Evento da UFRN destaca o papel da eólica offshore na transição energética, com apoio do governo e projeções de alta na demanda elétrica brasileira
A energia eólica offshore ganha espaço na agenda econômica brasileira como peça central na estratégia de descarbonização da indústria e atração de novos investimentos. O tema foi reforçado durante o evento “Brazil Offshore Wind & Power-to-X 2025”, promovido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que reuniu autoridades, especialistas e empresas do setor.
Segundo Karina Araújo Sousa, diretora do Departamento de Transição Energética do Ministério de Minas e Energia (MME), o país tem uma oportunidade concreta de impulsionar o desenvolvimento industrial com base em energia limpa.
“Nosso foco é tornar a indústria nacional mais competitiva e sustentável, com base em fontes renováveis como a eólica offshore e o hidrogênio de baixa emissão“, afirmou.
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A transição energética brasileira está integrada à política “Nova Indústria Brasil” e à Política Nacional de Transição Energética (PNTE), em articulação com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Um dos principais objetivos é reduzir as emissões em setores com alto consumo energético, como cimento, aço, fertilizantes, siderurgia e alumínio. Além disso, o governo busca criar um ambiente favorável à instalação de novas indústrias sustentáveis.
As projeções indicam que, até 2050, a demanda por eletricidade no Brasil pode triplicar. Neste contexto, as eólicas offshore surgem como alternativa estratégica para diversificar a matriz energética e atender ao crescimento esperado no consumo de energia.
O Ministério de Minas e Energia trabalha na finalização do marco regulatório que permitirá o início dos leilões de cessão de áreas para instalação dos parques eólicos offshore.
O Grupo de Trabalho Eólicas Offshore, coordenado pelo ministério, lidera o processo de definição desse novo mercado.
A agenda envolve o mapeamento de áreas com menor risco socioambiental e a regulamentação das regras de cessão, com suporte técnico da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Com essas medidas, o Brasil busca consolidar sua posição na transição energética global, utilizando a economia verde como motor para reindustrializar com eficiência e visão de longo prazo.
Com informações de Portal In.

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