Black Friday deve bater recorde com R$ 5,4 bilhões em vendas, segundo CNC, mesmo com desafios econômicos.
Black Friday deve bater recorde e movimentar R$ 5,4 bilhões, aponta CNC
A Black Friday deve bater recorde de vendas nesta sexta-feira (28), segundo projeções divulgadas pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que estima faturamento de R$ 5,4 bilhões, o maior valor desde o início da série histórica, em 2010.
O levantamento mostra o quê esperar da data, quem faz a projeção, quando ocorre o pico de compras, onde o impacto será sentido no varejo nacional, como o consumo deve reagir e por quê o cenário aponta alta mesmo com desafios na Economia.
Segundo a CNC, o volume previsto representa aumento de 2,4% em relação ao registrado em 2024. Embora a Economia ainda esteja pressionada pelo endividamento das famílias e pela inadimplência elevada, a entidade considera que a Black Friday deve proporcionar um impulso relevante ao comércio.
-
Novo horário para os supermercados: Carrefour, Assaí, Atacadão e outros podem fechar mais cedo para evitar alta de preços para os brasileiros
-
Coca-Cola fecha fábrica, afeta 85 trabalhadores e encerra operação de mais de 100 anos em decisão que mexe com uma cidade inteira, envolve realocações, logística e um impacto histórico que vai além dos refrigerantes nos EUA
-
Após romper com o sócio que faturava milhões, Bianca Andrade pôs R$ 30 milhões do próprio bolso na Boca Rosa, lançou mais de 100 produtos sozinha em um ano e agora mira R$ 400 milhões em 2026, rumo ao bilhão
-
Belo Horizonte vira a primeira cidade do país a pagar aluguel, água e luz para tirar 100 famílias da rua pelo método Moradia Primeiro, com R$ 4,5 milhões para o recomeço
O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, reforça que, mesmo com incertezas internas e externas, o varejo tende a sentir melhora.
“É um momento de cautela na economia nacional, de incertezas no cenário externo e de endividamento recorde das famílias brasileiras, mas, ainda assim, veremos um incremento nas vendas”, afirmou.
Cenário econômico desafia, mas vendas devem crescer
Apesar das projeções otimistas, a CNC aponta que o avanço poderia ser ainda maior se não fosse o alto nível de endividamento. Hoje, muitas famílias enfrentam juros elevados, crédito restrito e dívidas acumuladas. Isso reduz o fôlego de consumo e limita parte da demanda durante a Black Friday.
Por outro lado, fatores econômicos importantes contribuem para o crescimento das vendas. Entre eles, estão a queda do câmbio e a melhora expressiva no mercado de trabalho. Assim, o poder de compra do consumidor aumenta e abre espaço para uma Black Friday com movimentação mais intensa.
Nos últimos 12 meses, a taxa média de câmbio caiu 8,3%, dando mais força ao real. Em novembro de 2024, o dólar girava perto de R$ 5,80 — patamar bem acima do atual. Além disso, o país registra o menor nível de desemprego da série histórica do IBGE, reforçando a massa de rendimentos.
Ainda segundo a CNC, a renda real cresceu 5,5% no segundo trimestre de 2025, na comparação com 2024. Esse resultado cria um ambiente mais favorável ao consumo e favorece a retomada do varejo.
Setores que devem liderar o faturamento na Black Friday
A CNC projeta forte concentração do faturamento em três setores, responsáveis por 68% das transações da Black Friday deste ano.
Assim, hiper e supermercados devem movimentar cerca de R$ 1,32 bilhão, seguidos pelos eletroeletrônicos e utilidades domésticas, que somarão R$ 1,24 bilhão. Logo depois, móveis e eletrodomésticos devem alcançar R$ 1,15 bilhão.
Além desses segmentos, o varejo de vestuário e acessórios deve gerar R$ 950 milhões, enquanto farmácias, perfumarias e cosméticos devem chegar a R$ 380 milhões.
A data, portanto, reforça sua posição como a quinta mais relevante para o comércio brasileiro, atrás apenas do Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais.
Descontos reais: categorias com maior potencial
A CNC também analisou a variação dos preços ao longo dos últimos 40 dias para medir o potencial de desconto real na Black Friday. Assim, foram monitorados valores de 150 itens distribuídos em 30 categorias.
O estudo revela que 70% dos grupos acompanhados possuem margem concreta para redução de preços. Entre as categorias com maior possibilidade de queda estão:
- Papelaria: –10,14%
- Livros: –9,02%
- Joias e bijuterias: –9,01%
- Perfumaria: –8,20%
- Utilidades domésticas: –8,18%
- Higiene pessoal: –8,11%
Com isso, consumidores terão oportunidade de aproveitar descontos mais agressivos, especialmente em categorias tradicionalmente procuradas durante a Black Friday.
Black Friday deve impulsionar a Economia e consolidar recorde histórico
A combinação entre mercado de trabalho aquecido, câmbio favorável e expectativa de descontos reais cria o ambiente ideal para que a Black Friday de 2025 atinja novo recorde de faturamento e ajude a movimentar a Economia nacional.
Enquanto isso, varejistas se preparam para atender à demanda e apostam no evento como uma das principais estratégias de recuperação econômica. Portanto, se as projeções se confirmarem, esta será a Black Friday mais forte da história, consolidando o poder de reação do comércio brasileiro mesmo diante de desafios estruturais.
