Bloqueio naval dos EUA no Estreito de Ormuz em 13 de abril de 2026 faz petróleo Brent superar US$ 100, gasolina sobe para R$ 6,77 e diesel para R$ 7,43 no Brasil — Irã ameaça retaliar portos do Golfo Pérsico
Os Estados Unidos anunciaram em 13 de abril de 2026 o bloqueio total do Estreito de Ormuz. A decisão veio após o colapso das negociações com o Irã em Islamabad, Paquistão.
Por esse estreito de apenas 33 quilômetros de largura passa cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo.
O reflexo foi imediato. Na segunda-feira, 13 de abril, o preço do barril de petróleo Brent subiu 6,5% e ultrapassou a marca dos US$ 100.
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No Brasil, a gasolina na bomba subiu para R$ 6,77. O diesel chegou a R$ 7,43. São os maiores valores do ano.
A inflação de março já havia registrado alta de 0,88%. O grupo Transportes puxou com avanço de 1,64%, com combustíveis subindo 4,59%.

O colapso das negociações em Islamabad
As negociações entre EUA e Irã aconteceram em Islamabad, Paquistão, em 11 de abril de 2026. O vice-presidente J.D. Vance liderou a delegação americana.
Os EUA exigiam livre navegação no estreito e incluíram o desmantelamento do programa nuclear iraniano no pacote.
O Irã recusou. As negociações colapsaram. Em 12 de abril, Trump anunciou que a Marinha iniciaria o bloqueio total.
O Irã respondeu ameaçando retaliações diretas contra portos no Golfo Pérsico e Mar de Omã.
Teerã declarou que a segurança portuária será “para todos ou para ninguém”. E prometeu controlar permanentemente o estreito.
Os números do impacto
- Petróleo Brent: alta de 6,5%, superou US$ 100/barril
- Gasolina no Brasil: R$ 6,77 na bomba
- Diesel no Brasil: R$ 7,43 na bomba
- Inflação março: 0,88%, acima do esperado
- Transportes: +1,64% (grupo que mais subiu)
- Combustíveis: +4,59% só em março
- Projeção Brent 2026: revisada de US$ 75-85 para US$ 85-95
Antes do conflito, o Brent era projetado entre US$ 75 e US$ 85 ao longo de 2026. Agora, as revisões apontam para US$ 85 a US$ 95.
Com o petróleo mais caro, refinarias repassam custos. O impacto chega à bomba em semanas.

O que muda para o Brasil
Apesar de ser autossuficiente em petróleo, o Brasil não está blindado. Os preços internos acompanham a cotação internacional.
Não há projeção de desabastecimento de combustíveis no país. Mas o aumento de preços é inevitável.
O Estreito de Ormuz não é rota apenas de petróleo. Por ali passam também plásticos, automóveis, fertilizantes, eletrônicos e produtos químicos.
A interdição afeta cadeias globais de suprimentos. Produtos importados pelo Brasil também podem encarecer.
Na sexta-feira anterior ao bloqueio, o diesel na bomba havia caído pela primeira vez desde o início do conflito. A trégua durou pouco.
Quem acompanha o setor sabe que o petróleo é o coração da economia energética global. Qualquer turbulência em Ormuz reverbera no mundo inteiro.
Cessar-fogo é alívio temporário, segundo analistas
Analistas descrevem eventual cessar-fogo como “alívio temporário em meio a incertezas”. As tensões estruturais permanecem.
Especialistas alertam para a necessidade de alternativas à dependência do Golfo Pérsico para o fornecimento global de energia.
O conflito já pressiona a transição energética. Países buscam acelerar investimentos em fontes renováveis e nucleares.

Cenário volátil e projeções incertas
É importante ressaltar que projeções de preço podem mudar rapidamente. Um acordo diplomático derrubaria o barril em horas.
A situação é extremamente volátil. Declarações de ambos os lados mudam o cenário diariamente.
Os preços de gasolina e diesel no Brasil dependem da política de preços da Petrobras, que pode absorver parte da alta.
Informações compiladas a partir de reportagens da CNN Brasil, Economic News Brasil e Fecombustíveis. Dados refletem cenário de 15 de abril de 2026 e podem mudar rapidamente.

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