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Brasileiro de Uberaba cria lâmpada com garrafa PET, tem invenção copiada em mais de 15 países, ilumina casa de famílias sem janelas, corta conta de luz em 30% e vai parar em museu na Europa

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 10/12/2025 às 21:46
Assista o vídeoLâmpada com garrafa PET de Alfredo Moser reaproveita garrafa PET, reduz conta de luz, poupa energia elétrica e leva a invenção brasileira ao mundo.
Lâmpada com garrafa PET de Alfredo Moser reaproveita garrafa PET, reduz conta de luz, poupa energia elétrica e leva a invenção brasileira ao mundo.
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Lâmpada com garrafa PET criada por Alfredo Moser em Uberaba reaproveita garrafa PET e luz do sol para substituir parte da energia elétrica, derrubar a conta de luz em casas sem janelas, inspirar projetos sociais em vários países e alcançar museu europeu como símbolo de tecnologia acessível

Em 1990, ainda como mecânico em Uberaba, no interior de Minas Gerais, Alfredo Moser saiu de casa com a bicicleta e ouviu de Chico Xavier que teria uma “luz” na vida, que não seria só sua, mas “do povo”. Onze anos depois, em 2001, essa previsão ganhou forma no telhado da antiga oficina, quando ele instalou a primeira lâmpada com garrafa PET cheia de água na telha, transformando o sol do meio-dia em claridade difusa dentro de casa.

Desde então, o invento se espalhou silenciosamente. Em pouco mais de duas décadas, a lâmpada com garrafa PET saiu dos telhados de Uberaba para projetos sociais em mais de 15 países, foi reproduzida em cerca de 140 mil casas nas Filipinas, chegou à Índia, Bangladesh e Tanzânia, virou peça em um museu em Amsterdã e levou o brasileiro a palestrar em um congresso internacional de inovação na Coreia do Sul, sempre com o mesmo princípio: iluminar quem não pode pagar pela luz elétrica durante o dia.

Profecia, oficina em Uberaba e o nascimento da lâmpada com garrafa PET

Lâmpada com garrafa PET de Alfredo Moser reaproveita garrafa PET, reduz conta de luz, poupa energia elétrica e leva a invenção brasileira ao mundo.

A história começa em um bairro simples de Uberaba, onde Alfredo Moser empurrava diariamente a porta de uma oficina mecânica que hoje existe apenas na memória.

Foi ali que, anos depois do encontro com Chico Xavier em 1990, ele decidiu testar uma solução improvisada para a penumbra constante da oficina.

Em 2001, Moser furou o telhado, encaixou uma lâmpada com garrafa PET cheia de água na telha e percebeu que a luz do sol era refratada para dentro do ambiente com intensidade equivalente a uma lâmpada de 40 watts.

Aquela garrafa pendurada entre vigas e telhas passou a ser citada pelo inventor como a prova de que uma solução extremamente simples poderia ter efeito imediato sobre a vida de famílias sem acesso à iluminação adequada.

“Você tem uma luz própria do sol com a água, que são prioridades da nossa vida juntas”, resume Moser ao explicar o conceito.

Para ele, a invenção não é um enfeite no telhado, mas uma tecnologia de sobrevivência para casas escuras, sem janelas e sem dinheiro para energia elétrica durante o dia.

Como funciona a lâmpada com garrafa PET

Lâmpada com garrafa PET de Alfredo Moser reaproveita garrafa PET, reduz conta de luz, poupa energia elétrica e leva a invenção brasileira ao mundo.

A montagem da lâmpada com garrafa PET segue um procedimento padronizado que Alfredo Moser ensina “há 15 anos” a qualquer pessoa interessada, em oficinas domésticas e demonstrações.

O passo a passo começa com uma garrafa PET transparente, preenchida com água potável e duas tampinhas de água sanitária, o que evita a proliferação de algas e mantém a água clara por mais tempo.

Na parte externa da tampa, o inventor adiciona um pequeno potinho ou cobertura simples para proteger a garrafa dos raios solares diretos, reduzindo o desgaste do plástico.

No telhado, o instalador usa uma serra-copo acoplada a uma ferramenta elétrica para abrir o furo na telha e fixa a lâmpada com garrafa PET com massa plástica dos dois lados, vedando a entrada de água da chuva.

Do lado de fora, metade da garrafa fica exposta ao sol. Do lado de dentro, a parte cheia de água difunde a luz, iluminando o ambiente de forma homogênea.

Durante o dia, não é preciso acender a lâmpada elétrica, o que gera economia direta na fatura de energia, principalmente em casas onde o uso de luz artificial seria contínuo por falta de janelas ou ventilação natural.

De Uberaba para mais de 15 países e um museu na Europa

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A fórmula simples da lâmpada com garrafa PET encontrou terreno fértil em regiões com alto índice de pobreza energética.

Um jovem filipino viu o sistema pela internet, replicou o modelo e coordenou a instalação de cerca de 140 mil garrafas-lâmpada em telhados nas Filipinas, em comunidades onde a eletricidade é intermitente ou cara demais para uso diário.

A solução também foi levada para Índia, Bangladesh, Tanzânia e outros países africanos, integrando programas de habitação e projetos de organizações sociais.

Em vários desses locais, as casas têm apenas uma porta, nenhuma janela e dependem de querosene ou óleo para clarear cômodos durante a noite.

