Aposentadoria na Argentina terá novo cálculo com governo Javier Milei, que usa RIPTE e Índice de Mobilidade Previsional para atualizar salários antigos a cada trimestre e tenta blindar benefícios da inflação que corrói o poder de compra dos aposentados a partir de 2026 e dezembro de 2025, segundo anúncio oficial.
Publicado pelo diario do comércio em dezembro de 2025, o governo de Javier Milei anunciou uma mudança profunda na Aposentadoria na Argentina, alterando o cálculo dos benefícios a partir de 2026. A nova regra promete corrigir os salários antigos usados na base de cálculo para que reflitam melhor a evolução da economia e dos rendimentos formais.
Segundo o governo, a reforma foi desenhada para responder ao cenário de inflação alta que corrói os benefícios, já que os valores iniciais das aposentadorias eram definidos com base em indicadores que muitas vezes não acompanhavam o aumento real dos preços no país.
Como funciona a nova fórmula da aposentadoria
Na nova metodologia, o valor inicial da aposentadoria passa a ser calculado com uma combinação de dois índices: o RIPTE, que mede a evolução das remunerações formais dos trabalhadores, e o Índice de Mobilidade Previsional, que define os reajustes periódicos dos benefícios.
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Os salários históricos serão reajustados trimestralmente, gerando um índice único atualizado a cada três meses.
A ideia central é que o benefício inicial do aposentado nasça mais próximo da realidade econômica que ele viveu ao longo da carreira.
Com isso, quem se aposentar após a implantação das novas regras deverá receber um valor que acompanha melhor a trajetória dos salários formais.
Quem será afetado pela mudança na aposentadoria
De acordo com a proposta apresentada, todos os trabalhadores que se aposentarem a partir de dezembro de 2025 passarão a ter o benefício calculado com essa nova fórmula.
Na prática, a aposentadoria concedida após essa data já virá ajustada pelos índices trimestrais, usando o RIPTE e o Índice de Mobilidade Previsional como principais referências.
O governo argentino afirma que a mudança é necessária para corrigir distorções acumuladas no sistema. Antes da reforma, a fórmula de cálculo resultava em valores iniciais defasados, que não refletiam com precisão a evolução dos salários e acabavam prejudicando especialmente quem se aposentava em períodos de inflação mais alta.
Objetivo declarado: proteger a aposentadoria da inflação
Na comunicação oficial, a gestão Javier Milei sustenta que a nova fórmula busca proteger a aposentadoria da inflação, impedindo que o poder de compra do benefício seja comprometido logo no momento da concessão.
Ao atualizar salários antigos de forma trimestral, o governo tenta aproximar o cálculo da dinâmica real dos preços e das remunerações.
Com essa estratégia, a administração aposta que os novos aposentados terão menos perda no valor real do benefício na largada. Ainda assim, a efetividade da mudança vai depender do comportamento da inflação e da capacidade dos índices de acompanhar a economia nos próximos anos.
E você, acha que essa mudança na aposentadoria na Argentina realmente ajuda a proteger os benefícios contra a inflação ou chega tarde demais para quem já está no sistema?
