrial de matéria-prima já processada. A cerimônia de assinatura contou com o prefeito Cirilo Pimenta e o empresário Antônio Pinheiro Teixeira, e as obras ficarão a cargo do Grupo Avelino Engenharia Industrial, conglomerado cearense com mais de 30 anos de atuação em construções metálicas. O cronograma prevê 90 funcionários entre 2026 e 2027, chegando a 150 por turno em três turnos até 2030, totalizando 450 postos diretos. A empresa se comprometeu a reservar 80% das vagas à mão de obra local, acima do mínimo de 70% exigido pela lei municipal.
-
De Elon Musk a Campos do Jordão, casa modular compacta da Boxabl chama atenção por unir construção rápida, energia solar, custo menor e uma nova discussão sobre moradia no Brasil
-
Austin cria um bairro inteiro para quem viveu anos nas ruas: comunidade de 51 acres reúne microcasas, hortas, cinema, mercado, clínica e transporte para reconstruir vidas com moradia permanente
-
Engenheiros querem rasgar a África com um canal gigante para levar água do segundo maior rio do mundo até um lago moribundo na beira do deserto do Saara que já perdeu 90% da sua água
-
Família constrói o próprio celeiro usando dois contêineres marítimos de 12 metros e um telhado entre eles gastando cerca de 21 mil dólares depois de receber orçamentos acima de 100 mil dólares para uma construção convencional
O porto seco de R$ 1 bilhão à margem da Transnordestina
Ao lado da fábrica de magnésio, outro investimento bilionário toma forma em Quixeramobim. A Value Global Group constrói o Porto Seco José Dias de Macêdo, um terminal multimodal com investimento total de R$ 1 bilhão, área superior a 362 hectares e operação prevista para agosto deste ano. O terminal será implementado em duas fases e funcionará como ponto de conexão entre a Transnordestina e o transporte rodoviário, permitindo que cargas sejam transferidas entre os dois modais sem precisar seguir até o litoral.
A Transnordestina Logística já fechou contrato para iniciar operações de linha de viagem dentro do porto seco, segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Afrânio Feitosa. As licenças ambientais para início das obras do terminal estavam em fase final de aprovação. Para um município do Sertão Central que até recentemente não figurava em nenhum mapa logístico nacional, ter um porto seco de R$ 1 bilhão operando à margem de uma ferrovia representa uma mudança de patamar que atrai naturalmente outros investimentos.
Dois anos de negociação e uma disputa vencida
A conquista da fábrica de magnésio não foi imediata. O secretário Afrânio Feitosa revelou que as tratativas duraram dois anos e que Quixeramobim concorreu com um município cearense de grande porte e forte influência política, que não foi identificado pelo nome. A disputa envolveu análises de viabilidade econômica, localização, infraestrutura e ambiente político favorável a investimentos. Feitosa estava em Londres quando recebeu a confirmação de que a parceria estava mantida.
“Conseguimos vencer essa batalha porque nosso município apresentou viabilidade econômica, é bem localizado, estruturado e vive uma ambiência política favorável a investimentos”, afirmou Feitosa. A vitória de Quixeramobim sobre um concorrente de maior porte demonstra que a combinação entre Transnordestina, porto seco e disposição política para atrair indústria pode compensar o que um município menor não tem em tamanho e tradição industrial.
Montadora de motos e Zona de Processamento de Exportação
Os investimentos atraídos pela Transnordestina não param na fábrica de magnésio e no porto seco. O prefeito Cirilo Pimenta anunciou a implantação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) em Quixeramobim e adiantou que negociações avançadas estão em curso para a instalação de uma montadora de motos no município, utilizando os incentivos fiscais do instrumento. A ZPE permite que empresas instaladas dentro da zona importem insumos e exportem produtos acabados com isenção ou redução de tributos.
A combinação entre fábrica de peças automotivas, porto seco com ferrovia e montadora de motos criaria em Quixeramobim um ecossistema industrial completo, onde a matéria-prima entra pela ferrovia, é transformada na fábrica, montada na montadora e exportada pelo porto seco até o Porto do Pecém no litoral. Para um município de 82 mil habitantes no Sertão do Ceará, a perspectiva de abrigar esse ciclo produtivo inteiro é transformadora.