Ao instalar a lâmpada com garrafa PET, essas famílias passaram a ter luz natural forte durante o dia, reduzindo o gasto com combustíveis e melhorando as condições básicas de leitura, estudo e trabalho doméstico.

O impacto chamou atenção fora do universo das ONGs. Um designer holandês transformou o conceito em obra expositiva, e a solução de Moser foi parar em um museu em Amsterdã, na condição de exemplo de design socialmente orientado e ambientalmente responsável.

O brasileiro também foi convidado para falar em um congresso internacional de inovação na Coreia do Sul, explicando como uma garrafa reaproveitada e água potável podem alterar a economia de um lar com renda mínima.

Conta de luz 30% menor e impacto dentro de casa

A força da lâmpada com garrafa PET não se resume às estatísticas de telhados pelo mundo.

Dentro da própria casa da família Moser, em Uberaba, o efeito foi mensurado com a conta de energia.

A esposa, Carmelinda, conta que o primeiro teste foi no banheiro: um ambiente onde a luz elétrica era acesa todas as vezes que alguém entrava, mesmo durante o dia.

Assim que a lâmpada com garrafa PET foi instalada no telhado do banheiro, a família monitorou a fatura do mês seguinte.

Segundo Carmelinda, o resultado foi imediato: a conta de energia registrou uma redução de cerca de 30%, graças ao fato de que a iluminação artificial deixou de ser necessária em vários períodos do dia.

Para um casal de renda modesta, a diferença na fatura significou alívio real no orçamento doméstico.

Em outra experiência relatada ao inventor, um casal de um país que usa querosene e óleo para iluminar casas sem janelas conseguiu, em apenas alguns meses de uso da lâmpada com garrafa PET, economizar o suficiente para comprar o enxoval do primeiro filho.

O caso é frequentemente lembrado por Moser como exemplo concreto de como a tecnologia interfere diretamente nas decisões de consumo de famílias pobres.

Registro em cadernos, visitantes e a pedagogia da lâmpada com garrafa PET

A casa simples em Uberaba virou ponto de peregrinação técnica.

Carmelinda e Alfredo mantêm um caderno com anotações de todos que passam pela residência para conhecer a lâmpada com garrafa PET, desde vizinhos curiosos até equipes de televisão e visitantes estrangeiros ligados a universidades, ONGs e instituições de design.

As páginas já quase não comportam novas assinaturas.

Há cerca de 15 anos, o inventor repete o mesmo roteiro: explica a origem da ideia, mostra as primeiras garrafas ainda fixadas no telhado da antiga oficina, demonstra o passo a passo da montagem e reforça que o objetivo é permitir que cada família monte sua própria lâmpada com garrafa PET usando materiais acessíveis.

A proposta é que a tecnologia permaneça aberta, sem patente que impeça a reprodução em massa.

Ao mesmo tempo, Moser insiste em combater o preconceito estético.

Muitas pessoas, diz ele, veem a garrafa no telhado como algo “feio” ou improvisado demais.

Para o inventor, quem critica geralmente nunca experimentou o valor real da solução dentro de casa, em forma de economia e de luz abundante onde antes havia penumbra.

Legado, museu europeu e a ideia de luz como direito básico

A presença da lâmpada com garrafa PET em um museu europeu, ao lado de peças de design de alto custo, coloca a invenção de Alfredo Moser em um debate maior sobre tecnologia, sustentabilidade e desigualdade.

Ao reutilizar garrafas PET e reduzir o uso de querosene e lâmpadas acesas durante o dia, o sistema contribui para diminuir resíduos e emissões, mas, sobretudo, atua como um atalho de acesso à iluminação em comunidades que não podem esperar por redes elétricas ideais ou reformas completas.

Para Moser, o principal legado não está no reconhecimento internacional nem nas palestras em congressos, mas na multiplicação silenciosa de telhados furados por uma serra-copo e preenchidos por garrafas transparentes.

Em cada instalação bem-sucedida, ele vê uma confirmação prática da frase que costuma repetir: “não é um enfeite para a casa, é uma economia e um valor imenso dentro de um lar”.

Diante de uma solução tão simples, barata e replicável como a lâmpada com garrafa PET, você instalaria um sistema desses no telhado da sua casa para reduzir o uso de luz elétrica durante o dia e testar, na prática, quanto conseguiria economizar na próxima conta de energia?

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sr.Rocha
sr.Rocha
11/12/2025 19:08

Ele NÃO inventou. Existe Há mais de 100 anos no estado do Rio de janeiro. Tenho setenta anos de idade e vejo desde criança nos ramais de trem Nova Iguaçu, Santa Cruz e Leopoldina Nao era pet era garrafa de vidro de água mineral. Esse senhor aprendeu com os mais velhos. É muito **** apropriar-se do folclore brasileiro.

sr.Rocha
sr.Rocha
11/12/2025 18:44

Ele NÃO inventou isto existe há mais de 100 anos no estado do Rio de janeiro. Tenho 70 anos e vejo desde criança nas casas pobres e oficinas nos subúrbios nos ramais das linhas de trem de Nova Iguaçu, Santa Cruz e Leopoldina..Não usavam pet nessa época e sim garrafas de vidro de água mineral. Existia garrafa de 2l. Usavam cimento para segurar a garrafa na telha de amianto .Esse senhor sabe disso ele aprendeu com os mais velhos. Quem é da minha idade sabe disso.

Evaldino
Evaldino
11/12/2025 17:59

Eu já fiz a alguns anos atrás a invenção dele na minha garagem e funcionou

Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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