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(VÍDEO) Câmeras de observatório astronômico flagraram dois meteoros caindo sobre Santa Maria no Rio Grande do Sul com apenas um minuto de diferença e trajetórias tão próximas que cientistas agora investigam se os dois objetos têm a mesma origem

Publicado em 29/03/2026 às 20:21
Atualizado em 29/03/2026 às 20:24
Dois meteoros caíram sobre Santa Maria no Rio Grande do Sul com um minuto de diferença. Observatório astronômico registrou o primeiro como fireball.
Dois meteoros caíram sobre Santa Maria no Rio Grande do Sul com um minuto de diferença. Observatório astronômico registrou o primeiro como fireball.
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Dois meteoros foram registrados por câmeras do observatório astronômico sobre Santa Maria, no Rio Grande do Sul, na madrugada de domingo com apenas um minuto de diferença o primeiro classificado como fireball pela luminosidade extrema e a proximidade em tempo e trajetória levou cientistas a investigar se os objetos compartilham a mesma origem cósmica.

Duas bolas de luz cruzaram o céu de Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, na madrugada deste domingo (29), e o registro feito por um observatório astronômico local transformou o que poderia ser um evento passageiro em objeto de investigação científica. Os dois meteoros foram flagrados pelas câmeras do Bate-Papo Astronômico em um intervalo de pouco mais de um minuto o primeiro às 0h12, o segundo às 0h13. O que chamou a atenção dos cientistas não foi apenas a proximidade no tempo, mas a semelhança nas trajetórias e posições no céu.

O primeiro meteoro foi classificado como fireball, um tipo extremamente brilhante que ilumina o céu de forma visível a olho nu mesmo em áreas urbanas. O segundo, de menor magnitude, cruzou o céu muito próximo do primeiro, tanto em posição quanto em trajetória aparente. Embora mais de um meteoro possa ser registrado ao longo de uma mesma noite, ocorrências tão próximas em tempo e localização não são comuns, segundo a equipe do observatório astronômico. Os dados agora serão analisados e cruzados com informações de outros observatórios para determinar se os dois objetos têm relação entre si.

O que as câmeras do observatório astronômico registraram em Santa Maria

video: redes sociais

O registro foi feito pelo observatório do Bate-Papo Astronômico, um projeto de divulgação científica sediado em Santa Maria que opera câmeras de monitoramento celeste permanente.

Na madrugada de domingo, o sistema capturou dois eventos luminosos no céu da cidade em sequência rápida algo que imediatamente chamou a atenção da equipe de cientistas responsável pela análise dos dados.

O primeiro evento, às 0h12, produziu um clarão intenso no céu. Pela luminosidade, foi classificado como fireball termo usado pela astronomia para designar meteoros excepcionalmente brilhantes, que ultrapassam a magnitude de Vênus no céu noturno.

Fireballs são relativamente raros e costumam gerar registros em múltiplas câmeras de observatórios diferentes, o que permite triangular a trajetória e estimar a altitude e a velocidade do objeto.

Apenas um minuto depois, às 0h13, um segundo meteoro cruzou o céu de Santa Maria em posição e trajetória muito próximas ao primeiro. A magnitude deste segundo evento foi menor menos brilhante e de duração mais curta, mas a proximidade com o fireball anterior é o que torna o registro cientificamente relevante. Dois meteoros tão próximos no tempo e no espaço levantam a hipótese de que ambos possam ter a mesma origem.

O que é um fireball e por que o primeiro meteoro foi classificado assim

Nem todo meteoro que cruza o céu recebe o mesmo nome. A maioria dos eventos luminosos que vemos durante chuvas de meteoros ou em noites aleatórias são meteoros comuns pequenos fragmentos de rocha espacial que entram na atmosfera terrestre e se desintegram por atrito, produzindo um rastro de luz. Um fireball é diferente: ele é significativamente mais brilhante, muitas vezes visível mesmo em céus com poluição luminosa, e resulta de fragmentos maiores ou mais densos.

O fireball registrado sobre Santa Maria às 0h12 se encaixa nessa categoria. A luminosidade extrema captada pelas câmeras do observatório astronômico indica que o objeto tinha tamanho ou composição suficientes para produzir um clarão que se destacou no céu noturno da cidade. Em alguns casos, fireballs são tão brilhantes que chegam a projetar sombras no chão um espetáculo que poucos presenciam porque a maioria acontece sobre áreas desabitadas ou durante o sono.

Para os cientistas do Bate-Papo Astronômico, o fireball é o evento principal do registro. Mas é o segundo meteoro menor, mais discreto e surgido apenas um minuto depois que transforma a observação em um caso digno de investigação, porque sua trajetória semelhante sugere uma possível conexão com o primeiro.

