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Por um estreito de apenas 33 km passa 20% do petróleo do mundo — os EUA acabaram de fechá-lo, o barril passou de US$ 100 e o preço na bomba no Brasil já subiu

Escrito por Douglas Avila
Publicado em 16/04/2026 às 11:15
Atualizado em 16/04/2026 às 11:17
Petroleiros no Estreito de Ormuz com navios de guerra
O Estreito de Ormuz tem 33 km de largura e é a rota de 20% do petróleo mundial
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Bloqueio naval dos EUA no Estreito de Ormuz em 13 de abril de 2026 faz petróleo Brent superar US$ 100, gasolina sobe para R$ 6,77 e diesel para R$ 7,43 no Brasil — Irã ameaça retaliar portos do Golfo Pérsico

Os Estados Unidos anunciaram em 13 de abril de 2026 o bloqueio total do Estreito de Ormuz. A decisão veio após o colapso das negociações com o Irã em Islamabad, Paquistão.

Por esse estreito de apenas 33 quilômetros de largura passa cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo.

O reflexo foi imediato. Na segunda-feira, 13 de abril, o preço do barril de petróleo Brent subiu 6,5% e ultrapassou a marca dos US$ 100.

No Brasil, a gasolina na bomba subiu para R$ 6,77. O diesel chegou a R$ 7,43. São os maiores valores do ano.

A inflação de março já havia registrado alta de 0,88%. O grupo Transportes puxou com avanço de 1,64%, com combustíveis subindo 4,59%.

Navios petroleiros no Estreito de Ormuz com navios de guerra ao fundo
O Estreito de Ormuz tem apenas 33 km de largura e por ele passa 20% do petróleo mundial — Imagem ilustrativa

O colapso das negociações em Islamabad

As negociações entre EUA e Irã aconteceram em Islamabad, Paquistão, em 11 de abril de 2026. O vice-presidente J.D. Vance liderou a delegação americana.

Os EUA exigiam livre navegação no estreito e incluíram o desmantelamento do programa nuclear iraniano no pacote.

O Irã recusou. As negociações colapsaram. Em 12 de abril, Trump anunciou que a Marinha iniciaria o bloqueio total.

O Irã respondeu ameaçando retaliações diretas contra portos no Golfo Pérsico e Mar de Omã.

Teerã declarou que a segurança portuária será “para todos ou para ninguém”. E prometeu controlar permanentemente o estreito.

Os números do impacto

  • Petróleo Brent: alta de 6,5%, superou US$ 100/barril
  • Gasolina no Brasil: R$ 6,77 na bomba
  • Diesel no Brasil: R$ 7,43 na bomba
  • Inflação março: 0,88%, acima do esperado
  • Transportes: +1,64% (grupo que mais subiu)
  • Combustíveis: +4,59% só em março
  • Projeção Brent 2026: revisada de US$ 75-85 para US$ 85-95

Antes do conflito, o Brent era projetado entre US$ 75 e US$ 85 ao longo de 2026. Agora, as revisões apontam para US$ 85 a US$ 95.

Com o petróleo mais caro, refinarias repassam custos. O impacto chega à bomba em semanas.

Painel de posto de gasolina no Brasil mostrando preços altos
Gasolina a R$ 6,77 e diesel a R$ 7,43 — os maiores valores do ano no Brasil — Imagem ilustrativa

O que muda para o Brasil

Apesar de ser autossuficiente em petróleo, o Brasil não está blindado. Os preços internos acompanham a cotação internacional.

Não há projeção de desabastecimento de combustíveis no país. Mas o aumento de preços é inevitável.

O Estreito de Ormuz não é rota apenas de petróleo. Por ali passam também plásticos, automóveis, fertilizantes, eletrônicos e produtos químicos.

A interdição afeta cadeias globais de suprimentos. Produtos importados pelo Brasil também podem encarecer.

Na sexta-feira anterior ao bloqueio, o diesel na bomba havia caído pela primeira vez desde o início do conflito. A trégua durou pouco.

Quem acompanha o setor sabe que o petróleo é o coração da economia energética global. Qualquer turbulência em Ormuz reverbera no mundo inteiro.

Cessar-fogo é alívio temporário, segundo analistas

Analistas descrevem eventual cessar-fogo como “alívio temporário em meio a incertezas”. As tensões estruturais permanecem.

Especialistas alertam para a necessidade de alternativas à dependência do Golfo Pérsico para o fornecimento global de energia.

O conflito já pressiona a transição energética. Países buscam acelerar investimentos em fontes renováveis e nucleares.

Mapa do Estreito de Ormuz mostrando posição estratégica entre Irã e países do Golfo
O Estreito de Ormuz separa o Irã dos países do Golfo e é a rota mais importante do comércio global de petróleo — Imagem ilustrativa

Cenário volátil e projeções incertas

É importante ressaltar que projeções de preço podem mudar rapidamente. Um acordo diplomático derrubaria o barril em horas.

A situação é extremamente volátil. Declarações de ambos os lados mudam o cenário diariamente.

Os preços de gasolina e diesel no Brasil dependem da política de preços da Petrobras, que pode absorver parte da alta.

Informações compiladas a partir de reportagens da CNN Brasil, Economic News Brasil e Fecombustíveis. Dados refletem cenário de 15 de abril de 2026 e podem mudar rapidamente.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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