Estruturas sustentáveis em formato de cúpula avançam no Brasil com proposta de construção rápida, uso de materiais reciclados e soluções tecnológicas que unem conforto, eficiência energética e integração com a natureza em projetos residenciais e turísticos.
Casas redondas, modulares e feitas com materiais reciclados começam a ganhar espaço em Belém, no Pará, com modelos de domos geodésicos vendidos a partir de R$ 60 mil, reunindo soluções construtivas que combinam eficiência, sustentabilidade e adaptação ao clima local.
Além do formato incomum, essas estruturas integram montagem rápida, isolamento térmico e acústico, automação e acabamento ecológico, características que ampliam o interesse tanto para moradia quanto para projetos voltados ao turismo de experiência em ambientes naturais.
À frente da iniciativa está a Amazônia Domos, empresa criada pela arquiteta Tuane Costa e pelo administrador Thales Barca, que direcionam o negócio para construções sustentáveis voltadas à hospedagem, moradias compactas e empreendimentos alinhados ao turismo ambiental.
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Impulsionada pela visibilidade da COP30, realizada em Belém entre 10 e 21 de novembro de 2025, a procura pelos domos cresceu de forma consistente, refletindo o aumento do interesse por soluções construtivas com menor impacto ambiental na capital paraense.
O que é um domo geodésico e como funciona a estrutura

Caracterizado pelo formato de cúpula, o domo geodésico é formado por peças triangulares que se encaixam com precisão, criando uma estrutura resistente que distribui melhor o peso e reduz a necessidade de pilares ou divisões internas.
Embora lembre um iglu em sua forma, o modelo incorpora materiais contemporâneos e recursos tecnológicos, enquanto a combinação de madeira, plástico reciclado e outros insumos reaproveitados contribui para diminuir resíduos e tornar o processo construtivo mais eficiente.
Diretamente da fábrica, os modelos podem sair com instalações elétricas e hidráulicas prontas, o que reduz etapas da obra e acelera a entrega final, além de incluir versões com fechadura digital, comando de voz e sistemas de automação.
Somam-se a esses recursos as paredes de vidro voltadas para o exterior, elemento que amplia a integração com a paisagem e favorece a entrada de luz natural no interior da estrutura.
Materiais reciclados e identidade regional amazônica
Na composição dos domos, a empresa prioriza materiais naturais, recicláveis e reaproveitados, adotando soluções que dialogam com práticas sustentáveis e com o aproveitamento de recursos disponíveis na região amazônica.
Entre os exemplos apresentados estão plásticos reciclados com textura semelhante à superfície lunar e resíduos de açaí prensados, aplicados nas paredes como alternativa de acabamento com identidade local.

Elementos regionais também aparecem no design interno, já que banheiros podem receber ladrilhos com estampas produzidas por artesãos locais, enquanto móveis utilizam madeira de manejo florestal certificada.
Para além do aspecto estético, esses materiais exercem função técnica relevante, pois o isolamento térmico reduz a troca de calor com o ambiente externo, ao passo que o isolamento acústico contribui para maior conforto no interior.
Construção modular reduz tempo de obra e amplia aplicações
Como parte central do modelo, a construção modular permite que etapas sejam antecipadas fora do canteiro, fazendo com que o tempo de montagem seja reduzido em comparação com métodos tradicionais, dependendo das condições do terreno e do projeto contratado.
Dessa forma, o uso dos domos se amplia para diferentes finalidades, atendendo desde empreendimentos turísticos e pousadas até áreas rurais e projetos de hospedagem alternativa, sempre com foco na integração ao ambiente natural.
No interior, o espaço pode ser configurado com cama, banheiro, iluminação planejada e sistemas automatizados, enquanto a parede de vidro se destaca por permitir a observação do céu e reforçar a conexão com o entorno.
COP30 impulsiona demanda por soluções sustentáveis

Com a realização da COP30 em Belém, empresas ligadas à sustentabilidade ganharam visibilidade, cenário que contribuiu para que os domos passassem a ser considerados uma alternativa viável de hospedagem compacta e de rápida implantação.
Segundo Tuane Costa e Thales Barca, o crescimento do projeto está associado a um processo contínuo de desenvolvimento, resultado de anos de planejamento e execução até alcançar o estágio atual de expansão.
“Quando se está determinado dentro de um projeto, o céu acaba sendo o limite.”
“É um processo que vem lá de trás e que a gente está começando a colher, mas a gente vai muito longe.”
Empresa aposta em expansão e consolidação no mercado
Atualmente, a Amazônia Domos mantém atuação em Belém e concentra sua comunicação em canais digitais, incluindo o e-mail contato@amazoniadomos.com.br e o perfil @amazoniadomoseciaof no Instagram.
Com sede na capital paraense, a empresa apresenta seus projetos como soluções desenvolvidas na Amazônia, reunindo arquitetura modular, materiais reaproveitados e acabamento voltado ao turismo sustentável, em um modelo que busca ganhar espaço em outras regiões do país.