Por que dois meteoros tão próximos intrigam os cientistas

A queda de meteoros é um fenômeno constante: todos os dias, toneladas de material cósmico entram na atmosfera terrestre. A maioria se desintegra sem ser notada. O que torna o registro de Santa Maria incomum não é a existência de dois meteoros na mesma noite isso acontece regularmente, mas sim a proximidade extrema em tempo e posição.

Um minuto de diferença e trajetórias quase sobrepostas levantam uma hipótese que os cientistas agora precisam testar: os dois meteoros podem ter a mesma origem. Isso aconteceria se ambos fossem fragmentos de um mesmo corpo celeste que se partiu antes de entrar na atmosfera, ou se os dois pertencessem a uma mesma corrente de detritos espaciais o que caracterizaria uma associação com uma chuva de meteoros específica.

A equipe do observatório astronômico de Santa Maria informou que os dados do registro serão cruzados com informações de outros observatórios no Rio Grande do Sul e no Brasil. A triangulação de dados de múltiplas câmeras permite calcular a trajetória real dos meteoros, sua altitude, velocidade e ponto radiante no céu informações que ajudam a determinar se os objetos compartilham uma origem comum ou se a proximidade foi mera coincidência.

O papel dos observatórios na vigilância de meteoros no Rio Grande do Sul

O registro feito em Santa Maria só foi possível porque o observatório do Bate-Papo Astronômico opera câmeras de monitoramento celeste de forma permanente.

Esses sistemas funcionam 24 horas por dia, registrando automaticamente qualquer evento luminoso que cruze o campo de visão de meteoros e fireballs a satélites artificiais e outros fenômenos atmosféricos.

O Rio Grande do Sul conta com uma rede crescente de observatórios e câmeras de monitoramento que, em conjunto, cobrem boa parte do céu do estado.

Quando um meteoro é registrado por mais de uma câmera em localidades diferentes, é possível triangular sua posição real e reconstruir a trajetória tridimensional do objeto. Essa informação é fundamental para determinar de onde o meteoro veio e, em casos raros, para onde eventuais fragmentos podem ter caído.

O trabalho dos observatórios vai além da curiosidade científica. Dados sobre meteoros alimentam bancos internacionais que ajudam a mapear a população de objetos próximos à Terra e a entender melhor os riscos associados a impactos maiores.

Cada registro feito por câmeras em Santa Maria ou em qualquer outra cidade contribui para um esforço global de monitoramento que, embora raramente ganhe manchetes, é essencial para a segurança planetária.

O que a investigação sobre a origem dos dois meteoros pode revelar

Se a análise confirmar que os dois meteoros registrados sobre Santa Maria têm a mesma origem, o resultado será cientificamente relevante. Uma fragmentação pré-atmosférica quando um corpo se parte antes de atingir as camadas densas da atmosfera produz exatamente esse tipo de padrão: múltiplos meteoros em sequência rápida com trajetórias semelhantes.

Outra possibilidade é que ambos pertençam a uma chuva de meteoros ativa nesse período do ano. Chuvas de meteoros acontecem quando a Terra cruza a órbita de um cometa ou asteroide que deixou para trás uma trilha de detritos. Se os dados apontarem um radiante comum o ponto no céu de onde os meteoros parecem surgir, isso confirmaria a associação com uma corrente de detritos conhecida.

Independentemente do resultado, o registro de Santa Maria reforça a importância de manter observatórios ativos e câmeras apontadas para o céu.

Dois meteoros com um minuto de diferença sobre o Rio Grande do Sul são um lembrete de que o espaço não é estático e de que o céu sobre nossas cabeças está mais movimentado do que a maioria das pessoas imagina.

Com informações do portal do G1.

Você já viu um meteoro ou um fireball cruzando o céu? Mora em Santa Maria ou no Rio Grande do Sul e presenciou esses eventos na madrugada de domingo? Conta nos comentários — relatos de observadores ajudam os cientistas a complementar os dados dos observatórios.

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Jackson Ricardo
Jackson Ricardo(@jacksonricardo)
30/03/2026 15:39

É o mesmo Fireball que as câmeras do Portal Chapecó registraram:

Leandro Vina de Andrade
Leandro Vina de Andrade
30/03/2026 07:38

O sul faz por merecer.

Evandro A. Garlet
Evandro A. Garlet
30/03/2026 05:33

Sim moro em Santa Maria e no ano de 2024 eu avistei um FireBall, também na cidade, o brilho foi muito intenso!!

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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