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Enquanto Trump constrói um salão de festas na Casa Branca, militares escavam por baixo um bunker secreto com hospital, vidro anti-drone e instalações top secret que ninguém pode ver

Escrito por Douglas Avila
Publicado em 26/04/2026 às 18:00
Atualizado em 26/04/2026 às 18:03
Ala Leste da Casa Branca ao entardecer com equipamentos de construção visíveis ao fundo
A Ala Leste da Casa Branca está sendo demolida para dar lugar a um salão de festas de US$ 400 milhões — por baixo, militares escavam um bunker secreto com hospital e defesa anti-drone
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O antigo Centro de Operações de Emergência Presidencial foi demolido para dar lugar a um complexo militar subterrâneo com hospital, defesa biológica e comunicações seguras — tudo sob um salão de festas de US$ 400 milhões que já acumula 9 mil críticas públicas

Revelado pela CNN em janeiro de 2026 e ampliado por documentos judiciais em abril, o projeto envolve a demolição completa da Ala Leste da Casa Branca para erguer, por cima, um salão de festas de US$ 400 milhões — e escavar, por baixo, uma fortaleza militar que ninguém fora do governo pode ver.

O diretor de Gestão e Administração da Casa Branca, Joshua Fisher, apresentou o plano à Comissão de Planejamento da Capital Nacional em janeiro.

Na ocasião, Fisher admitiu que não poderia divulgar todos os detalhes porque há “aspectos de natureza ultrassecreta” no projeto.

Desde então, equipes de construção vêm escavando o subsolo e desmontando uma das estruturas mais sensíveis da presidência americana.

O bunker da Segunda Guerra que protegeu presidentes por 80 anos — e foi demolido

Para dar lugar ao novo complexo, os militares desmontaram o Presidential Emergency Operations Center (PEOC), o Centro de Operações de Emergência Presidencial.

Construído durante a Segunda Guerra Mundial, o PEOC serviu como refúgio em momentos de crise por mais de oito décadas.

Foi ali que o vice-presidente Dick Cheney se abrigou durante os ataques de 11 de setembro de 2001, enquanto o presidente George W. Bush era levado para uma base aérea.

Também foi no PEOC que Donald Trump se refugiou em 2020, quando manifestantes cercaram a Casa Branca durante os protestos pela morte de George Floyd.

Agora, esse bunker histórico não existe mais. Em seu lugar, os militares constroem uma instalação descrita como “maior e mais profunda”.

Canteiro de obras subterrâneo com paredes de concreto reforçado e iluminação de emergência
O antigo PEOC, que protegeu presidentes desde a Segunda Guerra, foi demolido para dar lugar a uma instalação maior e mais profunda

Abrigos antiaéreos, hospital e defesa biológica: o que Trump revelou sobre o bunker

Em declarações públicas, o presidente Trump detalhou parte do que está sendo construído sob a Casa Branca.

Segundo ele, conforme reportou o Gulf News em abril de 2026, o complexo inclui abrigos antiaéreos projetados para resistir a ataques diretos.

Além disso, há um hospital militar completo, descrito por Trump como dotado de “instalações médicas muito robustas”.

O presidente também mencionou sistemas de comunicação segura de última geração, capazes de manter o governo operacional mesmo em cenários extremos.

Outro ponto revelado foi a inclusão de defesas contra armas biológicas. Trump afirmou que há “defesa biológica em todos os lados” da estrutura.

Todas as janelas do novo salão receberam vidro à prova de balas de alto desempenho, projetado também para proteger contra ataques de drones.

Por consequência, o salão de festas que está sendo erguido por cima funciona como uma camada adicional de proteção física para o bunker abaixo.

Salão de festas ou fortaleza? O argumento que transformou luxo em segurança nacional

O projeto do salão de festas ocupa aproximadamente 22 mil pés quadrados (cerca de 2 mil metros quadrados) e custará US$ 400 milhões.

Contudo, a separação entre o que é luxo e o que é segurança se tornou o centro de uma batalha jurídica.

Trump argumenta que os dois projetos — o salão e o bunker — são inseparáveis. Dessa forma, segundo ele, o salão se torna “uma necessidade de segurança nacional”.

