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Os piores carros do Brasil segundo Boris Feldman!

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Escrito por Roberta Souza Publicado em 09/02/2026 às 09:13 Atualizado em 09/02/2026 às 09:14
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Status, preço alto e design não garantem tranquilidade depois da compra

Durante muitos anos, o valor elevado de um automóvel foi associado à ideia de robustez, conforto e confiabilidade. No entanto, a realidade do mercado atual mostra que carro caro nem sempre significa menos problemas. Pelo contrário: em alguns casos, o alto nível de tecnologia, eletrônica embarcada e complexidade mecânica transformou modelos de luxo em verdadeiros desafios para os proprietários.

Relatos de consumidores, oficinas especializadas e rankings de reclamações indicam que algumas marcas premium passaram a ser sinônimo de custo elevado, manutenção frequente e falhas inesperadas, especialmente fora do período de garantia.

Carros ingleses decepcionam em qualidade e custo de manutenção, aponta Boris Feldman

Segundo o jornalista automotivo Boris Feldman, marcas inglesas como Jaguar e Land Rover aparecem com frequência entre as piores colocadas em pesquisas internacionais de qualidade, como as da JD Power, referência mundial no setor.

Ele destaca que, apesar do design e do apelo de status, esses veículos apresentam alto índice de problemas mecânicos, especialmente em motores turbo, além de manutenção extremamente cara. Há relatos de reparos que ultrapassam R$ 30 mil ou R$ 40 mil, valor equivalente a metade de um carro popular, o que também dificulta a revenda desses modelos no mercado brasileiro.

Qualidade dos carros evoluiu, mas japoneses e alemães seguem como referência em confiabilidade

Feldman afirma que, hoje, os carros se tornaram cada vez mais uma commodity, compartilhando fornecedores e tecnologias semelhantes — como sistemas da Bosch, Delco e grandes fabricantes de componentes.

Ainda assim, na avaliação dele, marcas japonesas e alemãs continuam superiores em confiabilidade, graças ao rigor industrial e aos padrões técnicos mais exigentes.

Fabricantes como Toyota, Honda, Nissan, Mitsubishi, além de Volkswagen, BMW, Mercedes-Benz e Audi, são citados como exemplos de veículos que entregam exatamente o que a maioria dos consumidores busca: transporte seguro, durável e com menor risco de surpresas desagradáveis ao longo do tempo.

O excesso de tecnologia virou vilão?

Grande parte dos problemas enfrentados por carros mais caros não está ligada à qualidade estrutural, mas sim à sofisticação extrema dos sistemas. Sensores, módulos eletrônicos, câmbios automatizados e suspensões adaptativas oferecem conforto e desempenho, mas exigem:

  • manutenção rigorosa;
  • mão de obra altamente especializada;
  • peças de reposição caras;
  • combustível e lubrificantes dentro de padrões específicos.

No Brasil, onde o uso severo, o clima e as condições das vias variam bastante, essa combinação pode resultar em falhas recorrentes e custos muito acima do esperado.

Marcas caras que mais geram reclamações e dor de cabeça

Mesmo mantendo forte apelo de mercado, algumas fabricantes passaram a aparecer com frequência em relatos de insatisfação de proprietários. Veja as principais.

Land Rover

A marca britânica é frequentemente citada em rankings de reclamação. Modelos de luxo e SUVs sofisticados acumulam queixas relacionadas a:

  • falhas em sistemas eletrônicos;
  • problemas na suspensão pneumática;
  • manutenção complexa e cara após o fim da garantia.

Apesar do alto nível de conforto, muitos proprietários relatam longos períodos com o carro parado em oficina.

BMW

Reconhecida pelo desempenho e pela dirigibilidade esportiva, a BMW também enfrenta críticas. Entre os pontos mais citados estão:

  • câmbios e motores sensíveis à manutenção;
  • sistemas eletrônicos complexos;
  • revisões e peças com valores elevados no mercado brasileiro.

Quando a manutenção preventiva não é seguida à risca, os custos podem se multiplicar rapidamente.

Audi

A Audi construiu sua imagem baseada em tecnologia e design, mas isso cobra um preço. Problemas relatados incluem:

  • falhas em câmbios automatizados de dupla embreagem;
  • panes eletrônicas intermitentes;
  • necessidade constante de diagnóstico especializado.

Em muitos casos, pequenos defeitos geram reparos caros devido à complexidade dos sistemas.

Mercedes-Benz

Símbolo clássico de luxo e conforto, a Mercedes-Benz também aparece em reclamações, principalmente em modelos mais modernos. Os principais pontos são:

  • grande quantidade de sensores e módulos;
  • alta dependência de softwares;
  • custo elevado de peças e revisões programadas.

A tolerância a atrasos na manutenção é mínima, o que surpreende alguns compradores.

Jeep

Embora nem sempre associada ao luxo tradicional, versões mais caras de SUVs da Jeep figuram em relatos por:

  • falhas de câmbio automático;
  • problemas eletrônicos recorrentes;
  • consumo elevado e manutenção acima da média da categoria.

O apelo visual e a proposta aventureira nem sempre se refletem em tranquilidade no uso diário.

Onde está o verdadeiro problema?

O ponto central não é exatamente a marca, mas o perfil do projeto e do uso. Muitos desses veículos são pensados para mercados com:

  • manutenção altamente especializada;
  • revisões rigorosamente seguidas;
  • custo operacional aceito como parte do pacote premium.

Quando esse modelo encontra a realidade brasileira, surge o conflito entre expectativa e custo real de posse.

O que o consumidor precisa avaliar antes da compra

Antes de investir em um carro caro, é fundamental olhar além do design e do status. Especialistas recomendam avaliar:

  • histórico de manutenção do modelo;
  • custo real das revisões;
  • índice de reclamações;
  • disponibilidade de peças;
  • tempo médio de reparo.

Em muitos casos, um carro mais barato e bem projetado pode entregar muito mais tranquilidade do que um modelo de luxo mal adaptado à realidade local.

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Roberta Souza

Autora no portal Click Petróleo e Gás desde 2019, responsável pela publicação de mais de 8.000 matérias que somam milhões de acessos, unindo técnica, clareza e engajamento para informar e conectar leitores. Engenheira de Petróleo e pós-graduada em Comissionamento de Unidades Industriais, também trago experiência prática e vivência no setor do agronegócio, o que amplia minha visão e versatilidade na produção de conteúdo especializado. Desenvolvo pautas, divulgo oportunidades de emprego e crio materiais publicitários direcionados para o público do setor. Para sugestões de pauta, divulgação de vagas ou propostas de publicidade, entre em contato pelo e-mail: santizatagpc@gmail.com. Não recebemos currículos

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