Brasil registra recorde na produção de petróleo e gás em outubro, impulsionado por avanços no pré-sal; Espírito Santo mantém liderança nacional como segundo maior produtor.
O setor de petróleo brasileiro voltou a ganhar destaque no cenário energético mundial após registrar, em outubro de 2025, um novo recorde de produção. Os números atualizados revelam avanços significativos tanto no volume extraído do pré-sal quanto na operação de campos offshore.
Além disso, o Espírito Santo segue se firmando como protagonista no mapa energético nacional, mantendo-se como o segundo maior produtor do país, atrás apenas do Rio de Janeiro.
Produção nacional de petróleo atinge patamar inédito
Em um desempenho que reforça o protagonismo brasileiro no mercado global de energia, a produção total de petróleo e gás natural somou 5,255 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em outubro.
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Assim, o país superou o recorde anterior, registrado em julho de 2025, quando havia alcançado 5,160 milhões de boe/d.
No segmento específico do petróleo, foram extraídos 4,030 milhões de barris por dia (bbl/d). O volume representou um crescimento de 2,9% em relação a setembro e um salto expressivo de 23,2% na comparação com outubro de 2024.
Já o gás natural apresentou forte desempenho, alcançando 194,78 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), com avanço de 2,2% frente ao mês anterior e de 22,5% na comparação anual.
Papel estratégico do Espírito Santo na cadeia de petróleo
De acordo com relatório da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Espírito Santo reafirmou sua relevância ao manter-se como o segundo maior produtor nacional de petróleo e gás.
Em outubro, o estado registrou 266.497,49 barris de óleo equivalente por dia, dos quais 227.197,68 eram barris de petróleo e 6.248,17 barris correspondentes a gás natural.
Esse desempenho reforça a importância dos campos capixabas, que seguem contribuindo de forma decisiva para a expansão da produção nacional e para a segurança energética do país.
Domínio dos campos marítimos e prevalência da Petrobras
Outra informação que evidencia a força do setor é a predominância da produção marítima. Em outubro, 97,8% do petróleo e 86,6% do gás natural tiveram origem em campos offshore.
Além disso, os campos operados pela Petrobras, sozinha ou em consórcio, responderam por 90,68% de toda a produção nacional.
O relatório também destaca que a produção foi distribuída por 6.421 poços, sendo 552 marítimos e 5.869 terrestres, o que mostra a ampla diversidade operacional da indústria.
Campos e instalações que lideraram a produção em outubro
Entre os campos brasileiros, Búzios, localizado na Bacia de Santos, manteve-se como principal produtor de petróleo ao alcançar 884,78 mil barris por dia. Já o campo de Mero, na mesma bacia, destacou-se como maior produtor de gás natural, com 41,34 milhões de m³/d.
No ranking das instalações, o FPSO Almirante Tamandaré registrou a maior produção de petróleo do mês, com 232.940 bbl/d, atuando nos campos de Búzios, Búzios Eco e Tambuatá. Em relação ao gás natural, a liderança ficou com o FPSO Marechal Duque de Caxias, no campo de Mero, que produziu 12,70 milhões de m³/d.

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