Projeto nCAVED House, da MOLD Architects, enterra a casa na ilha grega de Serifos para proteger ambientes dos ventos do norte, abrir vistas para o mar e usar pedra, concreto, madeira, vidro, pátios internos e pérgolas como solução arquitetônica discreta, bioclimática e integrada à encosta rochosa local.
A casa nCAVED House, projetada pela MOLD Architects e concluída em 2020, foi construída em Serifos, na Grécia, como uma residência parcialmente enterrada em uma pequena enseada rochosa. A solução surgiu para proteger os ambientes dos fortes ventos do norte e, ao mesmo tempo, aproveitar as vistas para o mar.
O projeto funciona ao perfurar a encosta em vez de erguer uma construção totalmente exposta. A residência usa pedra, concreto, madeira, metal e vidro para parecer parte da paisagem, enquanto pátios, fachadas móveis e pérgolas levam luz, ar e sombra aos espaços escondidos. A casa parece desaparecer, mas por dentro revela uma arquitetura aberta, ventilada e cheia de luz.
Casa foi enterrada para enfrentar o vento sem perder a vista

A decisão de enterrar a casa nasceu das condições do terreno. Em uma ilha grega exposta, o projeto precisava responder a dois desafios ao mesmo tempo: abrir a residência para a paisagem e proteger os ambientes dos ventos fortes que chegam do norte.
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Em vez de colocar volumes acima do solo, os arquitetos escolheram inserir a construção na encosta. O resultado não é uma casa comum com vista para o mar, mas uma residência que usa a própria rocha como abrigo. Essa escolha reduz a exposição ao vento e mantém a presença visual mais discreta na paisagem.
Ilha grega de Serifos recebeu uma residência quase invisível

A nCAVED House fica em uma pequena enseada rochosa de Serifos, na Grécia. A localização ajuda a explicar o impacto do projeto, porque a ilha grega oferece relevo, horizonte aberto e uma paisagem mineral que dialoga diretamente com a arquitetura.
A residência não tenta competir com a encosta. Ao contrário, ela se acomoda nela. Quem observa de fora vê menos um edifício tradicional e mais uma intervenção cuidadosamente encaixada no terreno. Por isso, a casa se aproxima da ideia de abrigo escavado, sem abandonar o conforto de uma construção contemporânea.
Pedra, concreto, madeira e vidro criam aparência de cavidade natural
A escolha dos materiais reforça a sensação de que a casa nasceu da própria encosta. A combinação de pedra, concreto, madeira e vidro cria interiores rústicos, com aparência mineral, mas ainda claros e funcionais.
A pedra aparece como elemento de massa e proteção. O concreto aparente reforça a ideia de estrutura escavada. A madeira aquece os ambientes e evita que o interior pareça frio demais. Já o vidro abre a construção para o mar, para o céu e para os jardins internos. A força do projeto está justamente nesse contraste entre peso e transparência.
Fachadas móveis abrem a residência para o horizonte
As fachadas transversais usam grandes aberturas de vidro com portas de correr embutidas. Quando abertas, elas conectam os ambientes internos aos espaços externos e ampliam a sensação de continuidade com a paisagem.
Esse recurso faz a casa alternar entre proteção e abertura. Em momentos de vento, os espaços podem ser resguardados. Em condições favoráveis, as fachadas se abrem completamente. A residência não é apenas enterrada; ela respira pela encosta.
Pátios internos levam luz e ar aos quartos subterrâneos

O telhado da residência é atravessado por pátios protegidos e terraços abertos. Esses vazios permitem a entrada de luz e ventilação nos ambientes que ficam abaixo do nível do solo, evitando a sensação de confinamento.
Os pátios também organizam a relação entre interior e exterior. Eles criam jardins, recortes visuais e entradas de ar que atravessam a residência. Sem esses vazios, a casa poderia parecer pesada; com eles, o espaço subterrâneo ganha leveza.
Pérgolas criam sombra em movimento dentro dos ambientes
As pérgolas aparecem como elementos de proteção solar. Elas filtram a luz, produzem desenhos de sombra e mudam a atmosfera dos ambientes ao longo do dia.
Além da função prática, as pérgolas reforçam o caráter visual do projeto. Elas parecem flutuar separadas da superfície e mostram que a casa não tenta simplesmente sumir. A residência se integra à paisagem, mas ainda mantém presença arquitetônica própria.
Três níveis organizam quartos, áreas sociais e hóspedes

A casa é dividida em três níveis. Os quartos ficam na parte mais estreita e alta da encosta, enquanto as áreas comuns e a casa de hóspedes aparecem em níveis inferiores.
Uma escada externa conecta os três níveis e conduz à entrada principal, localizada no mezanino da área de estar. A circulação faz parte da experiência da residência, porque descer para dentro da casa revela espaços que, do lado de fora, permanecem quase ocultos.
Geometria cria um tabuleiro de sólidos e vazios
A MOLD Architects trabalhou com uma geometria retangular aplicada à encosta. Essa estratégia produz uma espécie de tabuleiro tridimensional, com cheios e vazios alternados entre áreas construídas, pátios, terraços e passagens.
Essa composição ajuda a acomodar e isolar os quartos da residência. Ao mesmo tempo, uma parede diagonal amplia a vista da sala de estar. O projeto usa uma lógica geométrica rígida, mas o efeito final parece natural porque acompanha a força do terreno.
Arquitetura bioclimática reduz dependência de soluções artificiais
A residência reúne características bioclimáticas importantes. O projeto usa aberturas frontais e traseiras para ventilação cruzada e entrada de luz, além de telhado verde, isolamento adequado e painéis de vidro com eficiência energética.
Esses recursos ajudam a tornar os ambientes mais confortáveis em uma construção parcialmente subterrânea. A pedra, o concreto, a madeira e o vidro trabalham juntos para equilibrar proteção, iluminação, ventilação e integração com a paisagem.
A casa enterrada em Serifos mostra como uma residência moderna pode se esconder na paisagem sem abrir mão de luz, ventilação e vista. A MOLD Architects transformou a encosta rochosa em parte do projeto, usando pedra, concreto, madeira e vidro para criar uma arquitetura ao mesmo tempo subterrânea e aberta.
O resultado chama atenção porque não depende de excesso visual. A força está na discrição, nos pátios, nas fachadas móveis e nas pérgolas que fazem a luz atravessar os ambientes escondidos. Você moraria em uma casa enterrada na encosta ou preferiria uma construção mais tradicional e exposta? Comente sua opinião.

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