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Brasil pode atingir produção recorde de petróleo e gás natural competitivo e com menores emissões até 2035

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 05/12/2025 às 08:44
Atualizado em 05/12/2025 às 08:48
Setor energético avança: Brasil pode atingir produção recorde de petróleo e gás natural competitivo e com menores emissões até 2035.
Foto: IA
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Setor energético avança: Brasil pode atingir produção recorde de petróleo e gás natural competitivo e com menores emissões até 2035.

O Brasil pode atingir produção recorde de petróleo e gás natural competitivo e com menores emissões até 2035, aponta estudo do MME e da EPE divulgado nesta quarta-feira (3).

O documento revela que o país avança para um novo patamar energético, impulsionado pelo pré-sal, por projetos estratégicos e por políticas que fortalecem produtores independentes.

Assim a análise mostra como o setor pode crescer de forma sustentável, onde esse movimento ocorre e por que o planejamento é considerado crucial para consolidar o Brasil como potência global. 

O levantamento, publicado no Caderno de Produção de Petróleo e Gás Natural do Plano Decenal de Expansão de Energia 2035 (PDE 2035), antecipa um cenário de maior competitividade, segurança operacional e emissões mais baixas próximas de 14 kg de CO₂ equivalente por barril de óleo equivalente. 

Pré-sal impulsiona salto histórico na produção 

Segundo o relatório, a produção de petróleo deverá alcançar 4,9 milhões de barris por dia em 2035, com pico de 5,1 milhões de barris por dia em 2032, representando avanço de 44% em relação a 2024.

Esse crescimento será sustentado, sobretudo, pelos recursos já descobertos, que somam 92% da produção estimada. 

Além disso, o pré-sal manterá posição dominante, respondendo por 76% da produção nacional no período.

Entre os projetos decisivos para esse salto, o campo de Búzios se destaca pela entrada de seis novas unidades de produção até 2030.

Juntas, elas poderão atingir 1,7 milhão de barris por dia em 2030 e cerca de 1,1 milhão por dia em 2035. 

O ministro Alexandre Silveira reforçou que o planejamento confirma a força do setor. 

“A força do pré-sal, aliada à diversificação de projetos e ao fortalecimento dos produtores independentes, demonstra que o país avança com um planejamento sólido e visão de futuro.

Então este é um marco importante para consolidarmos nossa relevância energética global, promovendo desenvolvimento econômico sustentável e inovação tecnológica,” afirmou. 

Brasil pode atingir produção recorde de petróleo e gás natural competitivo e com menores emissões até 2035, aponta estudo do MME e da EPE Regimes regulatórios diversificados 

Assim a expansão projetada ocorre de forma distribuída entre os principais regimes do setor.

O modelo de concessão deve representar aproximadamente metade da produção nacional em 2035.

Em seguida aparece o regime de partilha, responsável por cerca de 39%, enquanto a cessão onerosa deve responder por 11%. 

Assim, a diversificação regulatória, segundo o estudo, fortalece a segurança energética e estimula novos investimentos. 

Produção de gás natural deve quase dobrar até 2035 

O PDE 2035 destaca também que o Brasil pode atingir produção recorde de petróleo e gás natural competitivo e com menores emissões até 2035.

A produção bruta de gás natural deverá chegar a 299 milhões de m³ por dia em 2035, com pico de 309 milhões de m³ por dia em 2033 aumento de 95% sobre 2024. 

Assim, a produção líquida, após consumo próprio, queima e perdas, deve alcançar 127 milhões de m³/dia, crescimento de 154%.

Assim como no petróleo, os recursos descobertos lideram as projeções, representando 96% da produção bruta e 93% da líquida.

O pré-sal também ganha papel central, respondendo por 80% da produção bruta e 61% da líquida. 

Recursos não descobertos reforçam oferta a partir de 2030 

O estudo aponta que áreas ainda não descobertas poderão iniciar sua produção após 2030, contribuindo com cerca de 7% da produção nacional em 2035.

Então esse movimento aumenta a resiliência do suprimento energético e amplia a segurança de longo prazo. 

Produção onshore avança com independentes e políticas de incentivo 

Mesmo representando fatia menor do total, a produção em terra (onshore) apresenta recuperação constante.

Assim, a expectativa é de que o segmento alcance 296 mil barris de óleo equivalente por dia em 2035, com pico de 332 mil boe/dia em 2034 crescimento de 28% ante 2024. 

O avanço é impulsionado pelo protagonismo crescente dos produtores independentes, que podem superar 60% da produção onshore até 2035.

Segundo o PDE, esse resultado reflete o impacto direto de políticas públicas recentes, como: 

Redução de royalties; 

Prorrogação de contratos de concessão; 

Programa de desinvestimento da Petrobras. 

Então essas medidas têm revitalizado campos maduros e incentivado o desenvolvimento regional. 

Brasil mira crescimento energético sustentável 

Então o estudo confirma que o Brasil pode atingir produção recorde de petróleo e gás natural competitivo e com menores emissões até 2035, aponta estudo do MME e da EPE.

Com forte participação do pré-sal, expansão de projetos estratégicos e estímulo ao mercado independente, o país se posiciona para liderar o setor energético global com responsabilidade ambiental e inovação. 

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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