Financiamento do BNDES viabiliza investimento bilionário da Inpasa na Bahia, com nova biorrefinaria voltada ao etanol de milho, energia renovável e fortalecimento da bioeconomia e do agronegócio.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social anunciou nesta segunda-feira a aprovação de um financiamento de R$ 950 milhões para a implantação de uma nova biorrefinaria da Inpasa na Bahia, iniciativa considerada estratégica para ampliar a produção de etanol de milho, fortalecer a bioeconomia e impulsionar o agronegócio brasileiro.
Segundo matéria publicada pelo próprio banco e outros veículos nesta segunda-feira (12), o apoio financeiro do BNDES reúne recursos do Fundo Clima e da linha Finem, reforçando o compromisso da instituição com projetos alinhados à transição energética.
Financiamento do BNDES viabiliza nova biorrefinaria da Inpasa na Bahia
O empreendimento será instalado no município de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste baiano. A nova unidade pode consolidar o avanço da Inpasa no mercado nacional e posicionar a Bahia como um dos principais polos emergentes de biocombustíveis no Brasil.
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O financiamento aprovado pelo BNDES totaliza R$ 950 milhões, sendo R$ 350 milhões oriundos do Fundo Clima e R$ 600 milhões da linha Finem, destinada a projetos estruturantes de grande porte. A operação financeira viabiliza a construção da nova biorrefinaria da Inpasa na Bahia, com foco na produção de etanol de milho e coprodutos de alto valor agregado.
O uso de recursos do Fundo Clima reforça o alinhamento do projeto às políticas ambientais brasileiras, ao mesmo tempo em que amplia o acesso a capital para iniciativas industriais com impacto positivo na redução de emissões. Já a linha Finem demonstra a relevância econômica e produtiva da planta, que terá papel central no desenvolvimento regional.
Capacidade produtiva e geração de energia da nova biorrefinaria
A nova biorrefinaria da Inpasa foi projetada para processar até 1 milhão de toneladas de milho por ano. A partir desse volume, a unidade deverá produzir anualmente 498 milhões de litros de etanol de milho, 248,9 mil toneladas de dried distillers grains (DDGs) e 24.862 toneladas de óleo vegetal.
Além da produção de biocombustível, o empreendimento contará com geração própria de energia. A expectativa é alcançar 185 GWh de eletricidade por ano a partir de 2027, quando a planta atingir sua capacidade máxima de operação. Esse modelo integrado fortalece a eficiência energética e reduz a dependência de fontes externas.
Etanol de milho impulsiona bioeconomia e agronegócio na Bahia
A implantação da nova biorrefinaria representa um avanço significativo para a cadeia de etanol de milho na Bahia. Historicamente importador de biocombustíveis, o estado passa a ganhar protagonismo na produção, ampliando sua competitividade no mercado nacional.
A integração entre indústria e agronegócio é um dos principais diferenciais do projeto. O uso do milho como matéria-prima fortalece produtores locais, gera demanda contínua para a agricultura e estimula investimentos em logística, armazenagem e serviços associados.
De acordo com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o impacto econômico será relevante. Segundo ele, a usina de etanol deverá gerar efeitos relevantes na economia local e contribuir para que a Bahia deixe a condição de importadora e passe a atuar como exportadora de biocombustíveis.
Inpasa consolida expansão industrial com apoio do BNDES
A Inpasa amplia sua presença no Brasil com a construção da nova biorrefinaria na Bahia, financiada pelo BNDES. Atualmente, a empresa possui sete unidades em operação no Paraguai e no Brasil, distribuídas pelos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Maranhão.
A companhia já conta com capacidade instalada para produzir 6,2 bilhões de litros de etanol por ano, além de gerar 3,3 milhões de toneladas de DDGS, 312 mil toneladas de óleo vegetal e 1.513 GWh de energia renovável. Esses números posicionam a Inpasa como uma das maiores produtoras de etanol da América do Sul.
Nova biorrefinaria fortalece transição energética e políticas climáticas
O apoio do BNDES à nova biorrefinaria da Inpasa na Bahia evidencia o papel estratégico do banco na transição energética brasileira. O financiamento a projetos de etanol de milho contribui diretamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa, ao substituir combustíveis fósseis por fontes renováveis.
O Fundo Clima tem sido um instrumento-chave para estimular investimentos sustentáveis, direcionando capital para empreendimentos capazes de combinar crescimento econômico e responsabilidade ambiental. Nesse contexto, a nova unidade reforça o compromisso do Brasil com metas de descarbonização e desenvolvimento de uma economia de baixo carbono.
Expansão da Inpasa inclui novos investimentos no Brasil
Além da nova biorrefinaria em Luís Eduardo Magalhães, a Inpasa mantém outro projeto em construção no município de Rio Verde, em Goiás. Anunciada em outubro de 2025, a unidade contará com investimento de R$ 2,5 bilhões e previsão de início de operação no primeiro trimestre de 2027.
Com esses projetos, a empresa acelera sua estratégia de crescimento e amplia a produção de etanol de milho, consolidando sua atuação em diferentes regiões do país e fortalecendo a cadeia nacional de biocombustíveis.
Relevância estratégica da nova biorrefinaria para o Brasil
A aprovação do financiamento pelo BNDES para a nova biorrefinaria da Inpasa na Bahia representa um marco para o setor de etanol de milho no Brasil. O projeto reúne investimento robusto, geração de energia renovável e integração com o agronegócio, criando efeitos positivos de longo prazo.
A iniciativa fortalece a bioeconomia, estimula o desenvolvimento regional e amplia a segurança energética. Ao mesmo tempo, reafirma o papel do BNDES como indutor de políticas públicas voltadas ao crescimento sustentável e posiciona a Inpasa como protagonista na transformação da matriz energética brasileira.

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