A Transnordestina como motor da transformação
A Ferrovia Transnordestina percorre 1.206 quilômetros entre Eliseu Martins, no Piauí, e o Porto do Pecém, no litoral cearense, com chegada prevista a Quixeramobim em 2026. É a proximidade da ferrovia que explica por que investidores com capital europeu e americano escolheram o Sertão Central para instalar uma fábrica mundial de autopeças em vez de optar por capitais ou regiões metropolitanas com infraestrutura já consolidada. A ferrovia oferece escoamento de carga a custo inferior ao rodoviário e conecta o interior do Nordeste diretamente ao principal porto exportador do Ceará.
O prefeito Cirilo Pimenta situou os novos investimentos como complementação a uma base econômica já diversificada: polo calçadista consolidado, polo leiteiro e fábrica de ração com distribuição para outros estados. “É o princípio de uma mudança do perfil econômico do Sertão do Ceará como um todo. Toda semana estamos mais organizados para receber grandes empresários e outros tipos de indústria”, afirmou. A projeção de dobrar o PIB de R$ 1,4 bilhão até 2035 não é modesta, mas a combinação de ferrovia, porto seco, fábrica de magnésio e possível montadora de motos oferece uma base concreta para sustentá-la.
Um sertão que projeta dobrar o PIB em uma década
A Transnordestina está trazendo para Quixeramobim uma fábrica de peças automotivas de magnésio de R$ 370 milhões com 450 empregos, um porto seco de R$ 1 bilhão e negociações para instalar montadora de motos com incentivos de ZPE. O município de 82 mil habitantes no Sertão Central do Ceará projeta dobrar o PIB de R$ 1,4 bilhão até 2035, e a combinação entre ferrovia, terminal multimodal e indústria de alta tecnologia oferece um modelo de desenvolvimento que pode ser referência para outros municípios do interior nordestino. As obras da fábrica começam em julho e o porto seco prevê operação para agosto.
Você acredita que a Transnordestina pode transformar o perfil econômico do Sertão do Ceará? Conte nos comentários o que acha de uma fábrica mundial de autopeças no interior do Nordeste, se o modelo de porto seco com ferrovia faz sentido para a região e como avalia a meta de dobrar o PIB de Quixeramobim em uma década. Queremos ouvir a sua opinião.

Que bom ver o Nordeste do Brasil se desenvolvendo, atenuando a migração do povo nordestino, que tanto amam a sua terra, e que migram para as grandes capitais em busca de oportunidades de trabalho. Parabéns aos Prefeitos que trabalham para a evolução continua do nordeste do Brasil…
❓🇧🇷🇧🇷❓PORQUE A INDUSTRIA NO BRASIL NÃO CRESCE?, ESTA AI A RESPOSTA, PORQUE O QUE DIZ QUE E A FAVOR DO TRABALHADOR ESTA FATIANDO O BRASIL PARA OUTROS PAISES E NÃO DA OPORTUNIDADE PARA OS BRASILEIROS, E NÃO AUMENTA O SALARIO PARA $10.000,09 MAS TODO TEMPO ALMENTA IMPOSTOS, ALMENTA, GAZ, ALIMENTO, LUZ, REMEDIOS, ROUPAS, ALUGUEL INTERNET, COMBUSTIVEL, E O BRASIL É RIQUISSIMO EM PETROLEO, MAS VENDE O PAIZ PARA OUTROS PAISES, ((**** e ALEXANDRE)).🇧🇷🇧🇷
❓🇧🇷❓Digo ES ou Qualquer Estado que seja os Funcionários os trabalhadores do Próprio Estado e não de fora, Porque estão maldizendo as pessoas dizendo que não tem capacidade de trabalho de exercer a função, para colocar escravos CHINESES ( OLHA CAMAÇARI e outras Regiões do BRASIL🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