Durante o Brazil Windpower 2025, o MME ressaltou a conexão entre minerais estratégicos e transição energética, destacando políticas públicas, inovação e investimentos que fortalecem a economia verde nacional
O Brazil Windpower 2025 se consolidou como o principal fórum latino-americano sobre energia eólica e sustentabilidade, reunindo governo, empresas e especialistas para debater o papel dos minerais estratégicos na transição energética, segundo uma matéria publicada.
O evento, promovido no último dia 29 de outubro, contou com a participação do Ministério de Minas e Energia (MME), que reforçou a importância desses insumos para o avanço das energias renováveis e o fortalecimento industrial do país.
A integração entre políticas energéticas e minerais foi destacada como essencial para garantir segurança energética, competitividade e sustentabilidade ambiental.
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No painel “Tendências e Inovações Tecnológicas para Materiais Avançados e Minerais Estratégicos”, o coordenador-geral de Minerais Estratégicos e Transição Energética do Setor Mineral, Gustavo Masili, enfatizou que o desenvolvimento das fontes limpas depende diretamente de uma base mineral sólida.
Segundo ele, tecnologias como turbinas eólicas, veículos elétricos e robótica utilizam ímãs permanentes fabricados a partir de terras raras e outros minerais críticos.
O Brasil, dono de reservas expressivas, tem potencial para assumir papel de destaque nessa cadeia global, desde que amplie investimentos em pesquisa, inovação e transformação industrial.
Brazil Windpower 2025: inovação tecnológica e segurança energética
Durante o Brazil Windpower 2025, Masili explicou que fortalecer o setor mineral é crucial para garantir segurança energética e autonomia industrial.
Ele destacou que o MME, em parceria com o BNDES, criou o Fundo de Investimento em Participações (FIP) Minerais Estratégicos, voltado a projetos de exploração e produção sustentável de minerais como lítio, cobre, níquel e terras raras.
Essas iniciativas ampliam o valor agregado nacional, estimulam a geração de empregos qualificados e impulsionam a inovação tecnológica no setor.
A regulamentação das debêntures incentivadas do setor mineral, prevista para os próximos meses, foi apontada como medida estratégica.
O instrumento fiscal deve atrair novos investimentos, fomentar a transformação mineral e promover o desenvolvimento regional, alinhando competitividade econômica e sustentabilidade ambiental.
Sustentabilidade industrial e agregação de valor
Outro destaque do MME no Brazil Windpower 2025 foi o avanço na formulação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE).
A iniciativa, desenvolvida de forma interministerial, busca ampliar o conhecimento geológico brasileiro, apoiar a pesquisa mineral e estimular a agregação de valor dentro do território nacional.
O objetivo é assegurar que a produção e a industrialização de minerais essenciais ocorram de maneira sustentável, reduzindo dependências externas e fortalecendo a cadeia produtiva verde.
Além disso, o Guia do Investidor Estrangeiro em Minerais Críticos, lançado neste ano, apresenta um panorama regulatório atualizado e as oportunidades para investidores internacionais interessados em participar do avanço sustentável da mineração nacional.
Desenvolvimento econômico e cooperação internacional
O Brazil Windpower 2025 também reforçou a importância da cooperação internacional e das políticas públicas voltadas à descarbonização da matriz energética.
Representantes do governo e do setor privado destacaram que o Brasil, ao investir em minerais estratégicos e em inovação industrial, amplia sua capacidade de competir globalmente no fornecimento de insumos para tecnologias limpas.
Essas medidas fortalecem a transição para uma economia de baixo carbono, garantindo que o país avance de forma sustentável e integrada entre mineração, energia e indústria.
O MME, durante o Brazil Windpower 2025, reafirmou seu compromisso de alinhar políticas públicas e inovação tecnológica para transformar o potencial mineral em desenvolvimento econômico e social de longo prazo, consolidando o protagonismo brasileiro nas energias renováveis e na economia verde.