O financiamento reflete essa dualidade. Recursos públicos bancam a construção do bunker e dos sistemas de segurança, enquanto doações privadas — incluindo contribuições corporativas e do próprio Trump — cobrem o salão de festas.

A identidade dos doadores privados, porém, permanece em sigilo.

O vice-diretor do Serviço Secreto dos EUA, Matthew Quinn, alertou que qualquer pausa nas obras poderia “prejudicar” a missão de proteção presidencial.

Exterior da Casa Branca com perímetro de segurança e vidros blindados sendo instalados
Todas as janelas do novo salão receberam vidro à prova de balas de alto desempenho, projetado também contra ataques de drones

O juiz que mandou parar a obra — e a resposta de Trump

Em abril de 2026, um processo judicial expôs detalhes até então mantidos sob sigilo absoluto.

O juiz federal Richard J. Leon, da Corte Distrital de Washington, ordenou a suspensão imediata das obras.

Sua decisão foi direta: “Enquanto e até que o Congresso aprove esse projeto por meio de uma autorização em lei, a construção tem que parar!”

Ainda assim, Trump encontrou uma brecha. O próprio texto da decisão permite a continuidade de “obras necessárias para garantir a segurança da Casa Branca”.

Com isso, o presidente argumentou que as escavações do bunker se enquadram nessa exceção — e os trabalhos subterrâneos seguiram.

Apesar da controvérsia, a Comissão de Planejamento da Capital Nacional votou 8 a 1 pela aprovação do projeto completo.

Por outro lado, mais de 9 mil comentários públicos foram registrados contra a obra — vindos de historiadores, arquitetos e preservacionistas que criticam a escala do projeto.

O que ninguém sabe — e talvez nunca saiba

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, resumiu a posição oficial do governo com uma frase curta.

“Os militares estão fazendo algumas melhorias nas instalações deles aqui na Casa Branca, e não cabe a mim fornecer mais detalhes sobre isso”, afirmou.

De fato, vários aspectos do projeto continuam classificados como ultrassecretos.

Ninguém fora do governo sabe qual é a profundidade real do novo bunker.

Também não se sabe quantas pessoas o complexo pode abrigar, quais Forças Armadas participam da construção ou qual é o custo total da estrutura militar.

Sobretudo, não há confirmação independente sobre as capacidades técnicas descritas por Trump — como o sistema de defesa biológica ou o hospital subterrâneo.

O que se sabe é que um bunker que protegeu presidentes por 80 anos foi demolido. E no lugar dele, algo maior está sendo construído.

Corte transversal mostrando o salão de festas e o bunker militar nos níveis inferiores
O projeto combina luxo na superfície com infraestrutura militar subterrânea que inclui abrigos, hospital e defesa biológica

De Roosevelt a Trump: a tradição de bunkers sob a Casa Branca

A história dos abrigos subterrâneos na Casa Branca remonta à Segunda Guerra Mundial, quando o presidente Franklin Roosevelt ordenou a construção do primeiro refúgio.

Desde então, cada presidente encontrou o PEOC como uma herança silenciosa — presente, mas raramente mencionada em público.

Nesse sentido, o que torna o projeto de Trump diferente não é a existência do bunker em si, mas a escala sem precedentes da reconstrução.

Nenhum presidente antes dele demoliu o abrigo existente para construir um totalmente novo. E nenhum combinou a obra militar com um salão de festas de US$ 400 milhões.

Para os críticos, o projeto representa um excesso. Para o Serviço Secreto, é uma atualização necessária diante de novas ameaças, como drones armados e armas biológicas.

Dessa forma, a pergunta que permanece não é se a Casa Branca precisa de um bunker moderno — mas se alguém, além do presidente, deveria saber o que realmente existe debaixo dele.

O que ainda pode mudar

O projeto aguarda uma votação definitiva no Congresso americano. Se os legisladores decidirem que a obra exige autorização formal, toda a construção pode ser interrompida.

Além disso, os custos finais do bunker permanecem desconhecidos. Projetos militares subterrâneos têm histórico de estourar orçamentos — como o próprio programa de defesa antimísseis americano demonstrou repetidamente.

Por enquanto, as escavações continuam. E o que está sendo construído sob a Casa Branca permanece, como o próprio governo faz questão de lembrar, “de natureza ultrassecreta”.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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